sábado, 18 de novembro de 2017

ALUNOS DO CAIC DE PARNAIBA LANÇAM LIVROS DE MEMÓRIAS E POESIAS

 



Os alunos da Escola Municipal Albertina Furtado Castelo Branco – CAIC, lançaram na noite desta quinta-feira (17), um livro de memórias e poesias sobre a cidade de Parnaíba.
O projeto foi desenvolvido por professores de língua portuguesa e contou com a participação de alunos do ensino fundamental e EJA, daquela instituição.

Durante o evento, que contou com a participação de pais dos alunos-autores, houve a visita e depoimento de um ex-aluno da instituição que hoje é professor do IFPI – Instituto Federal do Piauí.
“A ideia da produção do livro surgiu a partir da inscrição dos alunos para as olimpíadas da língua portuguesa e também do trabalho através de gêneros, que no final do ano resultou na publicação do livro”, pontuou a professora e coordenadora do projeto de leitura, Idalina Escórcio.
Para a também professora Patrícia, de língua portuguesa, o resultado já era esperado, considerando a metodologia aplicada na instituição. “O resultado foi positivo e poderemos usar esse livro como uma inspiração para os próximos alunos que virão. Foi um trabalho de muitos meses que resultou num resultado positivo, dentro do esperado pelo trabalho que é realizado no CAIC”, frisou.
 
Fonte: PMP. Edição. APM Notícias

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

UMA HISTÓRIA DAS BEIRAS E NAS BEIRAS


                    Mais um livro  será lançado em Parnaíba neste mês de novembro. Desta feita de autoria  do professor Erasmo Amorhim com o título de  "Uma História das Beiras e nas Beiras" que reconta a história de prostitutas, que morriam queimadas em nome do amor tendo como cenário principal o famoso cabaré da "Munguba" localizado no antigo bairro quarenta nas proximidades do também famoso "Bar do Augusto" e do "Porto das Barcas".
                     O lançamento será na próxima segunda-feira(27) na auditório da Universidade Estadual do Piauí, às 19 horas, conforme convite abaixo:
              O professor Erasmo Carlos Amorhim Morais possui Doutorado em História Social pela Universidade Federal Fluminense, é graduado em Direito pela Universidade Estadual do Piauí - UESPI, especialização em Direito pelo Instituto Dexter , graduado em História pela Universidade Estadual do Piauí, além de possuir Mestrado em História pela Universidade Federal do Piauí.

PALESTRA SOBRE EDUARDO MOREIRA VERAS

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Com o tema “O Canto Anterior de Everaldo Moreira Véras”, será realizada palestra no Sesc Caixeiral dia 16, quinta-feira às 18h pelo poeta Diego Mendes Sousa com entrada franca.  A palestra é promovida pela ACADEMIA PARNAIBANA DE LETRAS como parte do Projeto "Academia Viva".
 Segundo o presidente José Luiz de Carvalho este é um momento muito importante para a literatura piauiense e parnaibana pelo resgate de um grande nome e sua obra. Everaldo Moreira Véras nasceu em 1937 e morreu em 2011. 
Na segunda-feira dia 13 o poeta foi homenageado pela prefeitura quando deu nome à Sala de Literatura Infantil da Biblioteca Pública Municipal Senador Alberto Silva e à noite recebeu (post mortem) a Medalha do Mérito Legislativo, da Câmara Municipal de Parnaíba.

 Fonte: APAL. Fotos: web.

domingo, 12 de novembro de 2017

RETRATO DE MEU PAI

 



RETRATO DE MEU PAI (*)

Elmar Carvalho

No dia 8 de janeiro deste novo ano, comemoramos o aniversário de meu pai. O evento foi idealizado por minha irmã Maria José, mas contou com o apoio dos familiares. A missa foi celebrada pelo padre Jurandir da Silva Rodrigues, na igreja da Paróquia Santa Luzia. Foi um lindo culto, em que o sacerdote, de joelhos, com as luzes na penumbra, fez um magistral sermão, que nos encantou a todos pela riqueza de seu conteúdo. Todos nos emocionamos com as suas belas palavras.

Apesar da chuva fina que caiu durante a noite toda, estavam presentes todos os amigos e colegas postalistas de meu pai, muitos já idosos. Essa presença massiva foi uma prova de consideração e amizade ao aniversariante. O padre Jurandir foi atencioso e afetivo com meu pai, inclusive tendo lhe dado a palavra após o término da celebração. Papai agradeceu o comparecimento de todos e pediu desculpas por eventuais esquecimentos de nomes.

Vendo tantos amigos, lembrei-me de um caso contado pelo escritor Orígenes Lessa, a respeito do sepultamento de seu pai, que teve um grande cortejo. Um forasteiro, admirado, perguntou a uma pessoa que chorava, se o falecido era uma pessoa muito importante. Recebeu, entrecortada por soluços, a seguinte resposta: “Não. Era só muito bom.” Fazendo coro, poderia dizer que apenas comemorávamos as nove décadas de um simples homem bom.

Depois da celebração religiosa, nos deslocamos até o Buffet Momentos, onde houve farto jantar e libações. Mesmo com a chuva ou, talvez, por causa dela o “clima” foi de alegria, descontração e congraçamento, com o reencontro de velhos e estimados amigos. Foram contados vários “causos” pitorescos ou engraçados do tempo em que papai chefiou a ECT em Parnaíba, quando muitos dos presentes estavam iniciando a sua vida profissional. Como lembrança, foi distribuído o livro “Retrato de meu pai” (com depoimentos e fotografias), cujo texto principal, de minha autoria, datado de 05.01.2016, quando ele completou noventa anos de vida, transcrevo:

“Não pretendo ser emotivo e nem sentimental, e tampouco desejo traçar aqui o perfil psicológico e moral de meu pai. Por tal razão, irei contar, de forma sintética, fatos de sua vida, que serão diminutos mosaicos ou azulejos, que juntos formarão um pequeno painel de sua vida e de seu caráter.

Talvez alguns de seus pequenos defeitos, que todos os temos, sejam consequência de suas virtudes e qualidades de homem bom, de uma pessoa que sempre teve dificuldade em dizer um não, que procurou sempre não contrariar ou magoar quem quer que fosse. Algumas vezes ele se prejudicou por causa disso, por causa dessa virtude que alguns consideram fraqueza ou tolerância algo excessiva. Contudo, Deus o protegeu, e ele alcançou os seus noventa anos de idade sem maiores percalços e sobressaltos.

Miguel Arcângelo de Deus Carvalho é o seu nome completo. Nasceu em Barras, no dia 5 de janeiro de 1926, filho de João de Deus Nascimento e Joana Lina de Deus Carvalho. Perdeu seu pai quando tinha apenas 13 anos de vida, e cursava o ginásio no Colégio Diocesano, em Teresina. A infausta notícia lhe foi transmitida, com as cautelas de praxe, pelo Monsenhor Chaves, que depois viria a se tornar um dos maiores historiadores do Piauí, do qual vim a me tornar amigo, quando fui o presidente do conselho editorial da Fundação Cultural que leva o seu nome. Teve que retornar a Barras, a chamado de sua mãe. Filho único do terceiro casamento de seu pai, muito jovem e sem experiência laboral, era evidente que não saberia gerir a herança que lhe coube, após a partilha com os demais herdeiros.

Portanto, cedo teve que trabalhar, para sustentar-se a si e a sua mãe, que morou em sua companhia até quando faleceu. Fora outros empregos, trabalhou na Casa Marc Jacob e na Casa Inglesa, em Campo Maior, para onde se transferiu aos 26 anos. Após aprovação em concurso público, feito pelo famoso DASP, foi admitido no Departamento de Correios e Telégrafos – DCT, mais tarde, no regime militar, transformado em empresa.

Quando trabalhou numa firma comercial pertencente ao marido de uma prima de minha mãe, houve um fato que bem revela o seu caráter de homem leal, mas polido, e que não gostava de ofender ninguém, mesmo os desconhecidos. O dono do comércio estava chateado com um fornecedor, que não cumprira fielmente o contrato. Ditou uma carta áspera, em que se queixava de forma rigorosa dos defeitos que apontava. Meu pai, ao datilografar o que lhe era ditado, atenuou algumas palavras e expressões. Ao ler a carta, o empregador, que era uma ótima pessoa e amigo de meu pai, de maneira educada observou: “Miguel, você não se sentiu bem em escrever as palavras que eu disse... Deixe, que eu mesmo vou datilografar.” E carregou na dosagem dos impropérios e adjetivos, com os quais fustigou o seu desafeto.

Após aprovação em concurso público realizado pelo DASP, meu pai, em 1957, foi nomeado servidor público federal. O telegrama da nomeação, após espera de aproximadamente dois anos, lhe foi entregue pelo telegrafista Gerson Marques, seu amigo por toda a vida, que, apesar de não ser mensageiro nem carteiro, fez questão de lhe repassar incontinenti a mensagem telegráfica. Exerceria o cargo de guarda-fio na Diretoria Regional do Piauí do Departamento de Correios e Telégrafos – DCT. Era considerado um bom emprego para a realidade da época. Tomou posse de seu cargo no então povoado de Papagaio, um pouco depois elevado à categoria de cidade, onde nasceu meu irmão João José, o segundo de uma prole de oito, da qual fui o primogênito. Após uma breve serventia de um ano, meu pai conseguiu sua remoção para Campo Maior, após breves passagens por José de Freitas e Barras. Sobre a nossa permanência em Francinópolis já me referi em outros textos, publicados na internet.

Em sua carreira no DCT, nossa família morou por pouco tempo na zona rural de Campo Maior e novamente em José de Freitas, durante um ano. Nesta cidade, com o apoio total do padre Deusdete Craveiro de Melo (meu professor e diretor no Ginásio Moderno Estadual Antônio Freitas), fundei um time de futebol, o Santos, e um campo futebolístico, localizado perto do cemitério velho. Quando morou na zona rural, e com o crescimento da família, meu pai sentiu a necessidade de ascender funcionalmente. Embora tivesse apenas o segundo grau incompleto, encarou os livros com afinco e determinação e passou no concurso interno para técnico postal da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos – ECT. Fez curso de um ano em Recife, no Centro de Treinamento Correio Paulo Bregaro. Após, teve que optar pelo regime celetista (deixando de ser estatutário e estável), para assumir seu novo cargo. Foi designado, no começo de 1975, chefe da ECT em Parnaíba. Exerceu esse cargo por vários anos. Aposentou-se em 1984.

No final da década de 1960 e/ou início da seguinte, meu pai foi colaborador eventual do jornal A Luta, de Campo Maior. Nele publicou algumas crônicas e artigos, alguns contendo casos interessantes ou pitorescos de sua vida. Seus textos eram concisos, fluentes, objetivos e gramaticalmente corretos. Tanto que, ao retomar seus estudos, mereceu em redação para a disciplina Educação Moral e Cívica, de que era professor o impoluto juiz Hilson Bona, a nota 10. Ao dar o resultado da prova, o Dr. Hilson, que mais tarde veio a ser meu professor de OSPB, disse que outros alunos mereciam essa nota, mas que não lhes dera porque não poderia dar mais do que 10 a meu pai. Assim, lhes deu nove vírgula alguns décimos.

Papai gostava de ler, e “degustou” vários clássicos da literatura brasileira e mesmo mundial. Tinha certa predileção por Machado de Assis. Tinha várias antologias escolares, insertas em livros didáticos de Português. Sabia decorado vários poemas, os quais ocasionalmente recitava. Cantarolava belas letras, verdadeiros poemas, de músicas da velha guarda. Era assíduo ouvinte do programa radiofônico Gramofone da Vovó, apresentado por Jaime Farrell, através das ondas poderosas da Rádio Sociedade da Bahia. Por esse motivo, conheço muitas dessas antigas e belas melodias. Se tivesse dado continuidade a essa sua faceta literária, poderia ter-se tornado um escritor, ainda que bissexto. Mas sua modéstia e despretensão não lhe permitiram ir além dessas breves incursões literárias.

Ainda na fase em que voltou a estudar, havia uma disciplina artística em que o aluno era obrigado a confeccionar um objeto de arte, em papel, madeira ou argila. Geralmente eram feitos desenhos, pinturas ou objetos de artesanato. Os trabalhos eram elaborados em casa, de modo que alguns alunos pagavam a alguém para fazê-los, já que não eram produzidos à vista da professora. Numa das ocasiões, meu pai optou por fazer o desenho de uma das mais conhecidas casas de Campo Maior. Sem ser desenhista e sem ter essa vocação, foi, contudo, meticuloso, e mesmo perfeccionista. Fez medições com a régua e o esquadro, para alcançar a simetria, a proporcionalidade e o possível efeito da perspectiva. Conseguiu fazer um bom trabalho, mormente considerando-se a sua inexperiência e falta de vocação para esse mister.

Outro trabalho seu, por exigência dessa disciplina artística, foi um carro de boi, executado em buriti, que é leve e não exige demasiado esforço para ser desbastado. Após vários dias, com muito cuidado, disciplina e paciência, fez a miniatura, que apresentava notáveis semelhanças com um de verdade, pelo menos aos meus olhos de menino. Mereceu o elogio de todos, inclusive de minha mãe, e creio que da professora, já que ele não ficou reprovado. Disso tiro a conclusão que ele tinha o espírito de um artista, mas que por modéstia e timidez não deixou que lhe aflorassem esses dotes, que lhe ficaram em estado latente, ou pelo menos reservados à admiração que tinha pelos dons alheios. Talvez, ao confeccionar o seu pequenino carro de boi, tenha se lembrado do engenho de madeira de seu pai e dos imortais versos de Da Costa e Silva:

Movida pelos bois tardos e sonolentos,
Geme, como a exprimir, em doridos lamentos,
Que as desgraças por vir, sabe-as todas de cor.

Ai! dos teus tristes ais! Ai! moenda arrependida!
- Álcool! Para esquecer os tormentos da vida
E cavar, sabe Deus, um tormento maior!
No final da década de 1950, meu pai foi chamado a Teresina pelo senhor Oto Veloso, que exercia o cargo de diretor regional do DCT no Piauí. Visivelmente constrangido, o diretor perguntou o que meu pai fizera contra determinada figura da política piauiense. Meu pai respondeu-lhe que nada, que apenas comentara que não iria votar em determinado candidato que ele apadrinhava. Oto, bastante contrafeito, contou a papai que o político referido [descendo de seu alto cargo republicano para a sarjeta da política miúda, para a politiquice de campanário], exigira a sua destituição de pequeno cargo de confiança. Confidenciou que ainda lhe ponderara que Miguel era um bom servidor, e que não cometera nenhum deslize profissional, mas a alta autoridade, com irritação, quase tendo um chilique ou um ataque de apoplexia, respondera: “Mas eu quero, eu quero que ele seja exonerado”. Meu pai, humilde, mas altivamente, falou: “Fique à vontade, diretor, não se preocupe, pode fazer a exoneração, que a minha amizade e respeito pelo senhor vão permanecer os mesmos. Entretanto, o que eu fiz contra esse político foi votar nele várias vezes. Porém, moralmente, retiro os votos que já lhe dei...” Papai sempre manteve grande respeito e admiração pela integridade moral de Oto Veloso, irmão do ex-governador Djalma Martins Veloso.

No começo da década de 1960, logo ao chegar para o expediente, meu pai foi indagado pelo chefe da agência sobre por que faltara ao plantão anterior. Papai respondeu que não fora ele o faltoso. O agente, então, exigiu que lhe desse o nome do funcionário que não comparecera. Meu pai respondeu que não poderia fazer isso, mas que lhe bastava consultar o livro de ponto para saber o nome desse servidor. De maneira insólita o chefe comunicou ao diretor regional da época que meu pai teria cometido insubordinação, e não lhe teria acatado a determinação funcional. Meu pai, como “punição”, quase foi transferido para um local distante e isolado. Contudo, seguindo seus princípios éticos, preferiu ser prejudicado a prejudicar alguém, sofrer uma injustiça, a praticá-la. Mas Deus o protegeu e orientou, e tudo acabou bem.

Após aprovação em concurso interno, meu pai foi fazer o curso de Técnico Postal no Centro de Treinamento Correio Paulo Bregaro, em Recife, cuja duração era de um ano. Ao retornar, e após breve serventia em Teresina, foi designado para chefiar a agência da ECT em Parnaíba. Permaneceu nesse cargo por mais de sete anos. Embora aposentado, continuou residindo em Parnaíba até dezembro de 1994, quando voltou a morar em Campo Maior. Procurou cultivar a política da boa vizinhança com os quase cinquenta servidores, que existiam no início de sua gestão. Sempre que precisava reclamar por causa de alguma falha, chamava o colaborador ao seu gabinete, quando, então, com bons modos, fazia as suas observações e lhes dava a orientação que achava conveniente. Por causa de sua maneira cordial os servidores lhe tinham respeito e consideração, que até hoje conservam. Muitos que conviveram com ele, declaram dele sentir saudade, e sempre perguntam por ele e pela sua saúde. Desprovido de empáfia e arrogância, nunca precisou levantar a voz contra quem quer que fosse, e tudo acabava dando certo.

Por ter constituído uma família grande, mais precisamente de oito filhos, em certa fase de sua vida passou por algumas dificuldades financeiras, como costuma acontecer com quase todas as famílias, mas guardava isso somente para si, e nunca gostava de se queixar. Tinha uma fé inabalável em Deus, a quem orava com fervor, e terminava por resolver todos os seus percalços e dificuldades, sem nunca enganar os outros e nem lhes causar prejuízo. Nas vezes em que, eventualmente, recebeu algum dinheiro a mais, em lojas ou em agências bancárias, de imediato retornava para devolver o que indevidamente lhe fora pago. Esses exemplos sempre nos eram ressaltados por nossa mãe, para que os seguíssemos.

Em meados da década de 1960, meus pais receberam, através do serviço de reembolso postal, um pacote remetido pela empresa Hermes. Era um belo faqueiro, de aço inoxidável, quase uma novidade na época, pelo menos para nós. Esse conjunto de garfos, facas, colheres e outros utensílios nos serviram desde então. Minha mãe, creio que por pressentir que o termo de seus dias já se aproximava, mandou gravar em sete dessas colheres os dizeres “Casamento – Miguel e Rosália – 09.06.55”, e as distribuiu a cada um dos filhos. Desde essa data (09.06.55) até o falecimento de mamãe em 26.04.2013, meus pais viveram em perfeita união e benquerença.

Com oração e Fé, suportou meu pai a trágica morte de minha irmã Josélia, ocorrida em 02.07.1978, quando ela mal completara 15 anos de idade, e a de minha mãe, Rosália. Sei que ele muito sofreu, mas em Deus encontrou força e resignação. E agora, ainda lúcido e saudável, como um herói da vida e da luta do cotidiano, comemora com seus familiares, amigos e admiradores os seus 90 anos de idade, em cujo percurso, como o apóstolo Paulo, guardou a Fé, e disseminou o bem e o seu exemplo de homem voltado para a concórdia e para a bondade.”   
 
(*) Este texto foi escrito por ocasião da comemoração do aniversário de 90 anos de idade de meu pai. Ele nasceu em Barras, no dia 26/01/1926, e faleceu em Teresina, no dia 05/11/2017, portanto com a idade de 91 anos e dez meses.
Postado por: Blog do Poeta Elmar em 12 de novembro de 2017.

sábado, 11 de novembro de 2017

EM TUTÓIA NO MARANHÃO


 
Frigorífico maranhense recebe certificação do Governo

A iniciativa é reflexo dos trabalhos desenvolvidos na cadeia da carne, coordenados pelas Secretarias de Indústria, Comércio e Energia (Seinc) e Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima).


Foto: Reprodução
As ações de apoio e fomento a cadeia da carne estão mudando a realidade do setor no Maranhão. Em Tutoia e região, a população passará a contar com carne inspecionada e de qualidade, após o Frigorifico Lopes ter recebido o Registro do Serviço de Inspeção Estadual (S.I.E).
A iniciativa é reflexo dos trabalhos desenvolvidos na cadeia da carne, coordenados pelas Secretarias de Indústria, Comércio e Energia (Seinc) e Agricultura, Pecuária e Pesca (Sagrima). Já o serviço de inspeção e emissão do registro é da Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged).
Desde o início da gestão, o Governo tem trabalho em medidas para alavancar o segmento, visando fornecer carne inspecionada e de qualidade, além de contribuir para a expansão dos negócios, geração de emprego e renda. “Estamos realizando um trabalho em cima de uma cadeia antes esquecida e que tem um importante papel na vida dos maranhenses. Hoje, com esse registro ganha a cadeia e toda a população que passa a contar com um produto inspecionado”, ressaltou o secretário da Seinc, Simplício Araújo.
O matadouro, que terá capacidade total de abate 96 cabeças de gado/dia. Atualmente, o local tem gerado 30 empregos diretos e 200 indiretos. Com investimentos na ordem de R$ 5 milhões, o empreendimento deve atender, inicialmente, a região dos Lençóis Maranhenses.
O proprietário, Beto Lopes, já está ampliando o negócio, com a implantação de lojas de carne na região e pretender expandir o mercado, atendendo todo o Maranhão. “Só da gente ter o selo, garante que vamos ter uma carne de qualidade.
O empreendimento tem respaldo, a gente pode desenvolver as outras áreas, como lojas de carne, salas resfriadas para desossa, gerando mais renda e empregos”, disse o empresário. O empreendimento foi avaliado de acordo com as normas do Ministério da Agricultura e foi construído dentro de padrões técnicos, como explica o presidente da Aged, Sebastião Anchieta. “Um empreendimento arrojado, onde o empresário em uma crise financeira construiu um abatedouro dentro dos padrões técnicos, e que com isso vai melhorar muito o fornecimento de carne na região, oferecendo na região carne inspecionada e atraindo empregos e grandes investimentos para o município”.
O Secretário da Sagrima, Márcio Honaiser, reforça que a certificação é um grande passo para a cadeia produtiva. “ Estamos aqui junto com a Aged, Seinc, entregando mais um certificado de inspeção sanitária estadual, ou seja, é mais um abatedouro frigorifico que vai poder comercializar suas carnes dentro de todo o Maranhão, levando segurança e qualidade no produto”, Márcio Honaiser.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

MIGUEL ARCÂNGELO DE DEUS CARVALHO

   SÉTIMO DIA
 
                                           
                A Academia Parnaibana de Letras – APAL comunica a todos os acadêmicos  que haverá duas Missas pelo Sétimo Dia do falecimento do Sr. Miguel Arcângelo de Deus Carvalho, pai do acadêmico e membro desta Academia Elmar Carvalho.
                As Missas serão no  sábado, dia 11 do corrente, nas igrejas e horários abaixo discriminados:
Às 17:30 horas na Igreja de São Sebastião;
Às 19:00 horas na Catedral de Nossa Senhora da Graça.
                A APAL agradece ao todos que comparecerem a este ato de fé e piedade cristã.
 Antonio Gallas Pimentel
Secretário-Geral

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

NOTA DE FALECIMENTO

MIGUEL ARCÂNGELO DE CARVALHO
 

 
                Faleceu ontem domingo (05) em Teresina aos 91 anos de idade o senhor Miguel Arcângelo de Deus Carvalho, funcionário aposentado da Empresa de Correios e Telégrafos – ECT e pai do nosso confrade escritor e poeta Elmar Carvalho.
                O Sr. Miguel que possuía um grande número de amigos em nossa cidade, dirigiu a ECT em Parnaíba nos anos 70/80 e após aposentar-se continuou residindo em Parnaíba até o final do ano de 1994 quando então voltou a residir em Campo Maior.
                Seu corpo foi velado até as 13 horas de hoje segunda- feira (06)  na Pax  União – Espaço III, na avenida Miguel Rosa em Teresina. O sepultamento acontece nesta  tarde  em Campo Maior no Cemitério do Bairro Cidade Nova com Missa de Corpo presente a partir das 15 horas.
                À família enlutada enviamos nossos votos de pesar  e comungamos com o mesmo sentimento de dor, ao tempo em que nos confortamos em Deus a saber que,  quem apenas  fez o bem nesta vida terrena receberá a recompensa na vida eterna.
               

sábado, 4 de novembro de 2017

ROSEANA SARNEY: PRÉ-CANDIDATA AO GOVERNO DO MARANHÃO


       
 
 

 

            A ex-governadora Rosena Sarney (PMDB) confirmou nesta sexta-feira (3) sua pré-candidatura ao Governo do Maranhão em 2018.

            Numa conversa com jornalistas ontem, ela deu uma declaração formal sobre o assunto.

Veja:

“Após muito refletir sobre o momento político do Brasil e do Maranhão, seus problemas e desafios, e entendendo o desejo dos maranhenses que reconhecem o trabalho que realizei ao longo de inúmeros mandatos que exerci, coloco o meu nome à disposição do meu partido, dos políticos, correligionários e das lideranças da sociedade civil, para construirmos juntos uma alternativa de poder a fim de disputar as próximas eleições para o governo do Maranhão.

Não sou de fugir de lutas e embates. Já demonstrei minha honestidade, seriedade, experiência, equilíbrio, capacidade administrativa e liderança política. É urgente recolocar o Maranhão na trilha do desenvolvimento econômico, do emprego, de mais oportunidades e cuidado com os que mais 
precisam.

Não aceito demagogia, oportunismo, prepotência e perseguições.

O povo maranhense saberá, no momento certo, nos indicar o melhor caminho a seguir”
Fonte: Blog do Gilberto Léda
 

NOVEMBRO AZUL NA FUNDAÇÃO RAUL BACELAR


          A Fundação Dr. Raul Furtado Bacellar, em parceria com o Posto de Saúde Municipal do Bairro Mendonça Clark e acadêmicos de medicina da Faculdade IESVAP vai realizar neste sábado, 04 de novembro, em sua sede na Rua Vera Cruz, 744, bairro São José, no horário das 8 horas às 16 horas, atendimento ao público masculino de Parnaíba que queira fazer exame de pressão arterial, glicemia e outros, atinentes ao câncer de próstata.

        A campanha de combate ao câncer de próstata será levada a efeito durante este mês de novembro, considerado “azul”, à semelhança do mês de outubro recém-findo (outubro rosa) dedicado ao câncer de mama.

        É importante que os homens, de uma maneira geral, não percam esta oportunidade. Todos os exames são gratuitos!

 

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Ministério Público pede a perda de função pública do atual prefeito de Tutóia, Romildo Damasceno Soares


          AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA AMBIENTAL E AÇÃO COMINÁTORIA DE OBRIGAÇÃO DE FAZER E NÃO FAZER COM PEDIDO DE TUTELA DE URGENCIA.

          O Ministério Público para fazer cumprir a Lei 12.305/2010 - que fixou um Prazo de 04 anos para que todos os municípios brasileiros implantasse formas ambientalmente adequadas para dar destinação final aos seus resíduos sólidos, ou seja, acabar com os lixões a céu aberto.
           No ano de 2013 o plano municipal de resíduos sólidos apresentado na gestão do ex-prefeito Diringa Baquil foi reprovado pelo CAOP (Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça das Comunidades) Meio Ambiente do Ministério Público do Estado do Maranhão, sendo então o prefeito Diringa foi notificado para adequar tal plano as diretrizes legais, mas se manteve inerte não fazendo as adequações requisitadas.  

          E    em 14/07/2017 foi requisitado ao atual prefeito do Município de Tutóia- Maranhão, Romildo Damasceno Soares, que apresentasse em 30 dias um novo plano de gestão integrada de resíduos sólidos com o conteúdo mínimo previsto no art 19 da lei 12305/10 visando o encerramento de lixões e instalação de disposição final ambiental adequada de seus resíduos sólidos. Acontece que transcorrido o prazo concedido pelo Ministério Público o atual prefeito cometeu o mesmo pecado do prefeito anterior, além de não apresentar o plano solicitado, também não fez nenhuma manifestação justificando sua omissão em não atender o pleito do promotor de justiça, o Dr.Fernando José Alves Silva.  
          Diante da omissão do ex-prefeito e do atual prefeito do município de Tutóia o senhor promotor de justiça ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa ambiental e ação cominatória de obrigação de fazer e não fazer com pedido de tutela de urgência tendo como réus o ex-prefeito Raimundo Nonato Abraão Baquil, o atual prefeito Romildo Damasceno Soares e também o município de Tutóia

          Em que dentre outras penalidades pede a condenação dos réus (Raimundo Nonato Abraão Baquil e Romildo Damasceno Soares) a perda de função pública que eventualmente estiverem exercendo, suspensão  dos direitos políticos de três 03 a cinco  05 anos, pagamento de multa civil de até cem vezes o valor dos seus salários que recebera no exercício do cargo de prefeito, proibição dos réus Diringa e Romildo de contratar com o poder público ou obter benefícios fiscais, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três 03 anos. 
          Diante do que se ver as mudanças tão anunciadas não aconteceram, pois como tão bem exposto pelo Ministério Público  o atual prefeito cometeu o mesmo crime de improbidade administrativa do Ex- prefeito, ambos foram omissos, outrora adversários políticos, agora parceiros no banco dos réus, com a palavra a justiça de Tutóia.
          Por ventura se forem condenados em Tutoia e sofrerem uma segunda condenação no TJ em São Luís, automaticamente ficarão inelegíveis.














Fonte: Blog do Elivaldo Ramos