sábado, 29 de julho de 2023

CRÔNICAS VADIAS - a história dos cabarés parnaibanos

       


           Já está na  tradicional Banca do Louro o tão esperado livro do consagrado e premiado escritor parnaibano  Antônio de Pádua Ribeiro dos Santos, denominado de "Crônicas Vadias",  no qual, em textos bem humoradas,  Pádua Santos narra  causos acontecidos nos meados do século XX,  quando a cidade  desfrutava de um poder econômico efervescente,   e  que mesmo tendo um clube frequentado pela alta elite parnaibana - o Cassino 24 de Janeiro -  os jovens mancebos  da época, e até mesmo os senhores,  que por sua postura  impunham uma certa respeitabilidade, aproveitavam os intervalos das orquestras durante os bailes noturnos do clube, para darem  suas escapadinhas   a fim de desfrutarem  as delícias que lhes eram proporcionadas pelas "meninas" que residiam ou que  frequentavam aqueles  lupanares, delícias estas que suas namoradas ou suas esposas,  por uma questão de extrema moral,  não  lhes .ofereciam, penso eu.

           Crônicas Vadias, foi classificado em  primeiro lugar no Concurso Literário Arimateia Tito Filho, promovido pela Fundação Cultural do Piauí em 2016, porém somente agora, sete anos depois,  está sendo publicado e colocado à venda.   Além dos fatos interessantes acontecidos nas mais famosas casas de prostituição  de Parnaíba nos anos 1950/1960 e 1970, o autor denuncia, de forma sutil, ilustres personagens da sociedade local,  que frequentaram  aqueles prostíbulos.  

         Antes do início de cada capítulo, Pádua Santos   cita sempre um trecho bíblico ou  o  pensamento  de algum  humanista ou célebre  filósofo,  e,  inicia cada texto,  fazendo referência a um poeta ou escritor famoso     quer brasileiro ou internacional  como  Machado de Assis,  Gabriel Garcia Marques,  Herman Hesse e outros,  e,  ao finalizar o livro, na página 95, antes do epílogo traz uma relação nominal por ordem alfabética, dos oitenta mais conhecidos cabarés/bordéis parnaibanos,  com seus endereços e breves anotações.  O prefácio ficou por conta do poeta e acadêmico Alcenor Rodrigues Candeira Filho (Academia Parnaibana de Letras e Academia Piauiense de Letras).  

        Pádua Santos, como todos o conhecemos,  é membro da Academia Parnaibana de Letras, foi seu presidente por oito mandatos consecutivos, autor de várias outras obras, (poesias, contos e crônicas) e ocupa a cadeira de nº 01 da APAL que tem como patrono  o ilustre educador e intelectual José Pires de Lima Rebelo.

          Para quem gosta de empreender uma leitura saudável,  bem assim ter mais um pouco de   conhecimento de como eram os cabarés e em até certo ponto, a vida social  em Parnaíba nas épocas já citadas, recomento  Crônicas Vadias um livro que, tenho certeza, prenderá o leitor desde o primeiro até o último capítulo. 

            Parabéns ao confrade Pádua Santos por nos brindar com mais esta preciosa obra  de sua verve, e que, não tenho dúvidas em afirmar, irá compor o acervo bibliotecário de todos aqueles que são aficionados por uma boa leitura.  




Antonio de Pádua Ribeiro dos Santos, poeta, contista, cronista e 
membro da Academia Parnaibana de Letras - Cadeira nº 01








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Um comentário:

  1. (... proporcionadas pelas "meninas" que residiam ou que frequentavam aqueles lugares, delícias estas que suas namoradas ou suas esposas, por uma questão de extrema moral, não lhes .ofereciam, penso eu....).

    Já eu, desde criança entendia que O Cabaré era uma questão de status social e masculinidade entre os homens, já que as Damas da Noite eram treinadas para possuí-los e assim os mesmos, ficarem a mercê de seus ditos encantos e com isso tirar o maior proveito, sejam financeiros, políticos ou serem mantidas com luxo pelos escravizados...

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