segunda-feira, 25 de maio de 2026

LITERATURA PARNAIBANA

 APAL PREPARA ELEIÇÃO PARA PRENCHER CADEIRA VAGA


Após o grande sucesso no lançamento da edição de número 77 do Almanaque da Parnaíba realizada na sexta-feira, dia 22,  no auditório do SENAC, a Academia Parnaibana de Letras - APAL prepara-se agora para realizar a eleição que escolherá o acadêmico que ocupará o lugar vago da cadeira 31  deixado pelo falecimento da primeira e única  ocupante, a escritora, poeta e compositora Ligia de Carvalho Gonçalves Ferraz. 

Três candidatos se inscreveram. São eles: Carlos Galeno, Carlos Nogueira e Josiel Barros. Todos estão aptos a  competir, tendo em vista  que  foram inscritos conforme preceituam o Estatuto e o Regimento Interno da Academia, que exigem a comprovação de autoria de, no mínimo, três obras publicadas, todas com registro ISBN e que sejam parnaibanos nato ou não sendo,  comprovar que residem no município há pelo menos cinco anos. Os três são escritores, poetas e enriquecem a literatura parnaibana com suas preciosas obras. 

De Carlos Galeno destaco a seguinte poesia:

ONDA

A onda 

beija a praia

na horizontal excitada

libertinagem anfíbia


a manhã

marinha recém pintada

o sol bronzeia rostos satisfeitos


siris encarnados

lambuzando lamas

revigorizando momentos

êxtase natural


as ondas quebram

peixes esnobam

e se vão 

anzóis jazem


linhas caniços iscas

ânimos sorrisos  cerveja

aguas claras

turvas tentativas


pesca-se horas

fisga-se alegrias


Agora o destaque para  o soneto  de Carlos Nogueira que traz o nome de :

PEDRA DO SAL

No berço de mistérios e encantos mil,

Praia da Pedra do Sal, beleza sem par,

O sol se põe, um espetáculo sutil, 

Reflete em nós o dom de amar.


As pedras posicionadas com arte divina, 

Testemunham segredos que o mar guardou, 

Onde o criador, em sua inspiração genuína, 

Cria a terra, o céu, o amor que brotou.


Vista para o Delta, porto seguro do olhar,

Onde o Parnaibano encontra paz e fervor,

Nas ondas bravias, surfistas a bailar.


Entre a bruma e o horizonte, um só fervor

Oh, Praia da Pedra do Sal, em teu lume,

Renova-se o amor, em cada brisa e perfume.


Do poeta e escritor Josiel Barros destaco o poem ORAÇÃO DE PESCADOR. Eis o poema:

as águas

da minha gente

escrevem as claras manhãs

com correntezas

 de esperança.


são esses galopes 

que tecem o voo alegre

dos pássarinhos

rumo ao Sol nascente. 


as águas dos riachos,

açudes e arroios desnudam 

as cobertas das almas

e farfalham

o aboio ardente

que refrigera

a queimação infernal

que há no mundo.


ó águas do Caldeirão,

             águas benditas,

voltai o meu corpo vageueante

às tuas profundidades,  

como os lambaris

no beiral do açude

anelam pelo crescimento

            seja eu o brilho da Flor

e a Flor do cimento

nas escritas manhãs

de minha cidade.


Pelo que se pode observar os três poetas exaltam a beleza da natureza através das águas que sejam do rio, mar ou açude.

Amanhã, dia 26, às 18 horas já saberemos quem ocupará a cadeira de número 31 que pertenceu a uma grande mestra que deixou um legado na educação e na cultura parnaibana, incusive foi quem compôs a letra do hino da Academia Parnaibana de Letras.

Boa sorte aos três candidatos.








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