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| XIKIN KARWALHO (escritor parnaibano) |
Prefácio: todos os anos, e no Dia Internacional da Mulher, sempre
recebo mensagem exaltando-a, e, quase sempre, menosprezando o seu parceiro
principal, o Homem. Desta vez foi a Amiga Inês Melo quem mandou a mensagem. Não
consegui ficar calado e respondi em forma de carta.
Inês, bom dia.
Sempre fico mui preocupado quando
me deparo com “mulher?” que
menospreza o HOMEM. Fico a pensar sobre a existência da razão da vida e sobre o
papel que cada Ser Humano tem pra desenvolver. Talvez seja porque ainda não tenha
se apercebido de que a Mulher complementa o Homem e vice-versa.
Tudo o que DEUS fez foi bem feito,
o universo, a terra, a natureza, o tempo para sermos felizes, e, principalmente
o Homem e a Mulher. Costela de Adão é estória esfarrapada que nossos antepassados
diziam, pois nada sabiam sob como surgiu a Mulher e o Homem. Depois apareceram
os cientistas, biólogos e estudiosos que culparam a Evolução das Espécies. Do
ponto de vista religioso a primeira hipótese até que é convincente, afinal as
igrejas preferem analfabetos e despreparados para deles arrecadarem o dízimo,
sobre a alegação do inferno. Do ponto de vista científico a segunda hipótese é
a verdade absoluta, coisa de sabichão. Mas, Eu, Xikin Karwalho, escritor nas
horas vagas, tenho outra versão sobre o surgimento da Mulher e do Homem,
resultado positivo da Mãe Natureza que teimamos em destruir, e as catástrofes
aí estão, ocasionando mortes e desespero, sem escolher o sexo dos anjos.
Pois a estória é assim.
Deus cria o universo e separa o
planeta Terra. Nele colocam rios, lagoas, mares e ainda achando que seria pouca
água, cria a chuva. Tudo para irrigar terras produtivas e de beleza admiráveis.
Ao final do dia Ele repara que embora
tenha feito tanto, faltava o
principal, ou seja, quem iria cuidar da Terra. Apressadamente amassou o barro e
fez o primeiro corpo. Parou, pensou e se
perguntou: “como vou dar continuidade à
espécie?”. Mais que rapidamente, pois a noite já surgia, pegou mais barro e
fez o segundo corpo. Olhou bem e viu que os mesmos estavam iguais. Já cansado e
com a noite já pegada, resolveu deixar para o outro dia.
Ao acordar e depois de se
espreguiçar, lembrou-se dos corpos e tratou de vê-los. Surpreso ficou ao
reparar que havia neles diferenças. Olhando para o Céu, para o vale, para as
plantas, conseguiu notar que a Mãe Natureza pra Ele sorria. Sábio, a Ela
responsabilizou pela criação do Homem e da Mulher. E se disse: “só você Mãe Natureza poderia criar
diferenças que se completam, e que resultarão na criação do Amor, sentimento
responsável pela perpetuação da espécie, capaz de admirar as belezas que em ti coloquei”.
Pois é, a Mãe Natureza fez as
seguintes diferenças: num dos corpos deixou brotar e no outro fez rachar.
Moral da estória: “Amai-vos uns aos outros assim com vos amei.”
Jesus
Cristo.
Parnaíba, 15 de julho de 2010.
Xikin Karwalho

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