quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

A POESIA DE ALTEVIR ESTEVES


 Cronologia da farra

Por Altevir Esteves*

Foi o janeiro 

O fev, o mar e o abril. 

Com pele febril

Esquecemos o Natal 

E passamos do Carnaval.

Teve a quarta-feira de cinzas

Fomos todos ranzinzas

Mas com cerveja e sardinha  

Farra boa não se lesa

Carregamos a santinha

Com muita pinga e pouca reza. 

Censurar todos se prezam

Inclusive na Paixão 

Com mais pinga e pouca reza

Todos temos razão. 

Espera o Dia das Mães 

Mais vinhos, doces e pães 

Missa,  culto e orgia 

Tudo é folia 

Esperando o Natal.

Mas tem o São João

O dia do padroeiro 

De maio, jun e julhão

Com agosto de muitos gostos

Com gastos de antemão

Pois tem vivas aos papais

Com pouca reza e muita pinga

Cartão de crédito e muita ginga

Pra chegar ao Natal.

Set, out e novembro 

Criança e professor

Finados e o escambal 

Dói no bolso e no peitoral 

Mas tem pinga e pouca reza

Com comida sobre a mesa

E samba no quintal.

Vem dezembro,  afinal 

Tem presente e formatura

Barriga cheia e fartura

Com Jesus e réveillon 

Panetone e tudo de bom. 

E a gastança não se cessa

Pro ano novo se caminha

Com muita pinga 

E pouca reza. 

Altevir Esteves (@professortevir),membro da Academia Parnaibana de Letras é advogado, escritor, poeta e romancista, acadêmico de Educação Física e de Ciência da Felicidade (Unicesumar).

  

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