terça-feira, 15 de outubro de 2019

HOMENAGEM AO PROFESSOR

 
Imagem ilustrativa (google)


De acordo com a  Wikipédia, a enciclopédia livre,  professor é uma pessoa que ensina ciência, arte, técnica ou outros conhecimentos. Assim, somos todos professores e também alunos, pois sempre temos algo a ensinar e a aprender.
Mas hoje, especificamente, é o DIA DO PROFESSOR, do docente, a pessoa qualificada para na sala de aula transmitir ao aluno o conhecimento da arte, da técnica, da história, da literatura, enfim, o conhecimento do saber.
Certa feita, em conversa amigável com Lima Couto, professor de língua inglesa em Parnaíba, disse-me ele que o inglês era apenas a  desculpa para ele transmitir aos jovens daquela época as lições da vida. 
Dias atrás mandaram-me um texto via whatsapp em que narra um encontro de um professor com um ex-aluno. O autor me é desconhecido, mas é com este texto que pretendo homenagear todos os meus colegas professores. Eis o texto:

QUE BELA LIÇÃO! 
autor desconhecido

Um professor encontra um rapaz q diz q foi aluno dele.  
 E aí o cara pergunta: lembra de mim? E ele diz q não. 
Então o rapaz  conta q foi aluno dele.

E ele pergunta: o que andas fazendo?

Sou professor. 

Ah que legal. Como eu?

Sim. Virei professor porque você me inspirou..

Então  ele pergunta qual foi o momento em que ele o inspirou a ser professor. E aí o aluno conta a história:  

“Um dia um amigo meu, estudante também, chegou com um relógio novo, lindo, e eu decidi que queria pra mim e roubei, peguei do bolso dele.
 Aí este meu amigo percebeu o roubo e reclamou com você (professor). Então você  disse: o relógio do colega de vocês foi roubado, quem roubou devolva. Não devolvi porque não queria. Aí você trancou a porta, falou pra todo mundo ficar em pé que você passaria de um por um para revistar os bolsos de todos até achar o relógio. Mas você falou pra todos fecharem os olhos que você faria isso com os alunos de olhos fechados.
Todos fecharam os olhos e você foi indo de bolso em bolso e quando chegou no meu encontrou o relógio e pegou. Continuou revistando todos e aí quando terminou disse: podem abrir os olhos. Já temos o relógio.

Você não me disse nada. Não mencionou o episódio nunca. Não falou quem tinha roubado pra ninguém. E naquele dia você salvou a minha dignidade para sempre.

Foi o dia mais vergonhoso da minha vida. Mas o dia em que minha dignidade foi salva de eu não ter me tornado um ladrão, uma má pessoa, etc...
Você nunca falou nada. Não me deu lição de moral. E eu entendi a mensagem.

E entendi que é isso que um verdadeiro educador deve fazer.

Você não lembra disso professor?

E o prof responde: eu lembro da situação, do relógio roubado, de eu ter revistado todos etc.

Mas não lembrava de você. Porque eu também fechei meus olhos ao revistar..."

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

GESTA DA ÁGUA

O poeta parnaibano Diego Mendes de Sousa escreveu uma série de poemas começando com a palavra GESTA, que na realidade  significa uma composição poética, em forma de canção, que narra um fato real ou fictício.  Está aí então a primeira delas:

GESTA DA ÁGUA
Nesta grandíssima manhã de primavera, 
as portas 
da minha casa 
estão abertas 
para a visita
fluida da beleza.

Altair é a susana da minha poesia 
e da minha vida.

A solidão habitava o feiume 
dos meus gestos e
querençoso eu esperava 
o tempo.

Hoje caminho tardo pelo vento oeste.

Meu coração vagueia 
no mapa das ruínas e
infesto o campo dos silêncios.

Cada ruído pressentido, 
diz da alma.

Cada rastro revelado, 
diz da vidência, essa alegria 
a se eternizar.

Mancham os céus de um cinza cruel 
e morrem 
os oceanos 
em mim.

Eu que sempre 
fui água, 
mansidão 
de peixes 
e de siris.

Ser líquido 
na chuva, 
rio no mar naufragado.

Eu que sempre 
fui água, 
a escorrer 
pelo sangue das marés.

Ó manhã 
devastada no belo! 
Assim é a ceia farta 
dos maremotos escondidos!

Queda,
quebra,
estrondo

elegia da natureza 
encantada,
sou água!


Poema de Diego Mendes Sousa 
Fotografia de Chico Rasta 
sobre a Praia do Coqueiro, litoral do Piauí.

domingo, 13 de outubro de 2019

SANTA DULCE DOS POBRES

FLAGRANTE - Parnaibano com a Santa Irmã Dulce dos Pobres


O professor parnaibano Gilberto Escórcio Filho, postou hoje em seu Facebook uma foto ainda jovem na década de 80 com a então Irmã Dulce, para homenagear a primeira santa brasileira. 

"Feliz demais pela canonização da primeira Santa nascida no Brasil. Tive o privilégio de encontrá -la um dia. IRMÃ DULCE DOS POBRES".

Por Gilberto Escórcio
Fonte: Facebook
Postado em Blog do Pessoa

sábado, 12 de outubro de 2019

CANONIZAÇÃO DE IRMÃ DULCE

Neste domingo 13,  na cidade do Vaticano, acontecerá a canonização da Santa Dulce dos Pobres, a primeira santa genuinamente brasileira nascida no nordeste. O Papa Francisco presidirá a cerimônia de canonização que deverá acontecer a partir das 05 horas no horário de Brasília.
Conheça um pouco da história dessa santa brasileira nos versos do poeta José Olívio.


Televisões, jornais e revistas do mundo inteiro estarão cobrindo o evento. Veja abaixo os canais brasileiros que você pode sintonizar para assistir essa grande solenidade que, certamente, dignificará   e aumentará  mais ainda a fé do povo  católico  do Brasil, país  que possui a maior população católica do mundo. 

PRECE À NOSSA SENHORA APARECIDA.



Texto de Antonio Gallas



Senhora Aparecida. O Brasil é vosso! Abençoai a nossa nação e iluminai a mente de nossos representantes políticos  para que deixem de pensar que foram eleitos para conseguirem poder e fortuna, esquecendo o objetivo principal da política  que é a luta por uma sociedade mais justa, igualitária, e pelo desenvolvimento do país.
Senhora Aparecida, fazei com que acabe a corrupção, o crime organizado, os feminicídios, as mortes, os assaltos que tanto aterrorizam a população brasileira.
Nossa mãe e protetora, abençoai a família brasileira, para que haja o respeito, a solidariedade e, acima de tudo A PAZ NESTA NAÇÃO CHAMADA BRASIL!

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

EDITAL PARA PREENCHIMENTO DAS CADEIRAS VAGAS NA APAL

Um novo Edital para preenchimento das 04 (qauatro) cadeiras vagas  restantes da Academia Parnaibana de Letras está sendo publicado.
Confira abaixo as normas estabelecidas pelo referido Edital para os candidatos que desejarem concorrer à um assento na Casa de João Cândido. 

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

SEJAMOS TODOS SOLIDÁRIOS

Texto de Antonio Gallas

A solidariedade é parte integrante não apenas do ser humano, mas também em animais, aves etc...
Entre os humanos a solidariedade é um ato que nos dignifica e engrandece nossos sentimentos de amor. Quanto aos demais seres vivos, o fazem por instinto, todavia, acredito ser por inspiração divina.
Diariamente vejo os blogs para tomar conhecimento das notícias locais.E foi assim que ao acessar o "Blog do Pessoa" deparo-me com o aviso abaixo:


Márcio, bastante conhecido em Parnaíba,  empresário do ramo de frigorífico (Carnes & Carnes), pertencente a uma das tradicionais famílias de Parnaíba, neto da matriarca Chiquita Borges (in memoriam) e filho do sr. Pedro Borges dos Reis (in memoriam) que foi funcionário do Banco do Brasil e pessoa bastante conhecida na cidade. Portanto, é hora de ajudarmos nosso irmão Marcio e sua família neste momento de sofrimento por causa de uma doença terrível que atinge milhares de pessoas no mundo todo. 
E como disse  Elias J. Silva,  educador e poeta, em um texto postado no blog RECANTO DAS LETRAS,  "a razão do ser humano é ser solidário. Não ser solidário é viver sem razão"!

DANTE BRITO ELEITO PARA APAL





Em eleição realizada na tarde desta quarta-feira, 09 de outubro, na sede da Academia Parnaibana de Letras, foi eleito para ocupar uma das cadeiras vagas, o professor e advogado    DANTE PONTE DE BRITO.
Filho da já acadêmica Dilma Ponte de Brito e irmão do também acadêmico Breno Ponte de Brito, Dante ocupará a cadeira de nº 27 que tem como patrono Ovídio Saraiva e que foi ocupada pela escritora e poetisa Maria Luíza Mota de Menezes, falecida em 2017. 
Ainda restam quatro (04) cadeiras vagas e mesmo já tendo sido publicado Edital para preenchimento da cadeira de nº 23, um novo Edital será publicado, cancelando este último, sem prejuízo para quem já se inscreveu,  e colocando as quatro cadeiras restantes para serem preenchidas de uma única vez, ou seja, haverá uma única eleição, ainda este ano, para preenchimento dessas quatro cadeiras vagas.
A eleição de ontem transcorreu em clima de harmonia e contou com uma participação ativa dos acadêmicos residentes aqui na cidade de Parnaíba.
Ao Dante Ponte, os parabéns pela vitória e certamente muito contribuirá para o engrandecimento da APAL.  AComissão Eleitoral foi composta pelos acadêmicos dr. Antonio de Pádua Ribeiro dos Santos (presidente), Antonio de Pádua Marques da Silva (vice-presidente) e Antonio Gallas Pimentel (secretário)

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

A canja da vingança

Por *Pádua Marques

Agora era a vez. A mágoa guardada fazia anos no peito de Guilhermina saía pra causar sofrimento a Simplício Dias da Silva, doente, tomado pela caduquice, sem defesa, andando pra cima e pra baixo pelas mãos dos outros. Assim era a vida. Haveria ele de pagar ali e agora em cima da terra e ardendo de febre, tossindo e se obrando todo, toda a humilhação e o sofrimento causados ao seu filho Moisés, à época um menino de pouca idade, quase cinco anos, quando o senhor e patrão, entrando um dia na cozinha encontrou a pobre negra dando de comer na boca do filho e ordenou que nunca mais queria ver aquilo. Ordenou que colocasse mais sal na canja que estava sendo servida. Pedindo clemência e por tudo quanto era santo, chorando, a cozinheira obedeceu com medo de que pudesse fazer ainda um mal maior ao menino e de que ela fosse açoitada por Elias, o fiel pra qualquer situação dentro da casa de Simplício Dias da Silva na vila da Parnaíba. Moisés vendo aquele homem na frente de sua mãe, falando alto, teve que engolir a canja salgada. Seus olhos marejavam. Depois, a mãe humilhada e com medo o colocou lá embaixo, sentado num batente que dava pra o grande quintal e indo em seguida, já só na cozinha, levar um caneco de água. Moisés ficou mais aliviado e bebendo aos
goles, rápido, ficou chorando sozinho enquanto Guilhermina voltava ao serviço e com vistas a não dar ainda mais confusão entre Simplício Dias, Elias e até dona Isabel Tomásia. Sua senhora era muito humilhada pelo marido porque não ostentava certos gostos e vaidades vindas de fora. Pouco saía de casa, não pegava numa moeda que fosse, tanto ela quanto a filha Carolina.
Guilhermina tinha medo de que Simplício Dias voltasse e mandasse Elias os açoitar. Simplício Dias da Silva vinha de uma situação difícil nos negócios naquele ano de 1808 com a carne salgada e os estaleiros na Ilha Grande de Santa Isabel e na Barra do Longá. Perdia dinheiro com o mercado na Europa e ainda por cima duas embarcações encomendadas por gente de São Luís no Maranhão, davam prejuízos a olhos vistos. A escrava Guilhermina guardou aquilo por muitos e muitos anos. Da mesma forma como foram sendo guardadas as moedas de vinténs e mil réis, mandadas de vez em quando pela única irmã, Justina, mais velha e escrava de cozinha da casa de um desembargador em São Luís no Maranhão. Era dinheiro guardado e bem guardado e com ele um dia sonhava mais lá na frente comprar uma casinha nos Campos, Macacal ou Buraco dos Guaribas e com o filho Moisés poder viver e morrer sossegada. 
A vingança de Guilhermina agora vinha aos poucos. Num dia colocava mais sal na canja que seria servida ao coronel Simplício Dias da Silva. Noutro dia era pimenta do reino. Mais outra vez era menos sal. Mais pimenta malagueta. Azeite, pra fazer com que se obrasse todo na rede. Era o jeito que tinha de ir aos poucos se vingando pelo que passou ela e o filho e curando uma dor antiga. Elias pouco se importava de provar a canja do coronel. Confiava em Guilhermina e dona Isabel Tomásia andava agora muito ocupada com suas rezas e as roupas de cama e de mesa. As negras de casa iam pela manhã com enormes trouxas descendo no rumo do cais lavar essa roupa, pra os lados de São José e só voltavam depois do sol estar passando do meio do céu, quando as embarcações apitavam anunciando chegada ou partida do porto Salgado.
Dona Isabel agora era de dar atenção às poucas visitas ao coronel e marido no fundo de uma rede, a receber dos comerciantes mais chegados na praça da rua Grande alguma ajuda, um médico vindo do Maranhão decretado ver como estava o antes valente e poderoso governador da vila da Parnaíba. Guilhermina entregava o prato de canja nas mãos de Elias. Antes fingia assoprar e Elias, na confiança de que tudo estava bem, ia levando as colheradas na boca desdentada do patrão e senhor. O velho Simplício Dias da Silva até que fazia beiço, igual menino pequeno quando toma remédio amargo. Elias assoprava e assim o doente acabava engolindo. Era um sofrimento pra os dois, o fiel escravo e seu senhor naquela hora de refeição! Vez por outra, dada a quantidade de pimenta ou de sal, o coronel lacrimejava, tossia, chorava. Dona Isabel Tomásia vinha correndo ver o que estava acontecendo. Depois de muita paciência Simplício Dias da Silva acabava engolindo a canja. Guilhermina lá na cozinha ficava esperando que Elias terminasse o serviço. Depois vinha com um pano molhado pra limpar a boca e o queixo do coronel. 
Vinha, fazia seu serviço, olhava bem pra ele e do jeito que havia chegado silenciosa e obediente, voltava pra cozinha. Terminada a refeição da noite Elias levava o coronel pra rede ali perto. Pouco tempo e mais um bocado Simplício Dias da Silva havia pegado no sono. A vida da vila da Parnaíba, com seu comércio, seu porto Salgado, seus negros e vagabundos, as vendedoras de frutas e de mariscos vindos dos Morros da Mariana na Ilha de Santa Isabel. Mais lá embaixo no Cheira Mijo e ali na Coroa e Cantagalo, estavam esperando a cada dia o desfecho da morte do homem mais rico da Parnaíba. 
Mas agora os navios e as embarcações menores rareavam. A antes casa mais vista e próximo da rua Grande, que noutros tempos hospedou gente importante do Rio de Janeiro, da França, Portugal e Inglaterra, que era conhecida pela louça e os pratos de porcelana, que foi motivo de intrigas e cobiça de muitos dentro e fora da capitania do Piauí, estava mais silenciosa do que nunca. Na sala de jantar, agora sem a presença do dono, era lugar apenas de dona Isabel Tomásia ou da filha Carolina. 
Simplício Dias da Silva agora ficava encolhido no fundo de uma rede no andar do meio, tendo Elias lhe abanando devido ao forte calor de setembro. E mais na boca da noite quando o centro da vila da Parnaíba ia ficando silencioso, a escuridão pra os lados do porto Salgado era quebrada aqui e ali pelas lanternas das embarcações e do lado da rua Grande por alguma janela aberta denunciando um lampião ou vela acesa, Guilhermina estava ainda na cozinha preparando a canja ou ainda um chá de erva cidreira ou de capim limão, que logo seriam trazidos pra o coronel doente. 
Doutor José Cândido de Deus vinha de vez em quando e naquela boca de noite veio ver o estado de saúde do ilustre coronel. Tentou falar com ele, dar ânimo, puxar por lembranças. Em vão. Simplício já não queria viver, se entregava à morte sem resistência, caduco, desdentado, cabelos raros, vestido com um chambre ordinário, os olhos encovados. 
O médico recomendou que ele fosse levado pra São Luís ou até mesmo pra Europa, onde a medicina estava muito adiantada, onde havia mais recursos. Guilhermina preparou a canja como de costume. Não colocou nem sal, nem pimenta do reino ou óleo. Mas antes de entregar o prato e a colher pra Elias, deu as costas, de forma a não ser vista, e cuspiu dentro. 
*Jornalista, escritor, cronista

ELEIÇÕES NA ACADEMIA PARNAIBANA DE LETRAS

A Academia Parnaibana de Letras - APAL, realiza hoje (09) a partir das 16 horas, em sua sede na  Rua Alcenor Candeira,  o segundo turno das eleições para preenchimento da cadeira de nº 27 que foi ocupada pela escritora Maria Luiza Mota de Menezes.
Apenas os  dois candidatos que obtiveram o maior número de votos concorrem neste turno. São eles:
DANTE PONTE DE BRITO, advogado,  doutor em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, pesquisador e professor da Universidade Federal do Piauí.  Escreveu e publicou vários livros na área jurídica e participou também de várias coletâneas.

CLÁUCIO CIARLINI professor,  literato, pesquisador,  poeta e jornalista cultural, editor do Jornal O Piaguí.  Recentemente em parceria com o escritor José Luiz de Carvalho (presidente da APAL) organizou a coletânea CONTOS ENTRE GERAÇÕES.
Ciarlini há praticamente duas décadas atua em prol da Literatura, da História, da Cultura e da Educação em Parnaíba.  


Qualquer dos candidatos que seja eleito neste segundo turno será de grande valia para a Academia Parnaibana de Letras pois ambos possuem qualidades e um currículo que os habilita para tal.