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sábado, 15 de outubro de 2016

ESTÓRIAS DO XIKOUSE


 

 

Mucuim Salva-Vida

XIKIN KARWALHO
            Idos de abril de 2002. Eu, Rick Lions e Xaga´s Wall, fomos participar de treinamento de nossa empresa, na capital Teresina. O mesmo se prolongaria por uma semana e meia o que remontaria em 10 didis, ou seja, uma laboriosa complementação salarial. Trabalhamos durante toda a semana, incluindo o sábado até meio-dia. Participativos estávamos embalados pelo desejo de, no final da semana, fazermos uma visitinha a uma prima muito conhecida, a Elizabeth Flokos de Mií. Nossa Parenta distante, mas mui querida.

            Na sexta-feira, por volta das 16h00, quando merendávamos, o Montblanc Direx me procurou e com  o dedão em riste, apontando pros meus ofuscantes, mandou a ordem:

            - tratem de levar o instrutor pro litoral pra passar o final de semana, pois quero me  livrar de qualquer aporrinhação.

            Fiquei triste, pois assim iria perder duas didis (logo as que íamos gastar na “Casa das Primas” Beth). Pensei e, humildemente, quase que pedindo a benção, com minhas orelhas secas, disse:

            - Dr. Inlustrisssssimo e Veneráviíí Montblanc Direx, neste tempo o litó não tá nada bom, estamos no inverno e praia com chuva é terrível, aparece inté maruim. Devemos levar o letrado é pra conhecer a Cachoeira do Urubu, na cidade de Batalha.

            Direx concordou na hora, pois ele queria era se vê livre do mala sem alça, e assim garantimos as didis.

            No domingo seguimos pra Cachoeira do Urubu. Chegando à cidade de Batalha encontramos uma ruma de meninas num ponto de carona, coincidentemente as mesmas desejavam curtir as belezas e diversões do destino turístico. Paramos para perguntar como lá chegar e tratamos de nos oferecer dizendo que mandaria o veículo pra apanhá-las.

            Chegamos ao destino pelo lado da Batalha. Apreciamos a beleza da linda cachoeira e tratamos de ir conhecê-la. Atravessamos na passarela para o lado da cidade de Esperantina.  Chegando lá um conhecido me chamou no que tive que me separar dos demais que aproveitaram para tomar as “primeiras cervejinhas”.

            Resolvemos voltar para o lado de Batalha, pois lá ia ter festa e era por lá que as minas iam chegar. Voltamos e nos encontramos com as pretendentes festeiras.       Arrumamos mesa e ao garçom pedimos as bebidas. Foi quando comecei a me coçar. Estava sendo atacado por mucuins, inseto pequenino, parente do maruim, que é do mar e ele é do rio, mas que pica na mesma intensidade e sofreguidão.  Indaguei aos colegas:

            - vocês num tão sofrendo com as picadas dos mucuins? E eles responderam que não, pois estavam usando óleo apropriado, produzido em Esperantina e que havia sido passado pela garçonete do bar onde haviam tomado as “primeiras cervejinhas”. 

            Não tive alternativa senão correr para o Rio Longá e ficar “de môiu, só cum zoios de fora”. Tanto fiquei que lá pra tardinha, ao sair do banho forçado, “tava cum tudo muxo”. Enquanto isso eles empinavam o ego de tanto dançar com as minas de Batalha. Wall dançou tanto “quinté o cabresto da havaiana quebrou”. Rik num ficou atrás. Só o facilitador “faiô”, pois só queria falar de empreendedorismo, de fluxo de caixa e RH, pode?

            Festa acabada voltamos para Teresina, para concluir o treinamento. Na quarta-feira de volta à Parnaibinha de N. S. da Graça, fomos saborear nossos lares. No sábado voltamos, em trinca de três, a nos encontrar na laboriosa vida "mardita" pra jogarmos  sinuca na AABB, e saborear umas “cervejinhas geladas” por conta das didis. 

            Conversando Xaga’s delatou:

            - não sei o que está acontecendo. Minha mulher não quer saber d’eu. Quando chego em casa ela já está jantada e trancada no quarto e quando levanto, ela já foi pro trabalho.

            - lá em casa num tá deste jeito, mas minha consorte (?) também só dá chá de sunega – disse Rik.

            - pois comigo está tudo bem – retruquei.

            Foi quando adentrou ao recinto da jogatina e caçula do Xaga’s.

            - papai me dê um misto e um refresco?

            - dô não. Lá em casa Vocês não estão nem falando comigo.

            Chamei o herdeiro Wall e fui logo dizendo:

            - você deseja ganhar  um chees egg super burge triplo e uma coca de 1 litro?

            - claro!

            - pois me conte o que está acontecendo na tua casa.

            - este véi saliente apareceu na TV Crubi de Teresina no jornal da manhã, no do meio-dia e no da noite, dançando com as curicas lá na Cachoeira do Urubu. Ti Rik tombém tava agarrado cuma quenguinha magricela.

            Feliz fui eu que não passei o protetor dos Mucuins, tive que ir “me intocar” no rio e assim não fui filmado e pude botar a escrita em dia. Mas se tivesse sido, hoje tava urinando ínguau muié, de cócoras.

Moral da estória: “A sorte é cega onde bata aprega.”                                                  Parnaíba, 15 de setembro de 2012.

Xikin karwalho

 


sábado, 17 de setembro de 2016

ESTÓRIAS DO XIKOUSE

XIKIN CARWALHO (escritor parnaibano)

AL  CAPÃOS                               
Uma nova máfia surge neste mundo de meu Deus. Homens perigosíssimos, capazes de tudo para chegar ao poder dos “GALINÁSSEOS”. Afrontam o ridículo e o inimaginável para chegar ao topo do galinheiro. Mas como não são galos e nem mais têm possibilidades de serem, vai ficar difícil alcançarem o topo. O pior de tudo é que a “coisa” ta surgindo de dentro pra fora da nação sebraika.
Seu Jão Xófé logo fez o “pelosinal”, dizendo:
- ti discunjuro doença di goração, se afaste de mim, pois ainda quero labutar um montão. Qui sina disgramada é esta que arrudia a famía sebraika da Parnaíbinha de N. S. da Graça?!?! 
Tudo uma questão de capação permitida.
O primeiro ovogoro detectado foi localizado nos kibas do Rik Lions. Ainda pequenininho, o Rik vivia cum seu pinduricaralho esquerdo se enchendo de líquido e acrescido, muito acrescido, ficava. Sua famiá tentou de tudo – mandinga, benzedeira, urucubaca – mas terminou nas mãos do Dr. Kandiú, lá da Santacasa de Misériadecosta. Emérito carniceiro, daqueles qui num pudia vê uma amidila inchada qui lascava o bisturi. Num deu outra, o dôtô capô o coitadim. O bichim inda era tão piquininim qui num passava de um pinto brabo e  hoje é o Al Capão primeiro Di Grão Mestre. Agora já crescido, pai de dois fios. Só faz “Love” cum a lamparina apagada, prá num correr o risco dela vê o vazi do faltoso e sortá uma estrambalhosa gaitada abrochante.
O segundo ovípero faltoso, detectado por sua gorolização, ficou por conta do terceirizado Pirão Imunes da Prosta. Um dos seus omeletados já tava pôdim, pôdim, pôdim. Na consulta o dôtô disse: é bom tirarmos logo, senão a doença pode se enraizar pro outro e de lá ir bater no ás de copas.
- curdaxo!!! Dôtô me livre deste mal galináceo, corte logo e acabe cum esta praga mardita.
Capado foi, capado está. Também pai de dois filhos. Também só faz in Love no escuro e nada de sexo  oral. Na época o artista já ciscava de galo brabo, mas hoje é o Al Capão segundo Di Grão Mestre.
O trio nagô se completou, com o adentramento de Xaga’s Wall,o perigoso de Buriti off dos Lopes, para a Irmandade dos Capãos. O bichão fazia sexo oval, quando a cunham detectou uns caroços em sua bolsa escrotal, e gritando, foi logo dizendo:
- é opala, é opala.
- qui é isto sua xibunga?
- lá na minha terra, Pedro II, toda às vezes que maiiiinha mata qualquer bicho de pena, ela procura pedra de opala que é de muita preciosidade.
- me respeita cunham. Por acaso tenho penas ou cisco pra trás?
- pras trás eu num sei, mas qui ô’ce tá muito amolecido, to notando qui tá. Já fiz bolo frito, tirei caçoleta e até agora nada. Ô’ce ta parecendo mais é cum Galo Choco.
Depois do caso fora de casa, Wall tratou de procurar um médico pra saber quidiabus ele tinha nos seus pinduricalhos. Dr. Ótôe Thomate foi taxativo: 
- varicoceles abruptas corrosiva; grave, gravíssimo, temos que tirar.
- ambos os dois seu dôtô????
- sim senhor. Você num me disse que já tem dois filhos? Queres arranjar complicação fora de casa? Comporte-se meu velho, pois depois dos sessenta, o destino dos homens é viagrar pelos caminhos de casa, cialistalando num dos cantos pra assistir TV. E você não pode demorar senão fica rendido.
Valente qui só o cão, o perigoso disse ao dôtô:
- pois intõ e se é assim, tiri logo tudo, tudin, pois quero urinar de coca, ingual muié.
De galo veio e valentão se tornou o Al Capão terceiro Di Grão Mestre.
Angin que não tem nada de besta disse;
- se eu pegá num mi operu, tomo aguardente alemão e passo minancora.
- inda bem qui muié num pega – disse D. Lú Kunia Kopaekozinha.
Seu Jão Xófé disse logo:
- quem te disse. Fique sabendo qui fêmeas tem os culhões intocados. Veja bem, ovário vem de ovo. Vou passa nos meus é vickvapôrubens. Pelo qui tô vendo esta doença ta pegando é no sentar das cadeiras desta repartição, no calor dos fundos, ingual a imorroida. O negócio é refrescar meus possuídos, senão posso inté ficar com o finalmente comprometido.
Xikin ki num é nem besta já ta cuns dele di môi. Todo dia bota os bichinhos duas horas dentro d’água fria, a fim dos mesmos ficarem muxim, muxim. 
Moral da estória:  “ Prevenir é melhor que remediar .” 
Aeroporto Petrônio Portela, Teresina(PI), 18 de maio de 2009.
Xikin Karwalho



domingo, 19 de junho de 2016


ESTÓRIAS DE XIKOUSE

 

XIKIN CARWALHO ( escritor parnaibano)
 

Prefácio: bem que tentei ajudar a Amiga Francisca  enviando a carta abaixo para o Programa do Luciano Hulk, quadro Lata Velha, a fim de conseguir a reforma da Brasília Azul, mas seu digníssimo não concordou. Ficou então só a estória.

 

LATA VELHA

 

Parnaíba, 04 de dezembro de 2008.

 

 

Sr. Luciano Hulk.

 

Há alguns anos atrás (cuidado com a redundância), recebi 02 dotes “hereditáricos”, ou seja, um novo marido e um meio de transporte, presentes de meu saudoso sogro. O maridão continua conservado e fofo, pois bem cuidado está, e juntos formamos uma dupla bem brasileira, café com leite. Mas nosso meio de transporte, que carinhosamente chamo de Mimosa Brasuka Blue, está muito dodói.

Como a vida está aperreada, a grana se torna curta, pois tenho muitas responsabilidades financeiras, incluindo a formação de meu único rebento, fruto do meu primeiro casório fracassado. É por isto que aqui estou para pedir o teu favor.

Sob a desculpa da falta de grana  descuidei de nossa Brasília Azul, e, a transportadora de toda a nossa família, foi adoecendo ao ponto de pegar “osteoporose ferrujal”. Por falta do remédio devido (pintura e polimento) a Mimosa também pegou paratifo e hepatite, perdendo então seu brilho blue, ficando opaco azurelo e esbranquiçado.

Ultimamente começou a sofrer de problemas estomacais, soltando fumaça pela descarga, sinal que estava papando óleo. Levei ao nosso confiável mecânico e foi feito um orçamento pra lá de apimentado. Aí quem ficou “desandada”  fui eu. O mecânico disse que o problema era ocasionado por causa de um desvio na “parafusêta” que prejudicava o bom funcionamento do “eixo da grampôla”. Também nos alertou sobre as “tamancas” dos freios, os pneus carecas e aramados, e a “debreage” baixa.

Pois num é que sábado, dia 29.11, passeando com meu dote marital,  invadimos um sinal vermelho e bum, crau, creu, treco e iskabum. Batemos num Corsa seminovo. Tudo acertado amigavelmente, fomos ver como estava o estado psicológico, pediátrico e ortopédico de nossa Mimosa. Nossa Amiga estava sofrida, banguela, tronxa e empenada. E ainda bem que estávamos em baixa velocidade, e só batemos porque “faltou freio” e os pneus deslizaram.

Como Eu e Neném juntávamos uma grana para tratar da Brazuka e agora vamos ter que pagar o conserto do Corsa,  é que estamos enviando estas mal traçadas linhas a fim de pedir-lhe, encarecidamente, que hospitalize, diagnostique, remedie e trate bem do meu dote, ou melhor, de minha agora LATA VELHA.

 


Ficarei eternamente agradecida.

 

 

Francisca das ..................

 

 

sábado, 11 de junho de 2016

ESTÓRIAS DO XIKOUSE


                  

 

CABEÇA DE BÊBÚ NUM TEM DONO

XIKIN KARWALO( escritor parnaibano)
 

Partindo da conjugação filosófica de que “cabeça de bêbú num tem dono”, a Sra. Angelight Ferro Cossa, forçuda que só ela, partiu em pedaços a caixa de isopor que o super-halterofilista RIK LIONS, o maior arremessador de bituca “made in Piauí”, usava em suas cachaçadas, digo, pescarias. O mais importante é que a citada estando com muita raiva do “bello di jú”, praticou o ato utilizando-se da cabeça maior da vítima, sofrida e encharcada de mé de cana.


Rik Lions  nem se apercebeu da ocorrência agressiva. No outro dia ao acordar, o supra-sumo das fantasiosas pescarias, viu-se arrodiado e misturado com muitos pedacinhos brancos. Apulumando os olhos e configurando sua ressaca, pode notar que não era neve, muito menos algodão, e sim isopor. E se perguntou: O meu isopor das pescarias? Encheu o peito, tomou coragem e levantou-se da rede, mas ao olhar pra frente, voltou a desmaiar. Sabem por quê? Porque o corajoso pescador avistou sua amada agressora com a taboa de bater carne. O jeito foi voltar a pescar sonhos, vislumbrando as geleiras do Alaska, curtindo sua laboriosa ressaca.

Como resultado da ocorrência, o nosso herói aprendeu que “homem que é homem não chora, nem quando a mulher vai embora”.

 

Parnaíba, 27.04.1995

 

Xikin Karwalho

sexta-feira, 3 de junho de 2016

ESTÓRIAS DO XIKOUSE

SERES HUMANOS

XIKIN KARWALHO (escritor parnaibano)

Prefácio: todos os anos, e no Dia Internacional da Mulher, sempre recebo mensagem exaltando-a, e, quase sempre, menosprezando o seu parceiro principal, o Homem. Desta vez foi a Amiga Inês Melo quem mandou a mensagem. Não consegui ficar calado e respondi em forma de carta.

 

 

Inês, bom dia.

 

Sempre fico mui preocupado quando me deparo com “mulher?” que menospreza o HOMEM. Fico a pensar sobre a existência da razão da vida e sobre o papel que cada Ser Humano tem pra desenvolver. Talvez seja porque ainda não tenha se apercebido de que a Mulher complementa o Homem e vice-versa.

Tudo o que DEUS fez foi bem feito, o universo, a terra, a natureza, o tempo para sermos felizes, e, principalmente o Homem e a Mulher. Costela de Adão é estória esfarrapada que nossos antepassados diziam, pois nada sabiam sob como surgiu a Mulher e o Homem. Depois apareceram os cientistas, biólogos e estudiosos que culparam a Evolução das Espécies. Do ponto de vista religioso a primeira hipótese até que é convincente, afinal as igrejas preferem analfabetos e despreparados para deles arrecadarem o dízimo, sobre a alegação do inferno. Do ponto de vista científico a segunda hipótese é a verdade absoluta, coisa de sabichão. Mas, Eu, Xikin Karwalho, escritor nas horas vagas, tenho outra versão sobre o surgimento da Mulher e do Homem, resultado positivo da Mãe Natureza que teimamos em destruir, e as catástrofes aí estão, ocasionando mortes e desespero, sem escolher o sexo dos anjos.

Pois a estória é assim.

Deus cria o universo e separa o planeta Terra. Nele colocam rios, lagoas, mares e ainda achando que seria pouca água, cria a chuva. Tudo para irrigar terras produtivas e de beleza admiráveis. Ao final do dia Ele repara que embora  tenha feito  tanto, faltava o principal, ou seja, quem iria cuidar da Terra. Apressadamente amassou o barro e fez o  primeiro corpo. Parou, pensou e se perguntou: “como vou dar continuidade à espécie?”. Mais que rapidamente, pois a noite já surgia, pegou mais barro e fez o segundo corpo. Olhou bem e viu que os mesmos estavam iguais. Já cansado e com a noite já pegada, resolveu deixar para o outro dia.

Ao acordar e depois de se espreguiçar, lembrou-se dos corpos e tratou de vê-los. Surpreso ficou ao reparar que havia neles diferenças. Olhando para o Céu, para o vale, para as plantas, conseguiu notar que a Mãe Natureza pra Ele sorria. Sábio, a Ela responsabilizou pela criação do Homem e da Mulher. E se disse: “só você Mãe Natureza poderia criar diferenças que se completam, e que resultarão na criação do Amor, sentimento responsável pela perpetuação da espécie, capaz de  admirar as belezas que em ti coloquei”.

Pois é, a Mãe Natureza fez as seguintes diferenças: num dos corpos deixou brotar e no outro fez rachar.

 

 

Moral da estória: “Amai-vos uns aos outros assim com vos amei.”

                                               Jesus Cristo.

 

Parnaíba, 15 de julho de 2010.

 

Xikin Karwalho

segunda-feira, 23 de maio de 2016

ESTÓRIAS DO XIKOUSE


XIKIN CARWALHO (escritor parnaibano)
 


PANELA(DA) ANGELOCAL

                Certo dia, boca da noite, a lua brilhava iluminando o caminho e deixando à vista o rastro das pegadas do nosso “colégua”  ANGIM. Pronde ele havia ido? Para um encontro in loviano? Sim senhores, curiosos leitores.

                Nosso artista seguia ao encontro amoroso e laborioso, marcado no dia anterior. Só que antes fez todos os preparativos, ou seja, tomou um big banho onde procurou perfumar seus possuídos, entretantos e finalmentes, com seu cheiroso Avon. Lascou uma roupa nova sobre o esqueleto e após pentear sua vasta cabeleira, disse pra sua digníssima: vou assistir a uma palestra de relações humanas lá na Sebraia. Partiu rapidim.

                Só que ele não sabia do mais interessante e que nos motiva a contar esta ocorrência fatídica. É que sua digna, cônjuge, estava sabendo do “encontro laborativo”. Tudo resultado de uma fofoca armada e arrumada pela “menininha nova” que ia para a ocorrência completar o “par de dois” afrodisíacos jovens tesudos. Pois é, a encontrista querendo armar um escândalo no bairro São José, fez os dados de o encontro chegar aos ouvidos da esposa que ia ser traída. Ela, contraída de cólera afetiva, resolveu acreditar na fofoca e seguiu as pegadas do convencido traidor.

                ANGIM seguia in front of di, atordoado e convencido nem notou a perseguição. Lá chegando não contou conversa e foi logo abraçando a morena desejada. Beijos e cheiros completavam o cardápio do abraço apertado. Mão na mão, mão naquilo e aquilo na mão, atordoava o juízo do casal, ao ponto de revirar os seus orubuservantes e nada mais perceberem ao redor. Não ouviam mais qualquer ruído a não ser o baticum de seus corações, acelerados que estavam a palpitar de tanto êxtase. Só que na “quinthura” do “chafurdo” aparece a “dona do pedaço ereto”, que silenciosa e retraída, soca três porções de panela (das) da cuca do conquistador barato (tão barato que nem grana tinha pra levar a menininha para o motel, levou então para a moité).

                PLÉÉÉMMM, PLLÉÉÉMMMM, PLÉÉMMMMMMMMMM. Ai, ai, ai e ui, gritou ANGIM. A “menina motivacional” fica extasiada, mas abera na carreira. ANGIM tenta argumentar e solta um bocado de nhem, nhem, nhem Mas não consegue convencer a traída que, PLLLÉÉÉ´MMMMM, sarta mais uma panela(da). O nhem, nhem, nhem comendo e o pléémmm, pléémmm, pléémmm também, e, como ambas as partes não se entendiam, mesmo porque não havia explicação, afinal o feitor foi pego com a mão na massa, o negócio foi meter o pé na bunda e partir para os 1000 metros rasos sem barreira. ANGIM foi se esconder na casa do papaizinho de açúcar. Ao chegar, ofegante, não quis explicar o porquê de tantos e quantos galos.

 

                A marida traída não conseguiu acompanhar o ritmo do fundista, afinal carregava a pesada panela de pressão, então se dirigiu para seu “lar doce lar” (doce lar?). Ao chegar trancou-se em sua suíte e......................( não nos interessa).

                No outro dia à noite o arrependido traidor, triste e comovido, voltou para o seu doce lar. Lá chegando pôde observar que ia dormir no sofá. Aconchegando-se em seu desconfortável dormidor, o sofrido traidor, arrependido dos amassas, passou sua mão calejada nos galos chocos  resultantes de ruidosas e temperadas panela(das).                                                                                     

                Como resultado do apetitoso, mas frustrado “banquete”, o namorador ficou uma semana de jejum, quando aprendeu que “MARIDO FERROLHÃO NÃO PASSA PRIVAÇÃO”.

 

 

Parnaíba, 20 de janeiro de 1985.

Xikin Karwalho

domingo, 15 de maio de 2016

ESTÓRIAS DO XIKOUSE



BEIJU BRANQUIM



 




 
XIKIN KARWALHO (escritor Parnaibano)

 

 
 


 

Anos dourados in Ceagueanos, quando dois Técnicos Consultores seguem via, VARIG, VARIG, VARIG, para Brasília, capital dos mandachuvas, que não lutam para molhar os nossos bolsos, salários e, apenas os deles. Os folgados seguem em busca de novidades, de conhecimentos enriquecedores, de bondosas “didis” que tanto nos alegram. Principalmente ao nosso artista Modextro de Grittu’s Bellos, coadjuvante da nossa saborosa ocorrência.

Avião na pista e ambos os artistas seguem em sua direção. O sorriso campeia lábios e olhares. Seguram o corrimão da escada e Modextro de Grittu’s Bellos vira-se para o artista principal e diz:

- vamos cabra, sobe pra riba.

- carma cumpade, é que to sentido uma sensação diferente. É a primeira vez que vou viajar de avião. Um frií no bucho!!!!!!!

- pois te resolve. O pessoal de trás já está dos desgraçando.

“Ambos os dois subiram pra riba”. Adentraram a aeronave e trataram de “se assentarem se”. Ataram os cintos e aprontaram-se pra partida. Nosso artista principal observava a tudo e a todos os detalhes do seu novo mundo, e perguntava sobre tudo. Mas o que mais admirava era o rebolado das aeromoças (cearense é cabra macho).

Fecham as portas da aeronave e o comandante trata de dizer a todos, a ladainha de sempre.

Aceleraram o bichão e... ♫.voar, voar, ♫ subir, subir ♪..........................

Neste momento um dos nossos leitores, interrompendo a estória, nos pergunta:

Pô xikin, o avião já vai longe e ainda não sabemos o nome do artista principal?!?!?!?!

Pois é, e atendendo a aqueles que nos incentivam e cobram resultados, resolvemos relatar o viajante. Um metro e setenta e dois de altura, desenvoltura lateral obesa de 1,20 m, calo sexual bulchístico abusivo, pé 40 e careca em início desenvolvimentista. Quem seria??? O nosso artista da Golden Pictures Presentes é MUNDICO VILSON DE VOSKANCELAS.

Voltemos então à estória.

Conversas mil entrelaçavam os nossos viajantes. Cada qual contava pra cada um, estórias mais engraçadas. Algumas delas livres, outras censuradas e imparticipativas. Mundico de tão feliz que estava só faltava cantar o “atirei o pau no gato”. Participava sorridente de todos os momentos da viagem e até sorria (amarelo) dos sustos decorrentes das quedas vacuômetras ocorridas com o bicho avuador. Era ele quem mais falava. Lá pras tantas as aeromoças começaram a passear servindo os come se bebes. Aeromoça vai,  pescoço de Mundico também, aeromoça volta,  pescoço de mundico revolta. Nosso artista estava pra ficar caraӨlhӨ, pois não sabia se olhava pros entretantos das aeromoças ou se para o que estava sendo servido. Nossos  coléguas foram servidos. De Grittu’s Bellos, macaco velho, filho de desembargador, come comedidamente, mas, malandramente, não repassa dicas degustativas ao seu vizinho. Mundico acostumado com panelada e mão-de-vaca com pirão, lá de Sant’ana do Acaraú-Ce, vai tratando de “traçar” tudo o que vê pela frente. O vaput-vuput foi tão grande  e urgente que o comilão até levantou o braço e pediu BIS. Ainda bem que a aeromoça fez de conta  que não ouviu.

Após a ocorrência degustativa, Mundicu calou-se e começou a passar mal. Pra não deixar ninguém notar, e, principalmente o seu vizinho “amigo da onça” (qualquer semelhança com o da Revista Cruzeiro é simples cópia), nosso personagem “se-fechou-se”.

Viagem terminada. Avião no pátio. Passageiros descem, apanham malas, pegam táxi e seguem pro hotel. Lá chegando e já instalados, tomam banho e, cada qual em sua cama (é bom frisar), deitam. De Grittu’s Bellos notando a tempestiva e abrupta mudança comportamental de seu parceiro, dirige-se a ele e pergunta:

- O que está acontecendo contigo? Fiz-te algo? Da metade da viagem pra cá, ou melhor, após o serviço de bordo, você que vinha tão falante, fagueiro e alegre, não mais falou comigo. O que está acontecendo?

Mundico pensou, repensou, relutou, mas terminou, aos soluços, dizendo:

- To entalado (hic).

- Com o quê?

- Não sei (hic). Só sei (hic) que to passando mal (hic, hic). Ajude-me (hic).

De Grittu’s sensibilizado, inicia sua interrogativa “medicância”.

- Você comeu tudo o que estava na bandeja?

- Tudo, tudinho (hic, hic).

- Bebeu o refrigerante?

- Sim (hic), mas não desentalou (hic).

- Não desentalou o que?

- O beiju (hic), o beiju (hic).

- Que beiju?

- Na tua bandeja (hic) não veio? Pois na minha veio (hic, hic).

- Que conversa é esta Mundico!!!!!

- Ora (hic), aquela comidinha branquinha que vinha enroladinha (hic), por sinal (hic) muito sem gosto.

- Mundico você comeu foi o guardanapo. Com certeza, o guardanapo de “prá limpar os beiços”.

Então Mundico tomou um susto tão grande que “se-desintalou-se”.

Moral da estória: “nem tudo que reluz é ouro, nem tudo que parece é".
 
 
 

 

 






 


Xikin Karwalho

Parnaíba, 08 de Agosto de 1995.

sábado, 7 de maio de 2016

ESTÓRIAS DO XIKOUSE


CASA DO MÃU SANTANÁS

 

Xikin Karwalho
Preâmbulo

 

Todas às vezes que me encontrava em reunião com os demais técnicos de minha empresa, sempre sobrava tempo pras gozações. Sempre aparecia um mais gaiato pra mexer com  os felizes técnicos das citys interioranas, e, quase sempre pra chatear, ainda mais e principalmente, os Parnaíbanos. Só que este escrivão da frota não se deixava levar e  partia pro revide gozativo. Quando diziam: “os técnicos do interior....”. Eu levantava a mão direita e contra atacava, dizendo: “sou do Litoral. Do interior é quem mora dentro de. Quem VIVE na beira-mar, pertence à classe dos favorecidos por DEUS”.

Mas a chateação continuava a cada evento. Até que um dia criei a estória que  abaixo descrevo, e, como resultado, passamos a ser respeitados. Tanto que agora já dizem: “os técnicos do LITORAL  e do interior.....”.

Moral do prefácio:    “Respeito é bom e conserva os dentes”.

E tome a estória.

 

Idos de lá vai pedrada, então, na segunda-feira, DEUS resolveu e fez  o universo.

Olhou pra sua magnífica obra, apreciou e disse:

- só EU, onipotente, seria capaz de criar algo tão belo e grandioso. Realmente é mui grande e como um dia vou ficar velho, preciso fazer algo menor para passar minha velhice.

Assim, na terça-feira, fez a Terra, e sobre ela passeou admirando suas belezas. Chupou gelo na Antártida e subiu no Monte Everest, de lá apreciou tantas e quantas belezas fizera,  e disse:

- só EU, onipresente, seria capaz de criar um local pra viver e é aqui que vou, qualquer dia deste,  colocar o homem e a mulher. Mesmo assim ainda está grande e a velhice se aproxima.

Assim, na quarta-feira, dividiu a Terra em Continentes e resolveu criar um único País, o BRASIL, os restantes Ele deixou para que a ganância do homem o fizesse, e  disse:

- só EU, onisciente, poderia separar este pedaço de belas terras, que vou abençoar com solo fértil e água abundante, para em que se plantando tudo dê.

Começou seu passeio de reconhecimento pelos pampas, foi subindo e às margens do Ipiranga marcou o exato local de nossa Independência. Mas ainda achou que o espaço era avantajado. Assim, na quinta-feira, dividiu o Brasil em Estados e fez questão de criar o Piauí, deixando os restantes para que os Bandeirantes o fizessem, e disse:

- só EU, onividente, poderia separar um pedaço do belo e criar um lindo lugar.

Tentou visitar as capivaras, mas a Neyd Guidão de Toyota não O  deixou entrar, alegando que o EBRAMA – Empresa de Cervejeiros Mateiros e Ambíguos Florestais apontava para o período do “defeso”. ELE, que nos ensinou a perdoar, seguiu em frente. Parou sobre picos baixos e de lá apreciou o revoar de lindas e férteis abelhas, da família das cebraicas floratívicas artesanais. Aproveitou para provar do doce mel amável de cada um de seus futuros habitantes, à Mercê(s) de filhos e Netos. De lá seguiu pra Floripi onde pôde observar a abundância de Kardume, nas águas barrentas do rio.  Mesmo assim achou que deveria morar num local ainda menor,  que se parecesse com o Céu. Assim, na sexta-feira, desenhou o Litoral do Piauí, que naquela época pertencia à abençoada Parnaíba. E que só muito depois foi repartido em quatro municípios, para atender a sapiência e a saliência de políticos, atrás do FPM “ mêstruado”,  a partir do que nos é imposto, e disse:

- só EU, oniparente, poderia a partir do lindo, recriar o divino e maravilhoso, o Édem.

Banhou de mar na Pedra do Sal onde saboreou um gostoso caranguejo. Tirou o sal na Lagoa do Portinho. Almoçou pescada amarela com pirão de parida, pescado no Delta do Rio Parnaíba. Á noitinha já deitado em sua linda rede tecida pelas Rendeiras dos Morros da Mariana, e olhando a lua por detrás das dunas alvejadas de magnitude, relembrava de todas as suas criações, quando de repente, mais que de repente, lembrou que  depois de amanhã seria  Domingo, dia de celebração e descanso. E se perguntou:

- onde vou botar o cão pra poder curtir meu domingo?

Assim, no sábado, fez Teresina.                   

 Terra abrasiva, mas acolhedora.

Pecaminosa, porém festiva.

Cuscuzeira e  labutante,

condicionada e refrescante.

 

Por lá muito tempo o cão morou, até que o Super-Mãu Santanás por lá chegou, depois que derrotou a Sátira Lyrica. Chegando de supetão anunciou a Boa Hora e não o Vida Nova, sem a CPMF. Fez o sinal da cruz, dizendo:

- te disconjuro satanás. Em nome do papai Xaga’s Vôdriguis, do filho Mamão do Aberto Centenário Silvonhador e do Eli Xivendes do Brado, te lasco cajuína quente debaixo da mangueira e te expulso de Teresina, pois não quero concorrente. Mando-te para outra Fronteira, lá pras bandas de bate Palmas. Vá à procura do Patrocínio  de políticos hereditários, que só chupam o sangue dos pobres Bolsistas Familiares do Plano Terrestre dos Sem Dedos. Xô satanás. Xô.

 

Moral da estória:

“Uma garrafa de vinho meio vazia também está meio cheia;

 mas uma meia mentira não será nunca uma meia verdade”.

                                                                                                                                             Jean Cocteau.

 

 

Parnaíba, 25 de dezembro de 2007.

 

Xikin Karwalho

sábado, 30 de abril de 2016

ESTÓRIAS DO XIKOUSE


 

CÉU DA BOCA PRA FORA
 


XIKIN KARWALHO (Escritor Parnaibano)

 

 
 
Mama mia, um ser humano maravilhoso, muito religiosa, temente a Deus e muito caridosa, daquelas que vai entrar no Céu sem ser necessário apresentar credencial. O problema é que ela se esquece que “a vida tem que ser vivida em toda sua plenitude”, com os usufrutos “das alegrias e alegorias outras”. O pior é que Ela vive me cobrando santidade. Missa dominical, orações diárias, penitência, jejum, outras benevolências e abstinências franciscanas. Enquanto isto, vou levando a vida na brincadeira, pois entendo que só assim vou adentrar ao Céu, nem que seja da boca, das meninas. Então conto esta estória pra Mamãe, para que Ela possa refletir sobre o nosso papel frente à vida.

Mãe não se preocupe, vou entrar no Céu antes da Senhora. Vamos juntos chegar ao portão da casa de Deus. Lá a Senhora, por se achar no direito, toma a frente, bate o sino, uma, duas e na terceira vez São Pedro aparece,  já indagando:

- quem é Você?

- Maria da Graça Costa Carvalho.

- o que fizeste na terra?

- rezei, rezei muito. Todos os dias  ia pra Santa Missa na Igreja de Santo Antonio, às 06h30min, com o Padre Soares. De volta a minha casa ia preparar o café do meu João. Juntos, assistíamos à missa das 08, na Rede Vida. Quando nada estava fazendo, tratava de rezar um terço. À tardinha outra missa, na Rede Vida. Antes de dormir, mais terço e mais orações para agradecer a Deus pelo bom dia e pra que meu filho Francisco criasse juízo.

São Pedro tentava fazer uma pergunta. Mamãe não deixava e continuava falando.

- sou Filha de Maria da ordem das piedosas da Igreja da Matriz. Presido o Grupo Chama de Amor, onde realizamos obras de caridade para nossos velhinhos menos favorecidos. Todos os sábados, oferto 80 pães para os pobres e sempre ajudo quem me pede uma esmola.

São Pedro já aperreado interrompe a bondosa senhora e bota pra fora sua vontade de indagação.

- Maria; não quero saber de reza, quero saber de festa, chopinho gelado à beira-mar, dança, zuada, zoeira, coisas alegres, vida vivida.

- que é isso São Pedro. O Senhor está me desconhecendo?!?! Lembre-se que sou uma Filha de Maria.

São Pedro já sem paciência penitencia Mamãe para o purgatório, dizendo:

- vais, lá tem cerveja e festa. Aproveita e depois vens que te recebo.

Minha bondosa Mãe fica triste, mas obediente que sempre foi ao Pai, ao esposo e ao Espírito Santo, engole em seco e vai tomando seu caminho, quando então lembra que o próximo é seu filho. Volta-se para o Santo porteiro e diz:

- por favor, tenha calma, muita calma com o próximo Cristão. É meu filho Francisco.

- que venha o próximo. Quem é você?

- Xikin, o mais feio, pois o mais bonito Chiquinho ficou lá na terra, coordenando os chouffers do SEBRAE.

- o que fizeste na terra.

- só não roubei e nem matei. Zoei, dancei, bramei, red-lebei, namorei e chafurdei muito com as filhas alheias.

- e o lado religioso?

- todos os dias, durante minha caminhada, sempre rezava pra pedir um bom dia, para mim e para todos os meus familiares, amigos e colegas de trabalho. Mas foi só.

- conheceste a Elizabeth Flocos de Milho?

- sim, e quem lá me levou foi o Rik Lions.

- e a Maria Cabelão?

- sim, e quem me levou foi o Xaga’s Wall.

- você é um levado. É filho, já fizeste tudo o que devia na terra, entre por que agora está na hora de rezar. Junte-se a Raimunda da Silva, pois ela ta querendo aqui implantar um tal de sigeor.

- prefiro ir pro inferno, ou então voltar pra Bahia, onde nenhum técnico dá bola pra tal coisa.

 

Enquanto conto a estória, minha bondosa Mãe balança a cabeça, num ato de reprovação. Em silêncio sorrir, pois bem sabe que sou mais alegre que devesse, ou de-viria??? Ela também deve repensar sua existência, e ver que ainda é tempo de viver a vida, mesmo aos 76.

Senhores leitores, será que existe Céu, Purgatório e Inferno? Também não sei. Só sei que certa vez um Ser chegando ao inferno encontrou muita festa, cerveja gelada, mulher pelada e chafurdo geral. Após 30 dias de farra ele foi chamado pelo demônio que perguntou se ele queria ficar em definitivo. Diante de tal quadro respondeu que sim. O capeta então disse que pra ele ficar, ia ter que ser capado. O Ser abeirou e bem rapidinho chegou ao Céu. Lá encontrou São Pedro e foi logo dizendo:

- pra ficar lá só capado.

Prontamente São Pedro respondeu:

- e por que é que aqui estou!

É a vida é assim, cheia de festas, luxurias e prazeres. Onde todos nós temos que aproveitar, aproveitar muito, mas com responsabilidade, sempre levando em conta que o único dos sete pecados que podemos e devemos praticar é “desejar a mulher do próximo, estando ele bem longe e desarmado”.


Moral da estória:

“O tempo é a única coisa que depois de perdido não mais se recupera. Mas dele não seja escravo, seja Senhor”

 

Xikin Karwalho

Parnaíba, 16 de dezembro de 2007.