terça-feira, 23 de abril de 2019

RETRATOS DA PARNAIBA

As fortes chuvas que cairam em Parnaíba no último mês de Março,  e que prosseguiram em Abril,  trouxeram muitos transtornos para sua população.
Bairros foram inundados, residências invadidas pelas águas, prédios antigos e abandonados desmoronando-se,  além de grande parte das ruas esburacadas,  dificultando tanto a passagem de veículos,  quanto a de pedestres.
Foto: Piauí Notícias
No primeiro dia de Abril uma árvore caiu sobre um automóvel estacionado na Praça da Graça nas proximidades da Câmara Municipal destruindo totalmente o veículo.  Imediatamente a Prefeitura deslocou uma equipe para retirar a árvore e desobistruir o local.  Ficaram então dois troncos da referida árvore,  que ainda hoje, quase um mês depois, continuam no local enfeitando, ou melhor, enfeando aquele que é um dos belos cartões postais de Parnaíba.
Então vem a pergunta: ATÉ QUANDO ESSES TRONCOS FICARÃO COMO PARTE DA DECORAÇÃO DE NOSSA PRAÇA?
Texto: Antonio Gallas/Fotos AGP

sábado, 20 de abril de 2019

SHORT STORIES

- aqui ningém precisa de esmola somos ricos/ - Acoorrrda  q'uistão  nos rrruuubaaanndo!

 
            Anos 1960. Semana Santa em Tutóia cidade do litoral maranhense.  Nessa época os chamados dias grandes eram guardados com todo respeito. Era pecado tomar-se banho na Sexta-Feira da Paixão,  ou receber dinheiro pela comercialização de algum produto.
 
            Diziam que o Expedito Gonçalves, um cabo da Marinha que serviu na Capitania dos Portos em Tutóia, ficara com o corpo cheio de cabelos porque tinha tomado banho numa Sexta-Feira  Santa. Na nossa infância conhecemos o  Mola Deu, um mendigo que tinha dificuldade em pronunciar a expressão uma esmola pelo amor de Deus. Também comentavam  que a causa disso é  porque cometera  uma atrocidade durante a Semana Santa.  Tudo mito!
Mas mito ou verdade, tinha-se grande respeito pelos dias santificados. Música? Som alto? Nem pensar. As rádios transmitiam apenas músicas clássicas ou religiosas.  E somente  orquestradas.
             A fartura imperava! A troca de bolos, de jejuns, muitas vezes chamadas de esmolas,  entre pessoas amigas,  era uma tradição.
Dona Zila Galas minha mãe adotiva fazia bolos como ninguém! Seus bolos eram bastante apreciados e por isso, nessa época, muita gente levava jejuns para nossa casa  com objetivo de receberem os saborosos bolos que ela fazia. Deu que, certa vez, durante esse período de Semana Santa,  bateram palmas no portão e eu fui atender.  Eu deveria ter entre nove e dez anos de idade. Encontro duas crianças mais velhas que eu, segurando uma bandeja de alumínho contendo cinco espigas de milho (descascadas) e um mói (*) de feijão verde. Ao me verem  disseram: - viemos aqui deixar essa esmola que a mamãe mandou. Eu prontamente respondi: - aqui ningém precisa de esmola não, nós somos ricos!  Quanta ingenuidade! Quanta inocência na cabeça de uma criança!
               As crianças, meio encabuladas  já iam dando meia-volta quando dona Zila apareceu e contornou a situação. Mas de uma coisa eu tinha certeza: podia preparar as costas para as chibatadas no Sábado. Iria romper a aleluia para  aprender a ter humildade diante das pessoas.
              Mas a expectativa de toda a criançada e também de muitos adultos era  o Domingo da Ressurreição,   com a malhação e queima do Judas.
               O Judas era confeccionado na sexta-feira ou no sábado,  e escondido em algum lugar para que não fosse roubado,  e até porque,  tinha o desafio da procura no dia seguinte com mérito para quem o encontrasse.
Nesse dia os irmãos Reubem e Tufy filhos do Nagib, com a ajuda do primo  Maurício ( o conhecido braço de radiola) filho do Fuad, confeccionaram o Judas e resolveram esconde-lo na alcova  do casal Marta e Felipe Zeidan que o povo chamava de carcamanos.
                A família Zeidan veio da Siria, um dos dezenove países que hoje formam o Mundo Árabe.  
               Trabalhadores, prosperaram em Tutóia,  construíram uma grande prole e pelos seus méritos,  fazem parte da história daquele município.  Eram conhecidos como os carcamanos, todavia, é errado se dizer que os árabes,  quer sejam   sírios,  libaneses, ou de qualquer  outro país desse bloco sejam  carcamanos,  tendo em vista que esta expressão é de origem italiana, pois foram  os italianos os primeiros imigrantes a chegar em São Paulo.
                  Mas voltando ao Judas escondido na casa  do casal Marta e Felipe Zeidan, vazou a informação e alguém da minha turma, não lembro quem, foi roubar o tal Judas. Sorrateiramente entrou no quarto, apoderou-se do dito cujo colocando-o sobre o ombro e rumou para dar o fora da casa. Na saída, por causa do escuro do quarto (energia elétrica só até as 22 horas e quando tinha!) e da pressa, o pseudo ladrão  tropeçou num  pinico esmaltado provocando um barulho infernal. Apressado em  deixar o quarto, e talvez  pelo mais  puro azar,  esbarrou na rede de dona Marta acordando a distinta senhora.  Foi quando se  ouviu  num português arrastado e bem alto a seguinte frase  :  - Acoorrrda Feliiipa q'uistão  nos rrruuubaaanndo!
Aí não teve jeito: jogou o Judas no chão e pernas pra que te quero!
 
(*) Mói é uma contração utilizada no nordeste  para "molho", significando uma certa quantidade.
Texto: Antonio Gallas
Ilustração: Foto da WEB modificada pelo  aplicativo "Pencil Sketch (play store).

sexta-feira, 19 de abril de 2019

PEDRA DO SAL PEDE SOCORRO

Ontem o Blog publicou matéria sobre a destruição que a ressaca do mar provocou na Praia da Pedra do Sal derrubando bares e restaurantes da orla marítima.
Ao mesmo tempo noticiamos o descaso das autoridades para com  a praia que representa o ponto turistico mais importante da Parnaíba.
Na tarde de ontem a fúria do mar fez nova destruição causando mais prejuizos aos donos dos bares e restaurantes. Veja as imagens da destruição:

Segundo moradores nenhuma autoridade apareceu parea ver in loco a situção na qual ficaram bares e restaruantes daquela praia. Nem autoridades da prefeitura, nem defesa civil ou quem quer que fosse para pelo menos, se solidariar com aquela gente.

SEMANA SANTA NA FAZENDA

Por: José Luiz de Carvalho(*)
 Semana Santa, (imaginem há 50 anos) era insuportável ter que comer só peixes, maxixada e bolo de puba.
Eu detestava tudo aquilo. Gostava mesmo era de uma espécie de torta feita de ovos batidos, trigo e sardinha (ou  de camarão).
Pela manhã bem cedinho, a molecada armada de canecas de alumínio sortidas com dois dedos de açúcar no fundo, partia para o curral. O vaqueiro Antônio Pereira já estava la, com a Branquinha e a Cara-preta e os seus mijolos (bezerros) devidamente amarrados para a ordenha do gostoso leite mugido. O farto e variado café seria servido depois das 8 horas, quando as mulheres se levantavam. Melhor mesmo eram os banhos no rio Pirangi, (bem no fundo do quintal).  A correnteza roncava sobre as pedras. Era um perigo! Eu, e outros pequenos ficávamos na parte mais rasa, só na inveja do Cândido, Laurindo, Chaguinha da Dedé, Aderson, Zé Gonçalo e outros rapazes que se divertiam à vontade, nadando e descendo as corredeiras. Isso só na sexta-feira depois do meio-dia (era pecado tomar banho nos “dias grandes”).
A casa da fazenda São Benedito ficava apertada para hospedar tanta gente; parentes, tanto do lado da mamãe como do papai, vinham de Buriti, Magalhães de Almeida e de Parnaíba. À noite todos reunidos na frente do casarão, sentados em cadeiras ou mesmo na calçada  tomando café com bolos diversos e ouvindo os mentirosos da região contando suas lendas e estórias de assombração. No sábado da Aleluia, tudo era liberado; o churrasco de porco ou de um gordo carneiro começava antes das 9 horas, quando “os cabras” começavam o comer a “papada de porco”,  com farinha de puba,  assada da trempe e regada a uma cachaça serrana. Na parte da tarde a brincadeira do pato(que enterrado no chão, ficava sujeito a cacetadas de um concorrente que desafiava a prova, com os olhos vendados. Pura e crueldade! E  a morte do Judas (feito de pano e com uma cabeça feita de tamburi) que estava pendurado entre duas carnaúbas, desde o início da semana.
Da nossa infância na fazenda, ainda somos capazes de sentir os cheiros e os sabores, num cenário mágico de rara beleza.
 


(*) José Luiz de Carvalho é poeta, escrior e presidente da Academia Parnaibana de Letras

 

quinta-feira, 18 de abril de 2019

MARÉ GRANDE FAZ ESTRAGOS NA PEDRA DO SAL

MORADORES PEDEM SOCORRO
 

A  ressaca da maré provocada pela força da Lua que será  cheia neste sábado 20,  vem provocando grandes estragos em bares e restaurantes   situados na orla marítima da Praia da Pedra do Sal, o ponto turístico mais atraente e encantador da cidade de Parnaíba.
Pedra do Sal, situada apenas a 13 quilômetros do centro,   ligada  através de uma estrada "asfaltada"  cheia de buracos,  deveria ser olhada com mais atenção pelas autoridades do Estado e do Município.   A reforma da Ponte Simplicio Dias que liga a Ilha Grande de Santa Izabel ao continente  demorou cerca de dois anos. Foi aberta ao público há uns dois ou três mêses atrás, mas  a obra não foi concluida em sua totalidade. Na passarela para pedestres, o corrimão com madeira pobre oferece risco aos transeuntes, inclusive em alguns lugares não existe mais esse corrimão e a estrada apresenta trechos intrafegáveis.
Na madrugada desta quinta feira, 18 as ondas foram devastadoras destruindo bares e casas da orla marítima.  Um dos bares mais atingidos foi o conheciudissimo Ana Bar que ficou totalmente destruído causando um enorme prejuízo à sua proprietária.
Não é a primneira vez que a ressaca do mar  cusa danos aos proprietários de bares e restaurantes na Pedra do Sal.
Os moradores da localidade revoltados com o descaso das autoridades para com um dos cartões postais de Parnaíba,  e principal ponto turístico da cidade, preparam um movimento de protesto para esta tarde,  com objetivo de chamar a atenção das autoridades para encontratrem uma soluçlão para o problema , como também ajudarem às pessoas prejudicadas, pois em sua maioria são trabalhadores que tiram desses bares e restaurantes o sustento para suas família.
Fica então o noisso apelo para as autoridades de um modo geral, principalmente para  os políticos  que não se lembrem de Pedra do Sal apenas em épocas de campanha, mas também nesses momentos de agonia e aflição por qual passam seus habitantes.
Veja outras imagens:
 
Texto: Antonio Gallas
Foto: Jornal da Parnaíba/Raimundo Passinho

terça-feira, 16 de abril de 2019

O ESPETÁCULO DA PAIXÃO DE CRISTO


 O espetáculo da Paixão de Cristo apresentado em diversas cidades brasileiras por artistas locais e, às vezes com convidados especiais, já se tornou uma tradição e muitos foram incluídos no calendário turístico, como é o caso do apresentado em Nova Jerusalém no agreste Pernambucano que vem sendo encenado aproximadamente há meio século.
No Piauí os mais famosos são o de Parnaíba, ao lado da Igreja de São Sebastião, o de Oeiras e o de Floriano.
Em Tutóia, no litoral do Maranhão e região do Delta do Parnaíba e dos Lençóis Maranhenses,  este espetáculo vem sendo apresentado desde 2002  pelo grupo IAHWEH, portanto há 06 anos consecutivos.
Neste ano, pelo que o Blog foi informado,  dois grupos formados por artistas da terra  apresentarão espetáculos sobre a Paixão de Cristo, pois além do que será apresentado pelo grupo IAHWEH na praia da Barra, outro grupo apresentará também no Distrito de Barro Duro cerca de 15 quilômetros do centro da cidade.



O espetáculo que o grupo  IAHWEH traz o nome de A PAIXÃO DE CRISTO de autoria do jornalista, escritor e teatrologo parnaibano, Benjamim Santos,  fundador do Jornal "O Bembém".
 Benjamim Santos escreveu também AS ÚLTIMAS PALAVRAS DE CRISTO que foi encenado pelo referido  grupo de 2016 a 2018.  Neste ano de 2019 o título é A PAIXÃO DE CRISTO.
Para se montar um espetáculo dessa natureza, mesmo com  os artistas se apresentando voluntariamente,   os gastos são altos, tendo em vista despesas com indumentária, cenário, transporte  e outas coisas necessárias para a realização do mesmo.  Infelizmente, o poder público, quer seja prefeitura ou governo, não ajuda financiramente, ou quando ajuda é com uma migalha o  que não é suficiente para cobrir as despesas.
Assim sendo o blog  pede a colaboração voluntária dos leitores  para ajudarmos esses artistas tutoienses realizar  este espetáculo que vai ser de rara beleza. Se você estimado leitor,principalmente empresário,  se dispuser a ajudar  o grupo eis a conta bancária para sua doação.



Agência : 2746-4  - BANCO DO BRASILS.A.  - C/C  21.555-4 -  Titular: VERONICA DAMASCENO SANTOS. Algumas cenas que serão vistas neste espeáculo:

Jesus toma uma criancinha no colo:  passagem do evangélio de Mateus 19.14 quando diz: "deixai vir as mim as criancinhas pois dela será o reino de Deus".

A tentação do demônio a Cristo



 O beijo de Judas

Texto de Antônio Gallas
Imagens Gurup IAHWEH de Teatro



quinta-feira, 11 de abril de 2019

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ CELEBRAM A PÁSCOA

 Como parte da celebração anual da morte de Jesus, as Testemunhas de Jeová estarão se reunindo nos dias 13 e 19 do corrente, em seu  Salão do Reino, localizado à Rua Ademar Neves, no centro de Parnaíba.Para esta celebração  convidam a população de um modo geral, a participar deste evento, conforme  programação abaixo:



quarta-feira, 10 de abril de 2019

UMA PRAÇA PARA A ACADEMIA PARNAIBANA DE LETRAS



Por Pádua Marques (*) 


 Se eu tivesse que pedir um favor ao prefeito Mão Santa, este pedido seria bem simples. Ele que tem sido tão cuidadoso com a estética da cidade de Parnaíba ao construir e inaugurar praças para o lazer dos nossos filhos, certamente que não se furtaria a este meu pedido, que tenho certeza não é tão dispendioso.
Certamente quando a prefeitura tivesse recursos para tal, visto que neste momento a atenção está voltada para a reconstrução de ruas, casas e regiões alagadas pelas chuvas. Porque sendo escritor e membro da Academia Parnaibana de Letras, creio que abraçaria com toda a atenção este meu pedido, que o faço em nome de todos os membros.
Que em se construindo uma praça, que este espaço de passeio das mães e pais com seus filhos e por aqueles que às vezes pedem recolhimento para a leitura de um livro ou jornal, que esta praça se chamasse Praça da Academia Parnaibana de Letras.
E que na sua inauguração cada membro, tendo condições de saúde ou que quisesse, plantasse uma muda de árvore da variedade a seu gosto. Seria uma forma de deixar para as futuras gerações, netos, bisnetos, a população em geral, aos amigos que devem  lembrar sempre o nosso nome, quem fomos, eternizados por uma árvore.
Humberto de Campos talvez quando plantou no quintal de sua casa aquela castanha de caju nunca imaginou que ainda hoje, transformada em árvore, é objeto de veneração por todos os parnaibanos e turistas e pesquisadores.
Sei que as pessoas, até mesmo dentro da nossa entidade de cultura hão de achar fantasiosa esta minha ideia. Sinceramente eu gostaria que daqui a muitos e muitos anos, cinquenta, cem anos ou mais, meus descendentes  ao passear por alamedas tão bem arborizadas pudessem à sombra de um ipê, mangueira, castanheira ou outra espécie, ler um livro de minha autoria.
 (*)Pádua Marques é Jornalista e escritor. Ocupa a cadeira 24 da  Academia Parnaibana de Letras APAL. 

segunda-feira, 8 de abril de 2019

APAL PREPARA LANÇAMENTO DE LIVRO SOBRE ALBERTO SILVA

 A Academia Parnaibana de Letras – APAL está ultimando os preparativos para o lançamento do livro “Alberto Silva – Uma biografia”, de autoria do jornalista e escritor Zózimo  Tavares.

O livro, conta a trajetória profissional e política do engenheiro parnaibano, ex-governador e ex-senador Alberto Silva, um dos principais personagens da vida pública piauiense, na segunda metade do século 20.
 Com 304 páginas,  narra a história de Alberto Silva desde o seu nascimento, na Ilha Grande de Santa Isabel, em Parnaíba, em 10 de novembro de 1918, até o final de seu primeiro mandato de governador do Piauí (1971-1975) e mostra também os bastidores das políticas no Estado desde as eleições de 1947. Evidencia fatos importantes da vida pública deste parnaibano que muito contribuiu para o desenvolvimento do Piauí e  por sua capacidade,  também contribuiu para o desenvolvimento do Ceará onde realizou a obra de eletrificação de todo o Estado.
Editado pela Bienal, o livro já foi lançado em Teresina na Assembleia Legislativa e na Academia Piauiense de Letras, e será lançado agora em Parnaíba com apoio da Academia Parnaibana de Letras, da qual Alberto Silva pertenceu ocupando a cadeira de nº 09 que tem como patrono R. Petit.
O  lançamento será no próximo dia 26 no Centro Cultural Ministro Reis Velloso – SESC Caixeiral às 19:00 hs.
Postado por: Antonio Gallas

ANTONIO DE PÁDUA FRANCO RAMOS

FRANCO RAMOSAqui em Parnaíba a Missa será às 12:00 hs de hoje (meio dia) na Catedral de Nossa Senhora da Graça.
A Academia Parnaibana de Letras convida a todos e agradece aos que comparecerem a este ato de fé e solidariedade cristã.
Pádua Ramos pertenceu a APAL e ocupava a cadeira de nº 30 que tem como patrono o imortal Jesus Martins de Carvalho