domingo, 26 de julho de 2026

PERSONALIDADES TUTOIENSES

 MARINA CANAVIEIRA FONSECA

-  mulher bondosa e acolhedora. Recebia a todos em sua casa como se fossem filhos - 


Natal em Família: dona Marina (de vestido branco) rodeada
por filhos, netos, bisnetos, recebendo o carinho, o amor e  a 
dedicação de todos. 


           Há um adágio popular que diz: "quem quiser ser bom,  que morra!" 
                  Não concordo, muito menos acredito  nesse ditado. 
Pessoas boas são reconhecidas todos os dias: no abraço, na mesa farta, no conselho dado...

             E quando Deus as chama para a Morada Eterna, elas não são esquecidas.  São exaltadas. Viram bênçãos   na vida dos filhos, dos sobrinhos, dos netos, dos amigos... 

                 A bondade não acaba. Ela atravessa o tempo, rompe barreiras e perpetua-se em nossas lembranças, como é  o caso de Dona Marina Canavieira Fonseca,  que na manhã de  domingo, dia 19 de julho,  partiu pra Casa Celestial, deixando-nos uma grande saudade e o seu  exemplo de bondade.

            Mas a bondade não morre. Ela vira história, vira oração, vira referência!

               Filha de Júlio Matos Canavieira e Crisalis e Silva Canavieira,  teve os seguintes irmãos:  José Júlio,  Francisco Solon (Kiko),  Maria da Graça, Maria José - falecidos,  Antônio de Pádua,  Magnólia  e Maria do Carmo (ainda vivos).

                    Casou-se com Raimundo Soares da Fonseca ( o seu Mundoco) com quem teve os seguintes filhos:  Diana (in memoriam),  Francisco, Helvécio, Sued, Romildo, Crisalis, Aida,  Concita,  Marília e Cleia. A todos os filhos, juntamente com o esposo (que também faz parte de meu livro "Personalidades Tutoienses" a ser lançado em breve),  soube dar o amor, o carinho, a educação,  "base estrutural que molda a identidade, os valores e o futuro de uma pessoa". Deixou um grande legado. 
 
                O mundo pode ser injusto às vezes, mas  gente boa deixa marca. E marca boa não some. Assim tenho na lembrança - permanecerá eternamente, o tratamento que recebia de dona Marina quando estava em Tutóia e era recebido em sua residência. Era como se eu fosse seu próprio filho.  Ressalto que faço parte da família, tendo em vista que minha esposa, a Cisa (Maria da Graça),  é sobrinha pelo lado materno de dona Marina. 




            Várias foram as mensagens que recebi solicitando que as  enviasse  aos demais familiares. 

              Amélia Carvalho  Araújo  desculpou-se por  não poder comparecer ao velório em virtude da visita de um irmão que mora em Recife.   Pedro Pio da Penha Reis, tutoiense que reside na capital do Maranhão - São Luís: "Foi ao encontro da Diana... que Deus a tenha recebido em Sua Casa Eterna e a leve a descansar em paz com todos os seus familiares que a precederam com a Sua luz que nunca se apaga." Francisco das Chagas Souza - o Chagas dos Correios,  juntamente com sua esposa Maria do Livramento Oliveira de Souza, que é minha prima e conhecida na intimidade por Lili, assim se manifestaram:  "À família, nossos pêsames sinceros. DEUS a receba e cuide de sua alma, conforte seus familiares e amigos dando-lhes força e resignação !   O Chagas ainda se manifestou com o seguinte: "Momento difícil, mas, basta lembrar de DEUS, o alívio acontece, a força se multiplica e a gente resiste.  DEUS nos concede resignação e as lembranças de momentos felizes vividos com ela nos fortalecem. DEUS,  por ser misericordioso,  nos ampara."   Benedito Rocha, o Biné do seu Binú da Usina, também enviou a seguinte mensagem: "Uma Mulher abençoada! 
Família muito gente boa. 
Deus conforte o Coração de Todos. 🙌🙏"

            E assim foram várias mensagens enviadas por pessoas que estavam ausentes, não puderam ir ao velório, nem ao sepultamento, bem assim às Missas de Sétimo Dia que aconteceram em Tutóia, Parnaíba e São Luís, cidades nas quais Marina Fonseca possuía parentes e amigos.  


Da esquerda para a direita: Bené do Binú, Cisa, Chagas dos Correios


 


        Que o exemplo da Dona Marina continue falando alto aí na família. Bondade assim não se perde, ela se multiplica e permanece eternamente em nossos corações.



Nota do redator: ainda serão catalogadas outras mensagens para posterior publicação.


domingo, 12 de julho de 2026

PERSONALIDADES TUTOIENSES

 NONATO FREITAS - o imortal e inesquecível tutoiense!




        Não é preciso ter  nascido  em uma terra para se tornar uma de suas maiores personalidades. É o caso de Raimundo Nonato Freitas. Ele nasceu em Amarração, hoje Luís Correia, mas foi em Tutóia que viveu sua infância e adolescência. Mesmo tendo conhecido vários países, nunca esqueceu a cidade que chamava de "minha terra natal". Poeta, compositor e apaixonado por Tutóia, deixou poemas que eternizaram a cidade,  tais como "O Canto do Choró",   "A Cabra Preta,  e muitos outros que ele mesmo musicou.
        
         "Aquarela de Minha Terra", de sua autoria, é até hoje a música mais tocada nos eventos cívicos e sociais tutoienses.Se vivo estivesse, Nonato  teria completado  100 anos de vida  no dia 07 deste mês de julho.  Por coincidência, foi chamado ao Pai Eterno  também em julho, no dia 12, no ano  de 1989. Portanto, hoje, 12 de julho de 2026,  Nonato completa 37 anos que deixou a nossa convivência.   Mas a sua morte não o deixou no esquecimento. Sua  arte e o seu amor por Tutóia são imortais. Assim como a preservação de sua memória será eterna.
Nonato Freitas é patrono da Cadeira de nº 09 da Academia de Ciências Artes e Letras de Tutóia - ACALT ocupada por sua sobrinha Gabrielle Damasceno Ramos. 


"AQUARELA DE MINHA TERRA"
(Composição de Nonato Freitas)

Minha terra pequenina
Nem parece uma cidade
Mais parece uma menina
Sem requinte e sem vaidade
Assim mesmo tão modesta
É tão lindo o pôr do sol
Nunca vi tanta seresta
Canta o mar canta a floresta
Canta o ventos nos coqueiros
Sabiá nos cajueiros
Nos canteiros rouxinol

Minha terra pequenina
Entre o verde manguezal
Sob a luz da lamparina
E o azul celestial
Cidadezinha praieira
Das cacimbas de beber
Dos quintais e capoeiras
Das salinas e caieiras
Dos frondosos coqueirais
Tantas coisas naturais
Impossível descrever

Minha terra pequenina
Sai da margem da maré
Ganha a margem da salina
Vai beirando o igarapé
Deixa a margem da favela
Vai-se embora pro sertão
Lá se vai uma donzela
Confeitando de aquarela
Neste mapa juvenil
Neste gigante Brasil
Nos confins do Maranhão

sexta-feira, 3 de julho de 2026

OPINIÃO POLÍTICA

 ACREDITAR EM QUEM?

Poderia dizer que não sou afeito à política, tendo em vista que procuro evitar discutir  o assunto. Já me desentendi e perdi muitas amizades por isso.  Neste blog, evito postar matérias de opinião,  críticas  e até mesmo elogios.  Entretanto, a política faz parte da vida de cada cidadão, principalmente em uma nação democrática como é o Brasil. Todavia, de uma coisa me orgulho: até hoje, tudo o que conquistei em minha vida foi graças à educação que recebi  dos meus pais e aos meus estudos. Em todos os concursos aos quais me submeti, fui aprovado com distinção. Inclusive, sempre fui bem classificado nos exames para bolsas  para estudar no exterior — scholarships.

Nunca esqueci, e jamais esquecerei, os elogios que recebi da professora Lorena, diretora do ICBEU — Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos, em Fortaleza-CE. A unidade ficava na "Cidade da Criança", no centro da capital alencarina. Foi lá que, em 1974, prestei exames para uma bolsa que me daria o direito de passar dois anos, sem gastar um centavo de meu dinheiro,  em Haia, onde ficam a sede do governo, o parlamento e a residência da família real dos Países Baixos. Durante o período, eu faria um curso de programação de rádio. À época, eu apresentava a "Crônica da Cidade" — de maior audiência no horário. Isso, porém, não aconteceu, pois foi justamente quando minha mãe, dona Zila Gallas, adoeceu de um  câncer no fígado  e veio a falecer.

Mas como afirmei, a política afeta nossas vidas, e, diante de tanta "safadeza" que temos visto serem divulgadas nas mídias sociais,  nos principais meios de comunicação nacional e internacionais, pedi à "Meta —  Inteligência Artificial" um   texto abordando o seguinte: "Acreditar em quem?  Gostaria que elaborasse um artigo com esse título discorrendo  sobre o  comportamento atual dos políticos brasileiros. Sem citar nomes, o texto deve abordar como, em vez de cuidar dos interesses da população, muitos têm se dedicado aos próprios interesses e se envolvido em atitudes desonestas, conforme divulgado por canais de notícias de todo o país e até do exterior." Eis o texto elaborado pela IA: 

"Acreditar em quem?

Vivemos um tempo em que a pergunta mais repetida nas rodas de conversa, nos grupos de WhatsApp e nos noticiários é simples e direta: em quem confiar? 

O papel do político, em teoria, é um só: cuidar do interesse público. A Constituição define o mandato como um dever com a população, com a saúde, com a educação, com a  segurança, com a  infraestrutura e com o uso responsável do dinheiro que vem do próprio povo.

Na prática, porém, o que os canais de notícias do Brasil e até veículos internacionais vêm divulgando com frequência é outro cenário. São reportagens diárias sobre desvios, privilégios, acordos de bastidores e decisões que beneficiam grupos específicos em detrimento da coletividade. Investigações, CPI’s, operações policiais e escândalos de corrupção viraram pauta constante, e não exceção.

O afastamento entre representante e representado

Quando o foco do mandato deixa de ser a rua, a escola, o hospital e a obra inacabada, e passa a ser a manutenção de poder, cargos e vantagens pessoais, a população sente na hora. A consequência aparece no dia a dia: serviços que não funcionam, promessas que não saem do papel e a sensação de que o jogo foi combinado sem o cidadão.

Esse comportamento gera três efeitos diretos:

1. Descrença nas instituições: Se quem deveria fiscalizar parece envolvido, a confiança no sistema inteiro  desmorona. 

2. Apatia ou revolta: Uma parte escolhe  afastar-se  da política. Outra parte cobra com mais força nas redes, nas ruas e no voto.

3. Crise de representatividade: Surge a pergunta: para quem, de fato, esse político está trabalhando?

O preço da desonestidade

Atitudes desonestas não são “casos isolados” quando se repetem e viram notícia em todo o país. Elas custam caro. Custam em dinheiro público mal aplicado. Custam em oportunidades perdidas. Custam, principalmente, na credibilidade. Um país que não acredita em quem o representa tem dificuldade de avançar em qualquer projeto de longo prazo.

Então, acreditar em quem?

Talvez a resposta não esteja em “um nome salvador”, mas em critérios. Acreditar em quem presta contas com transparência. Em quem tem histórico de mandato alinhado com dados, e não só com discursos. Em quem aceita ser fiscalizado, responde perguntas difíceis e trata o cargo como serviço, não como privilégio.

Enquanto isso não for a regra, a pergunta “Acreditar em quem?” vai continuar ecoando. E ela só deixa de fazer sentido no dia em que o interesse público voltar a ser, de fato, o único interesse em jogo."


Imagens produzidas pela IA

terça-feira, 26 de maio de 2026

PARABÉNS PADINHA!

 FELIZ 70 ANOS!




Há dias que são especiais na vida de cada pessoa, e tenho certeza que hoje, 26 de maio, é um dia especial na vida do jornalista,escritor,  cronista e  contista Antonio de Pádua Marques Silva. 

Há 70 anos nascia nesta data, aqui na Parnaíba, um menino de  uma família humilde,  mas, honrada. Mesmo com suas peraltrices,  peculiares  em crianças da época — não existia o celular  e as brincadeiras eram livres e sem maldades, entretanto,  a obediência aos pais era primordial,  obrigatória, caso contrário, o "pau cantava" isto é,  "a taca comia"...

Jornalista profissional,  escritor de '"peso e medida"  Pádinha (como assim o tratamos na intimidade) em seus livros conta  história de personagens da Parnaíba de uma forma bem humorada.  Nas mãos dele, a história deixa de ser poeira de arquivo e vira conversa de calçada. Ele pega um fato esquecido lá de 1800 e  tempera com uma boa dose de humor, e nos serve um conto que faz a gente rir antes de pensar e dizer:  “Mas era assim mesmo?”

 Pádua Marques  sabe que o humor é a forma mais honesta de contar uma verdade. Enquanto outros historiadores trancam o passado a sete chaves, ele abre a janela, puxa uma cadeira e diz: “Senta aqui, que eu vou te contar o que o compadre do bisavô do delegado aprontou”. E de repente a cidade inteira cabe numa crônica de duas laudas. Assim ele vai criando causos envolvendo personalidades da Parnaíba conquistando cada vez mais um grande público de leitores que se  tornam seus admiradores.

Padinha, que os próximos anos lhe  tragam mais tinta na sua caneta (sei que você gosta de escrever com caneta)  e mais Parnaíba nas linhas. Porque enquanto houver Pádua escrevendo, a cidade nunca vai ficar sem memória — e nunca vai ficar sem graça, nos dois sentidos da palavra.Parabéns, confrade Pádua Marques. Que teus 70 sejam só o prefácio de uma nova vida cheia de muitas glórias.

Parabens ilustre confrade!

segunda-feira, 25 de maio de 2026

LITERATURA PARNAIBANA

 APAL PREPARA ELEIÇÃO PARA PRENCHER CADEIRA VAGA


Após o grande sucesso no lançamento da edição de número 77 do Almanaque da Parnaíba realizada na sexta-feira, dia 22,  no auditório do SENAC, a Academia Parnaibana de Letras - APAL prepara-se agora para realizar a eleição que escolherá o acadêmico que ocupará o lugar vago da cadeira 31  deixado pelo falecimento da primeira e única  ocupante, a escritora, poeta e compositora Ligia de Carvalho Gonçalves Ferraz. 

Três candidatos se inscreveram. São eles: Carlos Galeno, Carlos Nogueira e Josiel Barros. Todos estão aptos a  competir, tendo em vista  que  foram inscritos conforme preceituam o Estatuto e o Regimento Interno da Academia, que exigem a comprovação de autoria de, no mínimo, três obras publicadas, todas com registro ISBN e que sejam parnaibanos nato ou não sendo,  comprovar que residem no município há pelo menos cinco anos. Os três são escritores, poetas e enriquecem a literatura parnaibana com suas preciosas obras. 

De Carlos Galeno destaco a seguinte poesia:

ONDA

A onda 

beija a praia

na horizontal excitada

libertinagem anfíbia


a manhã

marinha recém pintada

o sol bronzeia rostos satisfeitos


siris encarnados

lambuzando lamas

revigorizando momentos

êxtase natural


as ondas quebram

peixes esnobam

e se vão 

anzóis jazem


linhas caniços iscas

ânimos sorrisos  cerveja

aguas claras

turvas tentativas


pesca-se horas

fisga-se alegrias


Agora o destaque para  o soneto  de Carlos Nogueira que traz o nome de :

PEDRA DO SAL

No berço de mistérios e encantos mil,

Praia da Pedra do Sal, beleza sem par,

O sol se põe, um espetáculo sutil, 

Reflete em nós o dom de amar.


As pedras posicionadas com arte divina, 

Testemunham segredos que o mar guardou, 

Onde o criador, em sua inspiração genuína, 

Cria a terra, o céu, o amor que brotou.


Vista para o Delta, porto seguro do olhar,

Onde o Parnaibano encontra paz e fervor,

Nas ondas bravias, surfistas a bailar.


Entre a bruma e o horizonte, um só fervor

Oh, Praia da Pedra do Sal, em teu lume,

Renova-se o amor, em cada brisa e perfume.


Do poeta e escritor Josiel Barros destaco o poem ORAÇÃO DE PESCADOR. Eis o poema:

as águas

da minha gente

escrevem as claras manhãs

com correntezas

 de esperança.


são esses galopes 

que tecem o voo alegre

dos pássarinhos

rumo ao Sol nascente. 


as águas dos riachos,

açudes e arroios desnudam 

as cobertas das almas

e farfalham

o aboio ardente

que refrigera

a queimação infernal

que há no mundo.


ó águas do Caldeirão,

             águas benditas,

voltai o meu corpo vageueante

às tuas profundidades,  

como os lambaris

no beiral do açude

anelam pelo crescimento

            seja eu o brilho da Flor

e a Flor do cimento

nas escritas manhãs

de minha cidade.


Pelo que se pode observar os três poetas exaltam a beleza da natureza através das águas que sejam do rio, mar ou açude.

Amanhã, dia 26, às 18 horas já saberemos quem ocupará a cadeira de número 31 que pertenceu a uma grande mestra que deixou um legado na educação e na cultura parnaibana, incusive foi quem compôs a letra do hino da Academia Parnaibana de Letras.

Boa sorte aos três candidatos.








sexta-feira, 22 de maio de 2026

ALMANAQUE 2025 - LANÇAMENTO

 

Conforme amplamente divulgado na imprensa local e nas mídias sociais, a 77ª edição do Almanaque da Parnaíba relativo ao ano de 2025 será lançado hoje solenemente no auditório do Senac na avenida Leonardo de Carvalho Carvalho Castelo Branco,  5845 - Bairro Floriópolis - BR343. Na mesma solenidade haverá o lançamento do livro "História dos Mascates no Brasil" de autoria do escritor e acadêmico Valdeci Cavalcante.


Foto Portal TV Costa Norte


Na quarta-feira, dia 20,  o presidente José Luiz e os acadêmicos Wilton Porto, Claucio Ciarlini e Antonio Gallas que fazem parte da Comissão de Organização do Almanaque, foram à Sieart Gráfica e Editora e  receberam   do diretor presidente Carlos Magno Oliveira Vieira a nova edição do anuário que neste ano a capa  homenageia o artista plástico parnaibano Francisco Galeno, falecido em junho do ano passado. A capa traz uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, esculpida por Galeno e encontra-se  no altar da Igreja de Fátima localizada na Asa Sul do Plano Piloto da Capital Federal - Brasília - DF.
Imagem de Nossa Senhora de Fátima esculpida por Francisco
Galeno

Na sala de recepção da Sieart recebendo do diretor
Magno a nova edição do anuário.

Na sala de diagramação com  Adriano Sávio (segundo
da esquerda para a direita) diagramador responsá-
vel e competente.


O lançamento do Almanaque da Parnaíba 2025 e do Livro "História dos Mascates no Brasil" estão sendo aguardados com muita expectativa pela sociedade intelectual parnaibana. 




sábado, 16 de maio de 2026

A POESIA PARNAIBANA

 

Foto Jairo Leocádio


FERNANDO E DIEGO


O DIA DO POETA PARNAIBANO

Na data de 16 de maio, celebra-se  ser oficialmente celebrado  o "Dia do Poeta Parnaibano." A data foi instituída pela Câmara Municipal de Parnaíba através da Lei n° 1.960, de 19 de maio de 2003, com objetivo de  homenagear os "artesãos da palavra" e celebrar a forte tradição literária da cidade. Infelizmente, talvez pela grande carga de afazeres dos que labutam com a poesia em nosso município, a a data acabou "passando em branco".

Tenho afirmado que o álcool, a mulher e a lua servem de inspiração aos grandes vates, mas devo confessar que as belezas naturais de uma cidade também são fontes de inspiração para seus poetas.

E como exemplo cito  Parnaíba com suas belezas naturais entre o Delta majestoso com suas dunas douradas e seus casarões à beira do Rio Igaraçu,que têm sido fonte perene de inspiração para seus poetas. Do vento que desenha as areias ao pôr do sol sobre as águas, a paisagem da cidade se transforma em verso, alimentando a sensibilidade e a memória de quem faz da palavra um ofício.

E assim,  inspirou muitos dos poetas parnaibanos como Alcenor Candeira, Israel Correia, Fernando Ferraz, Diego Mendes que com seus poemas homenageiam o Rio Igaraçu, os quais publico a seguir:

OH, PARNAÍBA!

 Minha Parnaíba

 onde está o Rio

 que procuro em ti?


 As barcas do Igaraçu 

 sumiram do porto

 do cais de onde parti.


 Para onde escoaram 

 as ilusões de tuas riquezas

 nos grotões do Piauí?


No leito das tuas águas

 afago minhas mágoas 

 em sonhos sem me iludir 


 Minha Parnaíba 

 onde está o brio 

 que escuto em ti?

(poema de Fernando Ferraz)


IGARAÇAL 

Dos meus ancestrais, 

tudo guardei no chão.


Fiz da minha cidade 

o meu paraíso ignorado.


Pela corda do barco, 

estiquei a imaginação 

temporã

e fui discreto

ao cavar com os dedos 

as dunas

do meu quintal.


Inventei um país diverso,

emergido do rio Parnaíba

trazendo consigo 

os seus peixes 

encantados:


fidalgo, curimatã, piaba, surubim, manjuba, piratinga,

sardinha, piau, carazinho, lambari, 

bagre, joaninha,

branquinha-do-olhão, doirado, dorme-dorme,

enguia-d´água-doce 

e outros seres semelhantes

a vigilarem o velário da paisagem 

mais enebriante

derramada sobre a minha vida 

de habitante

da vazante inteligente 

com sofrimentos

e estrelas estilhaçadas. 



(Poema de Diego Mendes Sousa )


Fotografia de Helder Fontenele 







domingo, 10 de maio de 2026

FELIZ DIA DAS MÃES!

Foto META IA


    No segundo domingo de maio, em diversas partes do mundo, aquela que é considerada a "Rainha do Lar" ou a flor mais cheirosa do Jardim do Amor, como na canção do maranhense José Leão, a "Flor Mamãe", recebe homenagens. Toda e qualquer homenagem ainda é pouco por tudo que ela fez pelos filhos.
    
    A mãe brasileira não tem um rosto só. Ela é a catadora de caranguejo do Delta que, com lama até os joelhos, ajuda o marido no sustento dos filhos. É a pescadora de Tutóia que remenda rede com o filho no braço. É a professora de Tutóia e de Parnaíba que corrige prova de madrugada depois de ninar o bebê . É a lavadeira do sertão, a empresária da capital, a avó que cria neto como filho, a mãe atípica que decifra o mundo em silêncio e que cuida do filho ou filha com muito carinho.

    O que une todas elas não é o sangue, mas sim a teimosia.  Teimosia de fazer comida render, de transformar o pouco em muito, de trocar o próprio sonho pelo sonho do filho. Mãe brasileira não desiste. Se o rio seca, ela cava poço. Se a porta fecha, ela entra pela janela. Se o caranguejo some na maré, ela volta no outro dia antes do sol.

    Às mães que embalam, às que educam, às que adotam, às que catam caranguejo pra botar comida na mesa, às que já partiram mas deixaram o cheiro no travesseiro e que  continuam presentes em nossa memória, as homenagens deste Blog.

    Que neste domingo, 10 de maio, além do presente, elas ganhem presença do filho, da filha, dos netos. Porque mãe não quer luxo. Quer respeito. Quer tempo. Quer saber se o filho, se a filha, se os netos estão bem.
    
    E se você ainda tem a sua e se não puder visitá-la,  liga,   diga palavras de agradecimentos. Presencialmente abrace-a, agradeça,  porque mãe é o único pedaço do céu que a gente pode tocar em vida.

    Parabéns mães tutoienses, mães parnaibanas, mães brasileiras!

    Feliz Dia das Mães! 
Homenagem do Blog do Professor Gallas!

sexta-feira, 1 de maio de 2026

1º DE MAIO - DIA DO TRABALHO

    

Porto das Barcas - onde iniciou-se a atividade econômica 
                                               de Parnaíba

     Neste 1º de Maio, o Blog do Professor Gallas rende homenagem à classe trabalhadora brasileira, com destaque especial aos homens e mulheres de Parnaíba. Do Porto das Barcas ao centro comercial, das salinas à beira-rio, do professor em sala de aula ao pescador no Delta, é o trabalho parnaibano que sustenta nossa história e projeta nosso futuro. 

      Que este Dia do Trabalho renove a luta por salários justos, condições dignas e respeito a todos aqueles que se empenham em cumprir suas obrigações, porque sem trabalhador, não há cidade, não há país.

       Parabéns, trabalhador parnaibano! Parabéns, trabalhador brasileiro!


Avenida Dr. João Silva Filha concentra um grande centro comercial na cidade


quinta-feira, 30 de abril de 2026

                    

            



  A Academia Parnaibana de Letras elegerá em maio próximo novo membro para a Cadeira nº 31, cujo patrono é José Pinheiro Machado. A cadeira foi ocupada, até o momento, apenas pela professora e poetisa Lígia de Carvalho Gonçalves Ferraz. Três candidatos concorrem à vaga. São eles:

 - Carlos Henrique Nogueira Sobrinho – escritor, poeta, compositor e profissional do Direito com atuação destacada na cidade. Sua obra transita entre a literatura infantil, poesia e reflexão filosófica. Reside em Parnaíba.

- Francisco Carlos Galeno de Lima — sociólogo, poeta e declamador. Participa de eventos literários em escolas de São Gonçalo, no Estado do Rio de Janeiro, onde reside, sendo bastante aplaudido. Recentemente, lançou no Auditório Testa Branca, da Academia Parnaibana de Letras, sua mais recente obra, o livro Deleite, ocasião em que também foi muito aplaudido.

- Josiel Barros da Silva – Professor, escritor e  com sólida atuação na literatura piauiense. Autor de obras poéticas, contos, crônicas e romance, com participação em feiras literárias, projetos educacionais e coletâneas. Reconhecido por premiações literárias e engajamento na formação de leitores em escolas públicas. Reside em Parnaíba.

        Os três candidatos foram inscritos conforme preceituam o Estatuto e o Regimento Interno da Academia, que exigem a comprovação de autoria de, no mínimo, três obras publicadas, todas com registro ISBN.

         A eleição será realizada no dia 26 de maio de 2026, no horário das 14h às 18h, de forma híbrida, presencialmente, na sede da APAL, e por voto eletrônico, com a participação dos Acadêmicos membros do sodalício. 

      Pelo perfil dos inscritos, a disputa pela Cadeira nº 31 da Academia Parnaibana de Letras promete ser acirrada, com possibilidade de segundo turno. Os três candidatos apresentam produção literária consistente e cumprem as exigências do Estatuto e do Regimento Interno da APAL.

Foto dos Candidatos

Carlos Nogueira
Carlos Galeno






Josiel Barros

ALMANAQUE DA PARNAÍBA E O LIVRO MASCATES DO BRASIL

            Por outro lado, a  Academia já prepara o lançamento festivo do Almanaque da Parnaíba 2025. O evento ocorrerá no dia 22 de maio próximo, a partir das 19 horas, no auditório do Senac em Parnaíba, situado na Avenida Leonardo de Carvalho Castelo Branco, 5845 – BR 343 – Bairro Floriópolis.

                 Na mesma ocasião, também será lançado o livro A "História dos  Mascates no Brasil e a Trajetória de Gerardo Ponte Cavalcante", de autoria do acadêmico e empresário Valdeci Cavalcante.

             O Almanaque da Parnaíba, criado em 1923 por Benedito dos Santos Lima, o Bembém, chega à sua 77ª  edição em 2025, mantendo sua missão de preservar e difundir a história, a cultura e a literatura parnaibana.

              A comunidade parnaibana está sendo convidada a prestigiar este grande evento cultural que celebra a memória, a literatura e a identidade do nosso povo.

                Quanto a edição de 2026 do citado anuário a diretoria da APAL já está tomando as devidas providências para que o lançamento seja feito em dezembro deste ano.

Obra de valdeci Cavalcante