quarta-feira, 21 de outubro de 2020

JORNAL INOVAÇÃO


 Mais uma edição do  Jornal Inovação estará de volta ao cenário político, jornalistico, literário e histórico  da cidade da Parnaíba.  

Idealizado por Reginaldo Costa e apoiado por um grupo de  jovens intelecuais e idealistas dos anos 1970/1980,  dentre eles Alcenor Candeira Filho, Paulo Couto, Bernardo Silva, Elmar Carvalho, Ednólia Fontenele, Vicente (Potência) de Paula, Jorge Carvalho e outros, o Jornal Inovação fazia uma oposição acirrada ao então prefeito Batista Silva denunciando e criticando os erros da sua administração. A queima dos tapumes da Praça da Graça foi um episódio marcante e ficou registrado na história da Parnaíba. 

Reginaldo Costa idealizador e fundador do Jornal Inovação

A partir da próxima segunda-feira, 26 de outubro,  o parnaibano poderá encontrá-lo nas principoais bancas de revistas da cidade. 

O Jornal Inovação seguirá a mesma  linha jornlística criticando e  denunciando erros da administração municipal bem assim a parte literária e histórica como o FORUM DE HISTÓRIA DA PARNAÍBA trazendo a série "Missivas para Simplício Dias" de Vicente de Paula.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

DESAFIO: escrever por 21 dias

 AMIGO: tesouro maior que se encontra na vida...

Por Antonio Gallas



 A música apresentada no  vídeo acima traz o título de "Tesouro Maior" interpretada pela  Joyce Cândido - Embaixadora da Música Brasileira no Press Award Japão 2017.  A música  foi composta por  Alceu Maia em parceria com Luciana Carvalho Correia de Araujo. 

Alguns motivos me fizeram gostar dessa música, dentre eles a interpretação da cantora, a melodia, e acima de tudo por ser um verdadeiro poema enaltecendo um dos mais preciosos bens que o ser humano pode ter: um amigo. Lembrei-me então de quando estudava em São Luis - Ma, recebíamos aulas de Relações Humanas ministradas por Padre Nazareno, um italiano. Não era exigida pela direção do colégio, o Liceu Maranhense, a obrigatoriedade em assistirmos essas aulas. Certa vez, querendo fugir da aula resolvi sair. Ao chegar na porta do colégio deparo-me com Pe. Nazareno que de braços aberto e com um largo sorriso estampado no rosto, abraçou-me e disse: "que felicidade! Encontrei um tesouro!"  Baixei a cabeça e retornei à sala de aula.

Ao ouvir a música e observar a letra , afloraram-me os seguintes  sentimentos: amizade, pelo próprio título da canção, solidariedade quando nestes versos  estrofe afirma: "Encontrar um amigo é ter a certeza/Que existe alguém que se pode contar/É poder, sem receio, em voz alta sonhar/Dividir alegrias, tristezas, o medo e até solidão". Um sentimento ainda muito maior esta música despertou em mim - o sentimento do AMOR que na minha opinião é o maior de todos. 

"Amigo é o tesouro maior que se encontra na vida
Amigo é sempre chegada, nunca despedida
Amigo de fé realmente é difícil encontrar
Mas quando se acha, o peito é o lugar de guardar"

Um "amigo de fé, um irmão, um camarada" mesmo difícil de ser encontrado,  é sem dúvida um tesouro  que deve ser guardado dentro do peito que é um local inviolável. Um amigo não vai embora portanto não se despede.





segunda-feira, 19 de outubro de 2020

DESAFIO: ESCREVER POR 21 DIAS

DINHEIRO NA CUECA: ESTE É O MEU BRASIL!!!

Por Antonio Gallas


 Em data de 14 de outubro de 2020 a Polícia Federal fez buscas na residência do senador Chico Rodrigues em Boa Vista - Roraima . O senador pertence ao Partido Democratas - DEM do Centro-Direita ligado ao presidente da República Jair Bolsonaro sendo inclusive vice-líder do governo no senado.. As  buscas tinham  objetivo de  apurar suspeitas de sobrepreço e superfaturamento na execução de emendas parlamentares destinadas ao combate à pandemia em Roraima cujos  desvios totalizariam cerca de R$ 20 milhões. Durante as buscas na casa do senador os policiais federais encontraram 33 mil reais escondidos nas partes íntimas do político, dentro da cueca que o senador vestia no momento. 

Encontrar dinheiro escondido entre as partes íntimas de um político ligado à presidência da república não seria uma ironia do destino?  Dias antes  o presidente Jair Bolsonaro afirmou em redes sociais e anunciou à imprensa que havia acabado com a Operação Lava-Jato porque "não existe mais corrupção no Brasil".  Não ha razões para se esconder dinheiro na cueca, se  de procedência legal, mas nesse caso, tudo indica que seja oriundo  de corrupção,  dos desvios das verbas  destinadas  ao combate da pandemia que já ceifou milhares de morte em nosso país.

Que que é  isso me Deus? Um vice-líder da bancada é pego com cédulas escondidas em suas roupas íntimas. Será que neste país só existem políticos corruptos?  Será que as palavras de Ruy Barbosa "...de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto" ou se as atribuídas ao eminente  estadista francês  Charles Degaulle de que "o Brasil não é um país sério" eternizar-se-ão através dos tempos?



domingo, 18 de outubro de 2020

DESAFIO: ESCREVER POR 21 DIAS

O COMANDANTE MOYSÉS PIMENTEL

Por Antônio Gallas 



Com o título Desafio: escrever em 21 dias, o confrade Sérgio Ramos - ACADEMIA DE CIÊNCIAS ARTES E LETRAS DE TUTÓIA, coloca no grupo do whatsapp da ACALT  as etapas com as devidas instruções de  como devemos proceder  para atingir os objetivos desse desafio.


 Coincidentemente eu já havia planejado escrever hoje, 18 de outubro,  sobre o meu pai, o comandante Moysés Pedreira Pimentel, porque se vivo fosse estaria completando nesta data 135 anos de vida.

Moysés Pedreira Pimentel nasceu em Teresina - Piauí em 18 de outubro de 1885. Teve uma infância pobre mas sempre obstinado a vencer na vida.  Com apenas o curso primário exerceu diversas profissões, dentre as quais torneiro mecânico, comandante de embarcações marítimas-fluviais de pequena e grande cabotagem, delgado de polícia, funcionário publico,  comerciante e agropecuarista.  Casou-se duas vezes. A primeira em Teresina e a  esposa chamava-se Maria da Conceição Oliveira  (dona Marocas)  com quem teve  04 filhos: Almir, Durval, Antônio e Raimunda (Neném Pimentel Santana).  O segundo casamento aconteceu em Parnaíba com jovem Zila Cerveira Galas, de família tutoiense. Zila seria namorada do senhor Delbão Rodrigues proprietário da empresa de navegação na qual Moysés,  era comandante de um dos navios. Após o casamento, mudaram-se para Tutóia, terra natal de Zila,  onde exerceu   grande influência nas decisões  políticas do município embora mesmo sem ter se candidatado a qualquer cargo eletivo. Em Tutóia viveu grande parte de sua vida até  falecer em 1979 com 94  anos de idade.

Moysés Pimentel  quando funcionário da Comissão de Estudos, Obras e Navegação do Rio Parnaíba

Moysés e Zila não tiveram filhos. Criaram-me a partir do sétimo dia do meu nascimento. Deram-me carinho, conforto, educação, bons ensinamentos, e especialmente muito AMOR, que para mim representou um dos fatos mais importantes dessa criação, bem assim de  não terem escondido as verdades sobre  minha origem, como acontece muitas vezes.  Assim,  nunca tive vergonha ou preconceito com minha mãe biológica ou com parentes consanguíneos.  Convivo com eles harmoniosamente e  esta importante lição que me foi ensinada por Moysés Pimentel deixa-me bastante feliz e orgulhoso.

Zila Gallas - minha mão adotiva


Boas lembranças tenho da minha infância, da juventude, das peraltices e também dos castigos que variavam de bolos da palmatória, umas chicotadas com chicote de açoitar cavalos ou o castigo de joelhos por alguns minutos. Àquela época  isso não era considerado crime e graças à essa educação rigorosa minha geração não enveredou pelo lado das drogas ou da marginalização.  Não restam dúvidas que o caráter, a rigidez nas ações do senhor Moysés ajudaram também a moldar o meu modo de vida, mas a lembrança mais importante que tenho do meu pai era o seu lado alegre, festeiro, cheio de humor e acima de tudo humano. Este eu tenho certeza, eu herdei, até porque não podia ser diferente, às vésperas de sua morte, confessou o que de há muito a família já suspeitava: era o meu pai biológico.

Cavalos Marchadores uma das paixões de Moysés Pimentel 



 

sábado, 17 de outubro de 2020

Crônica para Kairo Amaral: Um mês de ausência.

 

Crônica para Kairo Amaral: Um mês de ausência



Por: Bernardo Silva (*)



(Lida por Yure Gomes, nesta sexta-feira/Rádio Cidade)

Amanhã, sábado(17) fará um mês que despediu-se deste mundo o nosso companheiro de rádio, amigo, irmão, profissional dos mais ativos e comprometidos com o que fazia: Kairo Amaral Resende. Foi tudo muito rápido, tão rápido quanto é o tempo, que foge de nós numa pressa que a gente às vezes nem percebe.

Ele está vivendo numa nova dimensão, numa vida nova a qual todos nós haveremos de viver um dia. Mas enquanto esse dia não chega, a gente vai tendo aqui, no planeta terra, essas tristes e lamentáveis perdas, ficando sem nossos afetos, sem nossos amigos, sem muita gente que a gente quer bem.

Às vezes olhamos para um lado, para o outro, tentando encontrar aquele sorriso que se foi; aquele abraço fraterno, um simples aperto de mão…e só o vazio encontramos. Este vazio que fica e que nos incomoda tanto. Incomoda porque dói, como doem todas as ausências dos que nos deixaram sem a esperança certa de que um dia qualquer vamos nos rever de novo.

O Kairo nos deixou muito cedo, embora o pouco tempo por ele vivido na terra tenha sido bem vivido. Ele ocupava todos os espaços porque era intenso demais. Parecia adivinhar que tinha pouco tempo. Sim, ele tinha pouco tempo, mas viveu o tempo suficiente para construir uma legião de amigos, simpatizantes, fãs, pessoas que o admiravam e que sentiram naquele dia – há um mês atrás- o quanto é dolorido se perder alguém, seja um amigo, um familiar, um ente querido bem próximo.


Nenhum de nós sabe o dia da partida. Essa que é a verdade. E se soubéssemos, o que faríamos? A vida seria diferente? Viveríamos de outra forma? Seríamos melhores do que somos? Ninguém sabe. Mas Deus sabe o que faz. E por isso a vida da gente seja este grande mistério que todos buscam desvendar e não conseguem…

Mas muitos foram os que se foram, vitimados pela pandemia que o mundo enfrenta ainda. E tudo isso nos obriga a refletir acerca da razão de tudo isso. Por que uns vão mais cedo, outros mais tarde, e para onde todos vão???



(*) Bernardo Silva é jornalista, radialista, apresentador de TV, escritor e Superintendente de Comunicação da Prefeitura de Parnaíba.

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

ACALT URGENTE

 


ACADEMIA DE CIÊNCIAS, ARTES E LETRAS DE TUTÓIA

Tutóia – MA

 

 

EDITAL Nº 08/2020 PARA OCUPANTES DE CADEIRAS VAGAS

 

A Academia de Ciências Artes e Letras de Tutóia - ACALT, leva ao conhecimento dos interessados que a partir da publicação deste EDITAL, e pelo prazo de 30 (trinta) dias, encontra-se aberto o período para inscrições de candidatos para 10 (dez) cadeiras vagas desta Academia, a saber:

ü Cadeira nº 04 que tem como patrono Pastor Estevam Ângelo de Sousa, vaga com o falecimento do Acadêmico Elias Filgueiras dos Santos.

ü Cadeira nº 12 que tem como patrono Graça Aranha, vaga com o falecimento do Acadêmico José Silva de Sousa.

ü Cadeira nº 14 que tem como patrono Humberto de Campos, vaga com o falecimento do Acadêmico José da Paz Oliveira.

ü Cadeira nº 20 que tem como patrono Monsenhor Hélio Maranhão, vaga com o falecimento da Acadêmica Bernarda Maria Silva Pereira.

ü Cadeira nº 23 que tem como patrono Florindo Alves dos Reis, vaga com o falecimento do Acadêmico Clodomir da Penha Reis.

ü Cadeira nº 25 que tem como patrono José de Matos Silva, vaga com o falecimento do Acadêmico Agesigildo Matos Silva.

ü Cadeira nº 29 que tem como patrono Raul Bacelar, vaga com o falecimento do Acadêmico Rubem da Páscoa Freitas.

ü Cadeira nº 31 que tem como patrono Gonçalves Dias, vaga com o falecimento do Acadêmico Antonio de Jesus Rocha da Silva.

ü Cadeira nº 32 que tem como patrono Carlos Drummond de Andrade, vaga com o falecimento do Acadêmico Nelson Nedes Braveres de Oliveira.

ü Cadeira nº 35 que tem como patrono Manoel de Jesus Araújo Soares, vaga com o falecimento do Acadêmico José Fernandes de Souza.

Os critérios que deverão ser observados pelos candidatos são:

1.     Ser tutoiense ou residente em Tutóia – MA há pelo menos 05 (cinco) anos e tenha se destacado nas ciências, artes ou letras no município.

2.     Carta de Apresentação onde o candidato, além de se apresentar fala sobre suas expectativas quanto à Academia de Ciências, Artes e Letras de Tutóia – ACALT e o que pretende como acadêmico.

3.     Documento escrito sobre o patrono da cadeira que pretende concorrer à vaga e sobre o último ocupante. Este documento terá o formato de artigo científico contendo no mínimo 15 laudas e no máximo 28 laudas.

As vagas serão preenchidas em ordem dos mais votados, sendo desclassificado o candidato que não atender aos critérios elencados e obtiver menos de 10% (dez por cento) dos votos.

Ficam invalidadas inscrições anteriores para novos membros, sendo necessária nova inscrição.

A carta de apresentação e os trabalhos para análise deverão ser enviados para o endereço de E-mail acalt.tutoia@gmail.com. Qualquer dúvida deverá ser sanada também por este endereço de e-mail.

Caso algumas dessas vagas não sejam preenchidas por esse edital, serão disputadas em outro momento, através de outro Edital posteriormente publicado.

 

Tutóia, MA, 15 de outubro de 2020.

 



 

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

PROGRAMAÇÃO PELO DIA DO PIAUÍ EM PARNAÍBA

 


Em alusão ao 198º aniversário de adesão do Piauí à Independência do Brasil, o Dia do Piauí, celebrado em 19 de outubro, o Governo do Estado programou uma série de comemorações. Em Parnaíba, um Culto em Ação de Graças será realizado no domingo (18), a partir das 17h, com transmissão da Primeira Igreja Batista. No mesmo dia será realizada, às 18h, a cerimônia de outorga da Ordem Estadual Mérito Renascença do Piauí, com transmissão do Teatro Saraiva

Na segunda-feira (19), às 7h30, haverá a aposição da corbelha de flores no Monumento da Independência e hasteamento de bandeiras na Praça da Graça, no Centro de Parnaíba. Em seguida, às 8h, será o Te Deum Laudamus de Ação de Graças, com transmissão da Catedral de Nossa Senhoras das Graças, na Praça da Graça, também no Centro da cidade.

Logo após, ainda dentro das comemorações do Dia do Piauí, o governador Wellington Dias irá inaugurar o Centro Especializado em Reabilitação (CER) IV de Parnaíba, a partir das 9h, na Rua Mira Rios, bairro São Vicente de Paula, em Parnaíba.

Fonte: redacao@cidadeverde.com

terça-feira, 13 de outubro de 2020

SHORT TORIES

 MORREU DE REPENTE 



Por Antonio Gallas

               Zuleide morava no Curre e lavava  a roupa de alguns ricos da Parnaíba que residiam no centro da cidade. Os Correia, os Mavignier, os Pires, os Rodrigues, Athaydes, todos da Praça de Santo Antônio e imediações.

                Nessa época não existia ainda água encanada na cidade e a água utilizada para os serviços domésticos e às vezes até para se beber, provinha de poços artesianos construídos nos quintais das residências ou então compradas dos apanhadores no Rio Igaraçu e transportada em ancoretas nos lombos de jumentos ou burros.

                Na sua ida para o centro,  passava no açougue do Pedro Oião e encomendava vísceras ou costela de boi  para quando voltar no final da tarde,  pagar,  levar para casa o que seria o almoço do dia seguinte.  As reses para a venda nos açougues  eram abatidas no meio da tarde.

                Geralmente quando não terminava o serviço no mesmo dia arrumava a roupa formando uma grande trouxa e levava para concluir em casa. Passar o ferro ou continuar a lavagem, pois de onde morava não era longe do rio e também já possuía um poço no seu quintal.

                Nesse serviço era auxiliado pelo seu neto Rodiney, um menino de 10 anos, mas já bastante taludo. Dizia ele que era forte assim,  só de chupar o corredor do boi para comer o tutano que dava sustança.

O caminho de dona Zuleide era sempre o mesmo: cruzava a avenida Cel. Lucas, seguia pela Rua Desembargador Sales, passava na casa do seu João, um amigo conhecido, tomava um cafezinho,  bebia um copo d’água e então  seguia  ao seu destino cruzando a Avenida Capitão Claro, pegava a rua em frente ao Cemitério da Igualdade e prosseguia até chegar seu destino, ou seja, a Praça de Santo Antônio. A volta era pelo mesmo caminho.

Certo dia Rodiney não acompanhou dona Zuleide e ela teve que voltar sozinha, com uma trouxa de roupas bem grande e mais pesada. O menino tinha se empapado com  tutanos de boi e adoeceu da barriga.

 Apesar de  ainda ser  uma mulher nova,  cansou um pouco com o peso dessa trouxa. Teria que parar em algum lugar para descansar um pouco e restabelecer as forças.

Durante o  trajeto, era comum encontrar pessoas conversando na calçada em frente ao cemitério. Ela as cumprimentava, era correspondida e seguia seu destino. Nesse dia, dois senhores bem vestidos estavam a conversar.

Zuleide coloca as trouxas no chão, deu boa tarde aos senhores e ficou um bom tempo escutando a conversa animada dos dois. Quando já sentia-se restabelecida fala para o que estava mais próximo dela: “moço, me ajude a botar essa trouxa na cabeça”, ao que ele respondeu: “eu não posso, estou muito fraco, pois morri de caganeira. Peça pra esse aí que morreu de repente...”


ARARI EM DATAS

 Por Francisco Batalha * 


 

 

          Nesta data, em 1897, nasce em Arari, Zuleide Violeta Fernandes Bogéa, filha de Leonel Fernando Cardoso Bogéa e de D. Mônica Virgínia de Morais e Silva Fernandes Bogéa. Mudando-se  para a capital  formou-se pela Escola Normal do Estado, em 1913 e notabilizou-se como  educadora e política.

              Com o novo Código Eleitoral baixado pelo presidente Getúlio Vargas, em 14 de dezembro de 1932, que ampliou o eleitorado brasileiro com o sufrágio feminino e dos maiores de 18 anos e tornou o voto secreto, houve no Maranhão, no ano seguinte, eleição para deputado estadual constituinte,  eletivo e legislativo, cuja Assembleia foi instalada no dia 20 de junho de 1935, com poderes legítimos para eleger dois senadores e o governador do Estado, e entre os 30 constituintes maranhenses foi eleita pela Liga Eleitoral Católica  a professora Zuleide  Bogéa, primeira mulher maranhense a exercer um mandato de deputado estadual. 

              Zuleide Bogéa foi líder do movimento que elegeu Aquiles de Faria Lisboa para o governo do Estado do Maranhão, e, na dualidade da mesa da   Constituinte de 1935/1947 foi vice-presidência e assumiu por diversas vezes a presidência do parlamento maranhense. . Foi partidária de Aquiles Lisboa que governou com minoria na Assembleia, com apoio de apenas 14 dos 30 deputados.

              Conselheira e fundadora do IPEM no governo de Paulo Martins de Sousa Ramos, também colaborou na administração de Newton de Barros Bello, como conselheira de sua administração. Proferiu conferências em Caxias e São Luís. Participou de vários conclaves em Belém, Salvador, Recife e Rio de Janeiro. Agraciada com a Medalha do Mérito Timbira e com a Medalha do Centenário de Graça Aranha. Devota e coproprietária da imagem de Bom Jesus dos Aflitos, que se encontra guardada e exposta na igreja-matriz de Arari.

              Seus pais, também ararienses, eram descendentes do português Lourenço da Cruz Bogéa e sua mulher, a espanhola Maria Isabel de Hungria Martins Bogéa, prima da rainha Isabel de Hungria, que foi esposa de D. Fernando da Espanha, o Católico. Fazia questão de mencionar seus melhores alunos: Renato Archer, José Carlos Ribeiro, Sebastião Ferreira, Antenor Bogéa, Remy Archer, Lourival Bogéa, Raimundo Bogéa, Jesus Gomes Filho, José Ribamar Bogéa, Lourenço Vieira da Silva, Malvina Serra, Ubirajara Rayol, Ivaldo Perdigão e outros. Faleceu em São Luís, no final da década de 1970. É patronesse da Cadeira nº 23, da Academia Arariense-Vitoriense de Letras, ocupada pelo filósofo Raimundo César Abas Prazeres.



Deputada Zuleide Bogéa


             A educadora arariense foi apontada em publicação da Assembléia Legislativa de 2008, como personagem do século XX na retomada do processo de desenvolvimento  político do nosso Estado e figurante entre os que fizeram a história do Legislativo Maranhense.

 Francisco Batalha é escritor, historiador e presidente da Federação das Academias de Letras do Maranhão - FALMA

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

ARARI EM DATAS

 




Por Francisco Batalha*

 

            Nesta data, em 1831, nasce na Saramanata, ribeira do Mearim, Ivo Cândido da Silva Batalha. Foi Tenente Coronel da Guarda Nacional, fazendeiro, criador de gado, dono de canaviais  e de engenhos,  nos lugares Tresidela do Bonfim e Barreiros. Possuía moradia, também, em Vitoria do Mearim.  Amigo do Coronel Jacinto Antônio Leite (de quem comprou as propriedades da Tresidela do Bonfim) e  de José Joaquim de Oliveira (o Barão de Itapary) mantinha com os mesmos estreitos laços de amizade e transações comerciais. De sua grande prole de dezesseis filhos, resultante de dois casamentos e dois relacionamentos extraconjugais deixou os descendentes Raimundo Nonato, Mariana, José Joaquim e Joana, filhos com Filomena Felicidade Vieira Braga; Francisco, Manoel, Josefa, Rosa, Raimundo José, Clodomira e Inácio, com Fausta Fernandes de Souza. Com Isaura Clara Chaves, seu terceiro casamento, não deixou descendência. Com Gertrudes Leite de Sena deixou a filha Adelina; e com Filomena Correia os filhos Raimundo, Antônio e Amada. 

                   A filha Mariana foi casada com Mateus Vieira de Oliveira, prefeito de Arari entre os anos de 1926/1930.

                            .O filho José Joaquim, foi casado com Amada Baldez Cutrim, filha do Major Pedro Nunes Cutrim.

                   Petrolina Batalha, residente em São Paulo,  meia-irmã do autor deste trabalho  é bisneta de Ivo Batalha, pelo paterno  e de Pedro Cutrim, pelo lado materno.

                  Ivo Cândido Batalha que foi suplente de Juiz Federal  do distrito do Arari, nomeado em  7 de julho de 1884, e  em seguido exerceu a titularidade deste cargo,  era tio de Theodoro Antônio Batalha, homem de fino trato social que marcou a politica arariense por vários anos, na metade do século XX, fazendo oposição ao Padre Brandt. Foi presidente da Câmara Municipal de Arari e exerceu em breve período o mandato de deputado estadual, pelo PTB.

         Parente próximo, também, de Teodoro Raimundo Batalha, que eleito vice prefeito de Arari em 1929, exerceu o mando de prefeito em substituição, por pequenos períodos e teve o mandato interrompido pela ditadura varguista, em 29 de novembro de 1930.

           Do mesmo ramo familiar foi prefeito de Arari, entre os anos de 1977 a 1982, Domingos Aprígio Batalha.  Do município de Pio XII, em três mandatos eletivos, para  os anos década 1989 a 1992 e 2005 a 2012,  o neto Raimundo Rodrigues Batalha (Mundiquinho Batalha), e o bisneto  Carlos Alberto Gomes Batalha (Carlos do Biné) eleito em 2016 para um mandato de quatro anos,  e, candidato à reeleição em 2020..

            

                   Ivo Cândido Batalha faleceu em sua propriedade do bairro Santo Antônio, Vila do Arari, em 24 de junho de 1924.  A seu  pedido o corpo foi sepultado no Cemitério de Vitória do Mearim sob a campa da sepultura dos seus familiares.

 

 Foto de Ivo Cândido Batalha com a filha Mariana Batalha de Oliveira que foi Primeira Dama do Município de Arari.

 .


Espada e bainha da Guarda Nacional, em metal,  revestidas de prata,  que pertenceu ao Cel.  Ivo Cândido da Silva Batalha. Atualmente em poder do neto, Biné Batalha, na cidade de Pio XII – Maranhão.

 

                           *Francisco Batalha é escritor, historiador e presidente da Federação das Academias de Letras do Maranhão - FALMA