domingo, 12 de julho de 2026

PERSONALIDADES TUTOIENSES

 NONATO FREITAS - o imortal e inesquecível tutoiense!




        Não é preciso ter  nascido  em uma terra para se tornar uma de suas maiores personalidades. É o caso de Raimundo Nonato Freitas. Ele nasceu em Amarração, hoje Luís Correia, mas foi em Tutóia que viveu sua infância e adolescência. Mesmo tendo conhecido vários países, nunca esqueceu a cidade que chamava de "minha terra natal". Poeta, compositor e apaixonado por Tutóia, deixou poemas que eternizaram a cidade,  tais como "O Canto do Choró",   "A Cabra Preta,  e muitos outros que ele mesmo musicou.
        
         "Aquarela de Minha Terra", de sua autoria, é até hoje a música mais tocada nos eventos cívicos e sociais tutoienses.Se vivo estivesse, Nonato  teria completado  100 anos de vida  no dia 07 deste mês de julho.  Por coincidência, foi chamado ao Pai Eterno  também em julho, no dia 12, no ano  de 1989. Portanto, hoje, 12 de julho de 2026,  Nonato completa 37 anos que deixou a nossa convivência.   Mas a sua morte não o deixou no esquecimento. Sua  arte e o seu amor por Tutóia são imortais. Assim como a preservação de sua memória será eterna.
Nonato Freitas é patrono da Cadeira de nº 09 da Academia de Ciências Artes e Letras de Tutóia - ACALT ocupada por sua sobrinha Gabrielle Damasceno Ramos. 


"AQUARELA DE MINHA TERRA"
(Composição de Nonato Freitas)

Minha terra pequenina
Nem parece uma cidade
Mais parece uma menina
Sem requinte e sem vaidade
Assim mesmo tão modesta
É tão lindo o pôr do sol
Nunca vi tanta seresta
Canta o mar canta a floresta
Canta o ventos nos coqueiros
Sabiá nos cajueiros
Nos canteiros rouxinol

Minha terra pequenina
Entre o verde manguezal
Sob a luz da lamparina
E o azul celestial
Cidadezinha praieira
Das cacimbas de beber
Dos quintais e capoeiras
Das salinas e caieiras
Dos frondosos coqueirais
Tantas coisas naturais
Impossível descrever

Minha terra pequenina
Sai da margem da maré
Ganha a margem da salina
Vai beirando o igarapé
Deixa a margem da favela
Vai-se embora pro sertão
Lá se vai uma donzela
Confeitando de aquarela
Neste mapa juvenil
Neste gigante Brasil
Nos confins do Maranhão

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