quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

ESTANTE DE LIVROS

 
CAUSOS E COUSAS 
Antonio Gallas
                 Mais um livro de poemas passa a enriquecer as estantes de nossas bibliotecas.
                Recebi, com dedicação e tudo, o livro “Causos e Cousas – o sobejo do verso” de autoria de João Rolim, que não é outro, senão o médico-poeta baiano-cearense-parnaibano João Rubens Agostinho Rolim. Explico: médico por profissão, poeta por convicção, amor, vocação; baiano por haver nascido na terra de Castro Alves, Gilberto Gil...,  cearense por ter vivido desde sua infância no Ceará (terra de seus pais, de Patativa do Assaré, de Braulio Bessa Uchoa e de muitos outros grandes poetas e repentistas) em Fortaleza e no sertão do Cariri, e parnaibano por ter sido agraciado com o título de Cidadão Parnaibano outorgado pela Câmara Municipal de Parnaíba em 2016.
o médico-poeta João Rolim
 
                O livro editado pela Sieart Gráfica e Editora, que traz ilustrações em xilogravura idealizadas pelo arquiteto Edmo Campos, de Teresina, diagramado por Fabrícia Lopes e revisado pelo próprio autor,   é um misto de poesia clássica (parnasiana), moderna e cordel, como se pode ver nos poemas  abaixo:
 
 
DO QUE É O AMOR
Como a brisa que, livre e em contra-mão,
Vem do mar e ao mar se é saudade,
É tão leve, que passa em floração
E de breve se torna eternidade.
 
Como o risco de luz de uma estrela,
Que, veloz, se é linda e mais linda,
Que o sereno do céu se furta tê-la,
Mas um tenro sorriso faz-se ainda.
 
 
Como creio em certeza em não-dor,
Venha a brisa ou o risco de uma luz,
Já que o amor não se vê, não se traduz.
 
É me crer em palavra que conduz,
Um tão mínimo e só fomentador,
Que o sinto esse eterno, são, amor.
CÉU DE FOGO ARDIDO:
saudade e agonia,
Aperto no espinhaço que bulina.
Todo Coração quando semeia é parasita
E é menino prá sempre menina.
 
NÃO HÁ SECA QUE SEQUE O OCEANO /MEM FEITIÇO QUE ACABE O NOSSO AMOR
Não há lágrima que acabe o meu sofrer,
Nem sentido quer faça ‘ocê voltar.
Não há dúvida do véu deste luar,
Nem mil preces que peça ao bem-querer.
Não há chuva de março ao ver nascer,
Tão simplória e modesta a bela flor.
Dos jardins infinitos, um esplendor
De paixões tão cadentes, tudo insano.
Não há seca que seque o oceano
Nem feitiço que acabe o nosso amor!  
            Como se pode observar temos aí três estilos diferentes de se fazer poesia. O primeiro poema “Do que é o Amor”  é um soneto obedecendo as normas da rima e da métrica, enquanto que  “céu de fogo ardido” não obedece métrica nem rimas, próprio das poesias modernistas. Já o último “não há seca que seque o oceano nem feitiço que acabe o nosso amor”, o poeta utilizou-se de um mote (*) muito comum na literatura de cordel principalmente nos repentes e pelejas dos violeiros.
            Apesar dessa mistura poética onde a tendência maior é para o cordel, os veros do dr. João Rubem direcionam-se para o  lado do mais profundo sentimento do ser humano – o amor – aquilo que está guardado em nossos corações. Mas como disse o médico e acadêmico Gisleno Feitosa na primeira orelha ou orelha esquerda do livro “com a mesma destreza que massageia um coração combalido, o cardio-poeta João Rolim massageia habilmente as palavras despertando sentimentos íntimos e adormecidos”.     
            Assim é o livro “Causos e Cousas (o sobejo do verso) do dr. João Rubem, que nos proporciona uma leitura agradável, desperta nossos sentimentos colocando nossa imaginação a vaguear    e coloca nossa imaginação à toda prova como aconteceu comigo quando lia o poema  
"Pedido” 
Deus fez tudo no mundo e fez o homem,
Que, sozinho, pediu por companhia.
O Senhor fez, então, naquele dia,
Bichos mil, mas que esses não se comem.
Quando caça, os bichos todos somem.
Foi então que chamou Deus p’ruma prosa,
E pediu coisa tão maravilhosa
Que pudesse cheirar, chupar inteira.
Deus, então, fez surgir desta maneira,
Neste mundo, os pés de manga-rosa.
            Causos e Cousas (o sobejo do verso) termina com uma preciosidade em literatura de cordel.  A peleja de um velho vaqueiro aposentado chamado de Manél Prisco com a mais terrível criatura de todos os tempos – dona morte.  Nessa peleja podemos encontrar diversos gêneros da literatura de cordel – do quadrão ao martelo agalopado.
 
            Agradeço ao dr. João Rubens pela gentileza de ter-me enviado um exemplar do seu livro devidamente autografado e recomendo a leitura desta obra que como citei no início será mais uma a enriquecer as estantes de nossas bibliotecas.
( * )  Estrofe que, localizada no início de uma composição poética, é utilizada como razão da obra, desenvolvendo o tema do poema.  A sentença ou frase que serve como base ou tema para uma obra literária.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018


DEPOIMENTO SOBRE FLORENTINO ALVES VERAS NETO

Alcenor Candeira Filho


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     Órfão de mãe com menos de um ano de nascimento e de pai aos doze anos de idade, Florentino Neto nasceu em Buriti dos Lopes em 1969 e foi criado em Parnaíba pela avó materna, tendo sido estagiário da Caixa Econômica Federal na adolescência.
     Fui seu professor no curso de administração de empresas no Campus Ministro Reis Velloso da Universidade Federal do Piauí, notando ser ele um jovem inteligente e estudioso. Líder estudantil, presidiu o Diretório Acadêmico 03 de Março.
     Além do curso de administração, bacharelou-se em direito na Universidade Nacional de Brasília, ingressando no serviço público federal como servidor concursado da Fundação Nacional  de Saúde – FUNASA.
     Coordenador das  campanhas eleitorais de José Hamilton Furtado Castelo Branco em 2004 e 2008. Secretário municipal de governo (2005-2008) e vice-prefeito municipal (2009-2012).
     Prefeito de Parnaíba de 1913 a 1916.
     Como ocorreu com todos os municípios e estados brasileiros, o governo  de Florentino foi muito prejudicado pelos graves problemas econômicos e financeiros do país,  com quedas drásticas dos repasses federais, desemprego em massa e diminuição de arrecadação dos tributos em geral, o que o levou  a tomar sérias medidas de contenção de despesas, inclusive com a redução de 20% dos salários dos comissionados a partir de  abril do penúltimo ano de mandato. Graças a essas  providências a administração municipal, ao contrário da  maioria dos municípios do país, não atrasou um mês sequer o pagamento da folha salarial e o prefeito concluiu o mandato com todos compromissos contratuais devidamente quitados.
     Apesar das  dificuldades financeiras, Florentino conseguiu fazer uma boa administração, podendo ser lembradas como principais realizações:
     - construção e recuperação de praças e jardins ocupadas por camelôs e drogados  como a praça do mercado da Guarita, a praça da Santa Casa e a praça coronel Jonas de Moraes Correia;
     - aquisição de dezenas de veículos;
     - construção de Unidades Básicas de Saúde e de Unidades  de pronto Atendimento;
     - construção do Calçadão Cultural da Beira Rio;
     - Reforma e ampliação de Centros  Especializados de Saúde;
     - construções de creches;
     - implantação do SESMT (Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho);
     - informatização dos procedimentos licitatórios;
     - construção de ciclovia na avenida São Sebastião;
     - Programa “Amigos da Praça”, que envolve a comunidade na preservação dos espaços públicos;
     - implantação do Polo de Desenvolvimento Tecnológico;
     - Asfaltamento de diversas ruas e avenidas;
     - construção de ginásios poliesportivos;
     - campanha e parceria para implantação da  Zona de Processamento de Exportações de Parnaíba – ZPE;
     -  construção da Academia de Saúde do Conjunto Joaz Souza;
     Parceria com o governo federal para a construção de conjuntos habitacionais.
     Florentino Neto idealizou e implantou o Programa Pró-Estágio, possibilitando estágio remunerado, pago pelo município e por empresas privadas, a jovens estudantes de escolas municipais.
     Criou a Secretaria Municipal  de Habitação e Regularização  Fundiária, que beneficiou centenas de famílias  que receberam títulos de propriedade de imóveis devidamente registrados em cartório.
     No governo de Florentino Neto foram instalados em Parnaíba dois cursos de medicina (UFPI e IESVAP).
     Outro grande benefício para a cidade e pelo qual lutou bastante o prefeito foi a implantação em 2016 do serviço de tratamento de câncer, em parceria com a Clínica  João Silva Filho, Maternidade Marques Basto e Sistema Único de Saúde.
     Em entrevista-debate publicada no livro PIAUÍPSILON: UM PROJETO GEOPOLÍTICO EXCLUDENTE, do professor Vítor de Athayde Couto, - Florentino Neto vê as principais questões macroeconômicas e socioeconômicas de Parnaíba e região da seguinte forma:
    
             “Na verdade, eu considero que Parnaíba já viveu sua época,
             seus ciclos do apogeu econômico. Mais recentemente vivemos um
             grande período de estagnação econômica e não se observou nenhum
             movimento em defesa do crescimento, do desenvolvimento econômico
             da região.
             Nós temos dialogado com a sociedade, com o governo   do
             Estado e também federal sobre várias alternativas que venham viabilizar
             a alteração dessa trajetória , trazendo uma nova perspectiva para a
             região.
             Não há  como falar de Parnaíba dissociada da região muito
             póxima daqui, do Ceará, do Maranhão, que têm com esta cidade
             toda uma interação, uma troca de experiências, uma troca comercial,
             a prestação de serviços de educação, de saúde. Então, nós temos
             verificado essa possibilidade de buscar o desenvolvimento, mas também
             pensando que esse desenvolvimento tem que ser compartilhado com
             toda a região.
             Indiscutivelmente, nós temos em Parnaíba várias potencialidades.
             Nós temos o setor de serviços – e Parnaíba, cada dia, firma-se como
             polo educacional, pois temos vários cursos superiores.  Essa é  uma
             atividade que tem crescido muito.
             Parnaíba vem se firmando  como polo de saúde. Várias são as
             empresas que têm-se estabelecido, aliadas ao desejo do governo municipal
             de viabilizar esses empreendimentos”.

     Em maio de 2017 Florentino Neto assumiu o cargo de secretário de saúde do Estado do Piauí, anunciando como principal meta a ser cumprida a descentralização dos serviços.
     Considerando que Teresina ainda possui quase 80% dos médicos ativos no Estado e concentra mais de 70% das clínicas e hospitais registrados no Conselho Regional de Medicina – CRM-PI, o secretário entende  que uma das soluções para o problema é a descentralização dos serviços de saúde para que as pessoas do interior não precisem se deslocar para a capital.
     Tive a honra de exercer o cargo de secretário da gestão na administração de Florentino Neto, que é casado com Flaviana Veras com quem tem dois filhos.              

domingo, 14 de janeiro de 2018

GENTILEZA E CAVALHEIRISMO NÃO PODEM ESTAR COM OS DIAS CONTADOS



Antônio Francisco Sousa
Auditor-Fiscal (afcsousa01@hotmail.com)


                - Dê-me licença – cavalheiro pedindo a determinada senhora permissão para abrir-lhe a porta.
                - Por que quer abrir a porta para mim? Acaso acha que sou alguma inválida, sem condições sequer de tomar as próprias decisões?
                - Claro que não, minha senhora: apenas quis tentar ser gentil...
                - Minha senhora?! Qual sua intenção? Estaria burilando alguma forma de me assediar? Cuidado, posso denunciá-lo, processá-lo!
                - Desculpe-me se agi tão mal assim! Até logo!
                Parece fictício, ainda, tal tipo de diálogo; todavia, será, não só possível, como muito provável que logo, logo saibamos ou sejamos partes em situações semelhantes. Atos de puro cavalheirismo, demonstração de esmerada educação ou de pura gentileza, a depender do interlocutor, poderão se constituir em mal-entendidos muito em breve; se é que já não o são, em certos casos. Atitudes que possam ser confundidas com insinuações preconceituosas, discriminatórias, tentativas de assédio moral ou sexual, estão na ordem do dia, esperando quase nada para se tornarem realidade, fatos consumados.
                Não estamos, com o que foi dito acima, querendo afirmar que situações semelhantes às descritas não possam, verdadeiramente, significar intenções de assédio ou exemplos bem acabados de insinuações preconceituosas; a margem de diferenciação entre essas e as ações, sabidamente gentis, educadas, civilizadas, às vezes, parece tênue, em outras, muito consistente, bastante larga; tênue porque, de modo a que não reste qualquer dúvida de que está ocorrendo o exercício de uma e não da outra, ou seja, faz-se presente uma atitude politicamente incorreta e não  uma imbuída de boas intenções, pode haver a necessidade de que ocorra entre as partes determinado tempo de conversação, interação ou de comunicação; distanciam-se, entendemos, pelo motivo inverso: de imediato, com um mínimo de atenção, é perfeitamente possível discernir, separar uma ação, manifestamente, impregnada de gentileza, respeito ou civilidade, de outra dissimulada, falsa, escamoteada; basta, para as contrapor, ou as diferenciar, que o assediador ou preconceituoso não se furte em bem demonstrar sua intenção, ou seja, fizer questão de não usar de subterfúgios diante do quer fazer, dizer ou como agir; ou que o emissor da ação gentil ou cavalheiresca não se valha de artifícios que possam induzir o interlocutor ou contatado a confundi-la com um ato de leviandade ou maledicência. Nesse tipo de interação, o momentâneo estado de espírito, a alta ou baixa estima, experiências anteriormente vivenciadas, o grau ou nível de estresse do ofendido ou “assediado”, vai ser de extrema importância no sentido de comparar o ato ou ação exercida pelo outro com conceitos de assédio, preconceito, gentileza, civilidade.  
                Diante de um mundo tão violento, precisamos envidar esforços, talvez extraordinários, no sentido de tentar evitar que possa acontecer, nos relacionamentos humanos entre homens, mulheres, heterossexuais, homossexuais, enfim, envolvendo quaisquer gêneros, ainda que subliminarmente, a “demonização” ou estigmatização de salutares práticas ou ações de gentileza, boa vontade, camaradagem; a ruptura nos processos de aproximação, interação, integração entre os indivíduos. Deve nos mover a certeza de que, nem sempre, está mal-intencionado aquele que propõe o contato; do mesmo modo que, somente muito raramente, está negativamente predisposto a qualquer tipo de relacionamento o contatado ou procurado. Convém nos policiarmos, mas também que nos desarmemos; abramo-nos às inúmeras possibilidades de interação social e camarada que o dia a dia nos proporciona, sem pré-conceitos firmados.
                Enfim, urge nos conscientizarmos de que gentileza, cavalheirismo e civilidade não podem estar com os dias contados; já, preconceito, discriminação, assédios criminosos, maledicência, dissimulação, bom que estivessem.          

sábado, 13 de janeiro de 2018

POSSE DE RUY PALHANO NO IHGM

 

                Na noite da última sexta-feira (12),em  solenidade  que ocorreu na sede do Conselho Regional de Medicina, no bairro Renascença em São Luis, capital do Maranhão,  dois novos historiadores maranhenses tomaram posse no Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão –IHGM. O psiquiatra Ruy Palhano e o advogado e doutor em Ciências Sociais Diogo Gualhardo Neves que  passaram a ocupar respectivamente as cadeiras de nº 06 e de nº 56.
Médico Ruy Palhano recebe o Diploma do IHGM das mãos do presidente Euges Lima
 
                Ruy Palhano tomou posse  na cadeira de nº 06 que tem como patrono o célebre escritor e orador Padre Antonio Vieira, Jesuíta quem viveu no Maranhão no período da colonização do Brasil. Grande  defensor dos índios e que, três dias antes de seu retorno a Portugal, em junho de 1654, Vieira  proferiu o célebre discurso “Sermão aos Peixes” que mesmo construído em forma de alegoria, dirige-se aos peixes mas, na verdade, Vieira pretendia mesmo era   falar aos homens. 
Euges Lima e Diogo Gualhardo Neves
 
                Diogo Neves assumiu a cadeira de nº 56 patroneada pelo escritor e historiador maranhense Jerônimo José de Viveiros, autor do Clássico História do Comércio do Maranhão  publicado pela Associação Comercial do Maranhão e abrange o período de 1612 a 1895.
                 A solenidade foi presidida pelo  professor e historiador Euges Lima, presidente do IHGM e contou com a participação de autoridades e de pessoas da sociedade maranhense.
                  O Blog agradece ao presidente Euges pelo convite que nos foi enviado para participar dessa solenidade e desejamos que os novos historiadores contribuam para que o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão continue sendo o Arauto e Guardião da História do Estado.
Euges Lima Presidente do IHGM fazendo a saudação aos neo-historiadores
Texto de Antonio Gallas/fotos blog do IHGM
 

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

PARNAIBA ELEITA A MAIS BONITA CIDADE DO PIAUÍ

  

CP elege as 10 cidades mais bonitas do Piauí. Veja quais foram: 

O Clik Piauí fez uma pesquisa com seus seguidores no Instagram para eleger os 10 municípios mais bonitos do Estado. Os internautas responderam a enquete comentando o nome das cidades que eles consideram mais belas usando como critérios de avaliação a organização, os prédios, os monumentos, as praças e os pontos turísticos em geral.

O primeiro lugar ficou com a cidade litorânea de Parnaíba, segundo maior município piauiense em população, que chama atenção pelas belezas naturais e preservação do patrimônio histórico com prédios datados da era colonial. A Praia da Pedra do Sal, localizada a poucos quilômetros do centro da cidade, é a única praia de Parnaíba e recebe todos os dias centenas de turistas. O principal atrativo no local é o pôr-do-sol apreciado de cima das pedras que formam a Baía de Amarração.


Em segundo lugar, nossos seguidores elegeram Teresina. A capital é cortada por dois importantes rios (Poty e Parnaíba) e foi planejada para receber a sede do Governo Estadual . Apesar de ser a única das capitais nordestinas que não está localizada no interior, Teresina chama atenção pela prestação de serviços reconhecidos nacionalmente possuindo escolas referência na educação, além de hospitais e clínicas que atendem municípios de diversos estados das regiões Norte e Nordeste.


Campo Maior foi eleita a terceira cidade mais bela do Piauí. O município de aproximadamente 50 mil habitantes está localizado a 86 km da capital e possui uma das maiores manifestações religiosas do Nordeste com os festejos em honra a Santo Antônio. Além do mais, foi em Campo Maior que explodiu a Batalha do Jenipapo, uma das principais batalhas pela independência do Brasil, em 1823. Campo Maior também é conhecida pela rica gastronomia sendo palco de um dos principais festivais culinários do Nordeste, o Sabor Maior.


Luís Correia ficou com a quarta colocação. Localizada a poucos minutos de Parnaíba, é em Luís Correia o principal destino para quem quer curtir uma boa praia. Atalaia é a mais frequentada em razão da infraestrutura de que dispõe o local para recepcionar os turistas e visitantes com bares e restaurantes na orla.

O município de Pedro II também não fica para trás. Na quinta colocação, Pedro II, é uma das cidades mais belas do Piauí com sua arquitetura colonial preservada, além de possuir um clima agradável em razão de sua localização. O Mirante do Gritador é a parte mais alta da cidade, estando a 800 m do nível do mar. Em junho, Pedro II é palco de um dos festivais de inverno mais requisitados do Nordeste. A extração de opala também é um dos potenciais do município.


A primeira capital do Piauí, Oeiras, também foi eleita. O seu riquíssimo patrimônio histórico e cultural não deixou de se ser lembrado pelos nossos seguidores, o que garantiu a Oeiras o posto de sexta cidade mais bonita do Piauí. O município fez em dezembro 300 anos, sendo o mais antigo.


A cidade de Floriano, mais conhecida como Princesa do Sul, ficou com a sétima posição no ranking das 10 cidades mais bonitas do Piauí. Localizada às margens do Rio Parnaíba, a cidade de Floriano possui como principal ponto turístico um cais, na beira do rio, com bares e um restaurante flutuante. Em Floriano encontra-se também um dos  maiores teatros a céu aberto do Brasil.



São Raimundo Nonato também garantiu espaço na lista dos 10 municípios mais bonitos do Piauí. É claro que a sede do Parque Nacional da Serra da Capivara e do Berço do Homem Americano não poderia ficar de fora e foi eleita a oitava mais bela do estado. A Zona Urbana de São Raimundo Nonato possui um centro comercial com ruas largas, estabelecimentos que prestam diversos tipos de serviços (bancos, farmácias, lojas etc) e possui uma noite agitada com muitas opções de bares e restaurantes. Sem dúvidas, uma cidade pólo no semiárido piauiense.


A cidade de Canto do Buriti foi eleita a nona cidade mais bonita do Piauí. Lá, o que mais chama a atenção é a beleza da Igreja Matriz de Santana, padroeira do município. A praça principal é o principal cartão posta da cidade.

Amarante ficou com a décima colocação. A cidade natal do poeta Da Costa e Silva é realmente uma belezinha. A vista dos planaltos em forma de mesa ao fundo do município vizinho de São Francisco do Maranhão é de tirar o fôlego. Localizada às margens do Parnaíba, Amarante possui uma arquitetura com forte influência de elementos portugueses. 


Fonte: Clik Piauí/Blog do Pessoa
 

domingo, 7 de janeiro de 2018

Centenário da Estátua de João Lisboa


Centenário da estátua de João Lisboa

(1918-2018)
 
 
Eudes Lima
   Por Euges Lima (historiador e presidente do IHGM)

 "Eternizado no bronze, depois de o haver sido nas suas obras... afinal, João Lisboa na praça pública!", palavras de José Ribeiro do Amaral, então presidente da Academia Maranhense (atual AML) em discurso por ocasião da inauguração da estátua de João Francisco Lisboa na Praça de mesmo nome, em 1.º de janeiro de 1918.

 


Há cem anos uma grande solenidade parou São Luís para homenagear o "Príncipe dos historiadores brasileiros", segundo Silvio Romero. Dois palanques foram montados, um para as famílias e outro para as autoridades e oradores, todo antigo Largo do Carmo estava decorado com bandeiras e outros adornos, uma grande festa foi preparada.

 

O Maranhão, por meio do então governo do Estado - era governador Antônio Brício de Araújo, membros da Academia Maranhense, resolveram render as maiores homenagens ao grande João Lisboa, o Timon maranhense, inaugurando uma estátua na Praça que já levava seu nome desde 1901.

 

Os cavalheiros, senhoras, moças, crianças, rapazes, todas as autoridades civis, militares e eclesiásticas estavam prestigiando o evento. A filha adotiva do homenageado, Maria Lisboa, também se fez presente com as filhas, em um dos palanques, enfim, todos estavam lá e não queriam perder esse momento por nada. A solenidade iniciou-se às 16 horas e às 21 horas ainda havia bastante gente circulando na Praça.

 

João Lisboa residiu durante muitos anos no antigo Largo do Carmo e o nome da Praça pegou mesmo depois da colocação do monumento que deu uma identidade ao local, um logradouro tão emblemático da nossa história e cultura. Mas por que o primeiro dia do ano para a homenagem? Porque foi a data da publicação do primeiro número de a "Crônica Maranhense", em 1838, que na ocasião fazia 80 anos, foi o jornal que deu muita projeção a João Lisboa, ao lado do “Jornal de Tímon” que o consagrou como historiador, não só maranhense, mas brasileiro.

 


LUTO

Resultado de imagem para LUTOTexto de Antonio Gallas
 
 
                O Brasil está de luto! Morreu, na última sexta feira (05) no Rio de Janeiro, o intelectual e membro da Academia Brasileira de Letra Carlos Heitor Cony com 91 anos de idade.  Radialista, jornalista, cronista, escritor premiado e considerado um dos maiores do Brasil, autor de 17 romances, entre eles "O ventre" (1958), "A verdade de Cada Dia", "Tijolo de Segurança" e "Pilatos" (1973), considerado pela crítica como uma de suas obras-primas. Depois deste último, passou mais de 20 anos sem publicar nenhum outro romance, quando lançou "Quase Memória" (1995), obra que vendeu mais 400 mil exemplares e lhe rendeu o Prêmio Jabuti que é considerado o mais importante prêmio literário do nosso país.
            Com uma longa carreira e experiência jornalística iniciada ainda nos anos 1950, e atuação nos principais jornais e revistas do país ao longo das últimas décadas, Cony certamente deixará uma lacuna na literatura brasileira.  
Louzeiro: autor de
Lúcio Flavio - O passageiro da Agonia
 
             Morreu também, no Rio de Janeiro dia 29 do mês de dezembro passado,   o escritor maranhense José Louzeiro, autor de mais de 51 livros nos seguimentos infanto-juvenil, biografias e romances-reportagens em cujo gênero é o pioneiro no Brasil.            O Brasil está de luto, não apenas pelo falecimento de Carlos Heitor Cony,  e de José Louzeiro. O Brasil está de luto principalmente  pelo comportamento da maioria dos políticos brasileiros, verdadeiros enganadores do povo, usurpadores da boa vontade da nossa  gente . O Brasil está de luto também  Pela forma com que as autoridades tratam  o patrimônio histórico cultural das nossas cidades.  Aqui em Parnaíba temos um exemplo vivo desse descaso. O Patrimônio Histórico Cultural de Parnaíba (Porto das Barcas) está se acabando. E ninguém faz nada. As edificações em ruinas, ameaçando cair em cima das pessoas, dos carros... Algumas ruas desse Centro Histórico são pontos de drogados. Muitas pessoas evitam trafegar à noite por essas ruas com medo de serem abordados por usuários de drogas que por lá ficam tanto durante o dia como à noite.  E o tal Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)? Apenas figura decorativa.
            Infelizmente Parnaíba não é a única cidade no Brasil a sofrer esse menoscabo. Outras e muitas outras também.

            Há pouco menos de um mês estive em São Luis, capital do Maranhão, cujo centro histórico foi declarado pela UNESCO Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1997 e fiquei estarrecido com o que presenciei. A Praça do Panteon onde fica a Biblioteca Benedito Leite (A Biblioteca Pública do Estado),  totalmente destruida – levaram as estátuas, os bustos as hermas. Estão fazendo uma reforma, dizem que tudo voltará ao seu lugar. Mas pelo tempo e andar da carruagem, assim como O Porto de Luis Correia, a orla da Avenida Beira Rio aqui em Parnaíba, o Rodoanel em Teresina e a duplicação da BR 135 em São Luis, só serão concluidas  com as calendas gregas, com o tear de Penélope ou num dizer mais brasileiro no “dia de São Nunca”!  A Praça Deodoro, contígua à Praça do Panteão está servindo de abrigo para drogados, moradores de ruas etc... E olhem que São Luis num passado, pela intelectualidade, pela cultura de seus habitantes e pelo mito de que se falava o melhor português do Brasil, recebeu o epíteto de Athenas Brasileira – hoje é apenas brasileira.   
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Moradores de rua fazem abrigo na Praça Deodoro
             Pensando em ver algo que me confortasse para esquecer o descalabro encontrado nas praças Deodoro e Panteon bem como  reconfortar meu âmago (afinal morei, namorei, estudei, trabalhei em São Luis),  dirigi-me à Praça João Lisboa – outrora cartão postal de São Luis. Minha decepção foi tão grande que resolvi voltar para o hotel. A praça totalmente devastada. A estátua do imortal João Lisboa, coberta de pombos e das fezes dessas aves Columbidae. Os abrigos onde lanchávamos à noite após as aulas e o retorno para pernoitar no Centro Guaxenduba pareciam que tinham sido devastados por uma guerra.  O banco onde à noite se reuniam os intelectuais Amaral Raposo (acompanho de seu inseparável  violão), professor Kalil Mohana, magistrado Ives Miguel Azar e muitos, não mais existe. 
            Aí vem a pergunta: o que a Prefeitura de São Luis ou o governo do estado poderiam fazer para recuperar o que já foi um belo cartão postal, ponto de encontro de intelectuais, de casais enamorados da bela cidade ludovicense?
            Este preâmbulo todo tem uma razão de ser: no primeiro dia do ano de 2018 aconteceu em São Luis o centenário da aposição da estátua do escritor João Lisboa. Como acompanho diariamente através dos jornais, dos blogs e televisão as notícias do Maranhão, não vi nenhuma manifestação por parte das autoridades sobre a data,  nem da Academia Maranhense de Letras que já o homenageou por ocasião do seu bicentenário em 2012. Apenas o presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão,  Euges Lima, meu conterrâneo de Tutóia, com a divulgação da notícia no site do IHGM, no Jornal Extra e em uma entrevista na TV Mirante.
 

100 anos da estátua de João Lisboa
 

"Eternizado no bronze, depois de o haver sido nas suas obras...afinal, João Lisboa na praça pública!", palavras de José Ribeiro do Amaral, em discurso proferido por ocasião da inauguração da estátua de João Francisco Lisboa na Praça de mesmo nome, em 1.º de janeiro de 1918.
Há cem anos uma grande solenidade parou São Luís para homenagear o "Príncipe dos historiadores brasileiros", segundo Silvio Romero. 
 
Dois palanques foram montados, decoração com bandeiras e outros adornos, a estátua encoberta pelas bandeiras do Maranhão e do Brasil, foi uma grande festa, os cavalheiros, senhoras, moças, crianças, rapazes, todas as autoridades ,civis, militares e eclesiásticas, presentes. A filha adotiva do homenageado, Maria Lisboa, também se fazia presente, enfim, todos estavam lá e não queriam perder esse momento por nada.  A solenidade iniciou-se às 16 horas e às 21 horas ainda havia bastante gente circulando na Praça. Assim foi a inauguração.
 
 
Euges Lima, historiador e presidente do IHGM