segunda-feira, 29 de março de 2021

29 de março de 2021

 Hoje é dia de se homenagear nossa cidade pelos seus 83 anos de emancipação política. Não há um só filho desta terra que não lhe preste homenagem nesta data como veremos a seguir nos vídeos e poemas abaixo:









O vídeo acima foi preparado especialmente pala celebrar o aniversário de nossa linda cidade. A Secretaria Municipal de Cultura com a parceria de artistas da terra produziram este belíssimo vídeo numa homenagem simples porém carregada de muito amor por nossa terra.  

PARABÉNS, TUTOIA, PELOS SEUS 83 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA!

Composição de Verônica Damasceno e Jailson Constantino : Tutoia, meu lugar! 

Gratidão aos nossos parceiros!!!!(Créditos no vídeo)

Já Rita Damasceno Merequeta  inspirada nas belezas e nos valores de Tutóia produziu este belo poema ; TUTÓIA DOS MEUS  AMORES

Tutoia dos meus amores

Dos santos doutores

Como disse o poeta.

Tutoia de muitos escritores..compositores...

Tutoia fértil na inteligência do seu povo!

Que a canta com entusiasmo

Exalta com admiração

Tutoia que com os seus escritores fazem história todos os dias

Falaram que és esquecida...

Por seus filhos não...

Dos mais longíquos lugares

És lembrada

Tens história...

Dos terreiros aos quintais

Das praias às lagoas entre as dunas e riachos....

Dos mangues aos coqueirais...

Das dunas e suas brancas areias..

Seu vento trazendo um ar de saudade

Dos tempos de infância

Das plantas rasteiras na beira da praia

Das cacimbas de beber

Das lagoas nos quintais..

Como se pode esquecerte?

Tutoia....ah Tutoia!

Quantos encantos!

Quanto luar com raios iluminando as ondas mansas de suas praias...

E suas canoas solitárias entre as ondas!

Os pescadores chegando e espalhando sua pesca à beira da orla

Como és rica...

Em tudo que me encanta

Tutoia dos meus amores

Santos e doutores.

Rita Damasceno Merequeta

23/03/2021

Na minha infância um do locais que mais atraía minha atenção era o cais do porto. Ver  navios ancorados no trapiche do senhor Dácio Neves, no cais nas proximidades onde hoje foi construído o Mercado Público e ainda nas proximidades da favela ( Monte Castelo) esperando para atracar no cais ou no trapiche era motivo de alegria para os olhos de uma criança. Acabou-se a navegação marítima, ficou a saudade, então escrevi o seguinte poema:

AO VELHO CAIS DE TUTÓIA

( Antonio Gallas)                            

 Cais, velho cais!

Abandonado, maltratado, desprezado...

Onde estão teus navios?

Foram embora mar afora?

 

Cais, velho cais!

Quantas tristezas.

Quantos ais...

 

Teus navios foram embora,

Mar afora,

Levando na correnteza

Incerteza,

Sonhos,

Que vivem apenas na lembrança

 

De uma criança

Que cresceu,

Amadureceu,

Envelheceu...

 

Mas que ainda embala seus sonhos

No velho cais de Tutóia.



Hoje é um dia especial para todos nós tutoienses não poderíamos deixar de postar a  canção "Aquarela de Minha Terra" e o poema "Tutóia" inspiração do grande artista, exímio violonista, pintor e boêmio Raimundo Nonato Freitas:


Minha terra pequenina
Nem parece uma cidade
Mais parece uma menina
Sem requinte e sem vaidade
Assim mesmo tão modesta
É tão lindo o pôr do sol
Nunca vi tanta seresta
Canta o mar canta a floresta
Canta o ventos nos coqueiros
Sabiá nos cajueiros
Nos canteiros rouxinol

Minha terra pequenina
Entre o verde manguezal
Sob a luz da lamparina
E o azul celestial
Cidadezinha praieira
Das cacimbas de beber
Dos quintais e capoeiras
Das salinas e caieiras
Dos frondosos coqueirais
Tantas coisas naturais
Impossível descrever

Minha terra pequenina
Sai da margem da maré
Ganha a margem da salina
Vai beirando o igarapé
Deixa a margem da favela
Vai-se embora pro sertão
Lá se vai uma donzela
Confeitando de aquarela
Neste mapa juvenil
Neste gigante Brasil
Nos confins do Maranhão



PARABÉNS TUTÓIA






PARABÉNS TUTÓIA - 83 anos

 Hoje é dia de se homenagear nossa cidade pelos seus 83 anos de emancipação política. Não há um só filho desta terra que não lhe preste homenagem nesta data como veremos a seguir nos vídeos e poemas abaixo:



O vídeo acima foi preparado especialmente pala celebrar o aniversário de nossa linda cidade. A Secretaria Municipal de Cultura com a parceria de artistas da terra produziram este belíssimo vídeo numa homenagem simples porém carregada de muito amor por nossa terra.  

PARABÉNS, TUTOIA, PELOS SEUS 83 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA!

Composição de Verônica Damasceno e Jailson Constantino : Tutoia, meu lugar! 

Gratidão aos nossos parceiros!!!!(Créditos no vídeo)

Já Rita Damasceno Merequeta  inspirada nas belezas e e nos valores de Tutóia produziu este belo poema ; TUTÓIA DOS MEUS  AMORES

Tutoia dos meus amores

Dos santos doutores

Como disse o poeta.

Tutoia de muitos escritores..compositores...

Tutoia fértil na inteligência do seu povo!

Que a canta com entusiasmo

Exalta com admiração

Tutoia que com os seus escritores fazem história todos os dias

Falaram que és esquecida...

Por seus filhos não...

Dos mais longíquos lugares

És lembrada

Tens história...

Dos terreiros aos quintais

Das praias às lagoas entre as dunas e riachos....

Dos mangues aos coqueirais...

Das dunas e suas brancas areias..

Seu vento trazendo um ar de saudade

Dos tempos de infância

Das plantas rasteiras na beira da praia

Das cacimbas de beber

Das lagoas nos quintais..

Como se pode esquecerte?

Tutoia....ah Tutoia!

Quantos encantos!

Quanto luar com raios iluminando as ondas mansas de suas praias...

E suas canoas solitárias entre as ondas!

Os pescadores chegando e espalhando sua pesca à beira da orla

Como és rica...

Em tudo que me encanta

Tutoia dos meus amores

Santos e doutores.

Rita Damasceno Merequeta

23/03/2021

Na minha infância um do locais que mais atraía minha atenção era o cais do porto. Ver  navios ancorados no trapiche do senhor Dácio Neves, no cais nas proximidades onde hoje foi construído o Mercado Público e ainda nas proximidades da favela ( Monte Castelo) esperando para atracar no cais ou no trapiche era motivo de alegria para os olhos de uma criança. Acabou-se a navegação marítima, ficou a saudade, então escrevi o seguinte poema:

AO VELHO CAIS DE TUTÓIA

( Antonio Gallas)                            

 Cais, velho cais!

Abandonado, maltratado, desprezado...

Onde estão teus navios?

Foram embora mar afora?

 

Cais, velho cais!

Quantas tristezas.

Quantos ais...

 

Teus navios foram embora,

Mar afora,

Levando na correnteza

Incerteza,

Sonhos,

Que vivem apenas na lembrança

 

De uma criança

Que cresceu,

Amadureceu,

Envelheceu...

 

Mas que ainda embala seus sonhos

No velho cais de Tutóia.



O vídeo acima gravado pelo Trio Flor do Cais com a belíssima voz da professora Verônica Damasceno também exalta as belezas de nossa terra, e como hoje é um dia especial para todos nós tutoienses não poderíamos deixar de postar a  canção "Aquarela de Minha Terra" e o poema "Tutóia" inspiração do grande artista, exímio violonista, pintor e boêmio Raimundo Nonato Freitas:


Minha terra pequenina
Nem parece uma cidade
Mais parece uma menina
Sem requinte e sem vaidade
Assim mesmo tão modesta
É tão lindo o pôr do sol
Nunca vi tanta seresta
Canta o mar canta a floresta
Canta o ventos nos coqueiros
Sabiá nos cajueiros
Nos canteiros rouxinol

Minha terra pequenina
Entre o verde manguezal
Sob a luz da lamparina
E o azul celestial
Cidadezinha praieira
Das cacimbas de beber
Dos quintais e capoeiras
Das salinas e caieiras
Dos frondosos coqueirais
Tantas coisas naturais
Impossível descrever

Minha terra pequenina
Sai da margem da maré
Ganha a margem da salina
Vai beirando o igarapé
Deixa a margem da favela
Vai-se embora pro sertão
Lá se vai uma donzela
Confeitando de aquarela
Neste mapa juvenil
Neste gigante Brasil
Nos confins do Maranhão



PARABÉNS TUTÓIA


domingo, 28 de março de 2021

CRONICA - O Moço do Piauí




O Moço do Piauí

 Por: José Luiz de Carvalho (presidente da Academia Parnaibana de Letras)



Quem é esse moço? Alguém perguntou, logo alguém respondeu, vem lá do Piauí.  Se ainda hoje existe discriminação contra a sua origem territorial.  O termo “xenofobia”, hoje amplamente divulgado e combatido, naquele tempo ninguém sabia, nem o que era isso na teoria, porém a prática era real e cruel.  Não só os oriundos do Piauí, considerado um dos Estados mais pobres da Federação na época, mas também e de outros Estados nordestinos, de forma geral chamados de “Nortistas”, chamados “cabeças chatas”. Assim dividiam o Brasil e em dois grandes pedaços, mundos totalmente diferentes, um muito rico e um outro extremamente pobre. 

Nas décadas de 50 a 60 essa “coisa” era muito mais intensa, principalmente na “Cidade Maravilhosa”, a sempre glamorosa baia da Guanabara, naquela época, o Rio de Janeiro era a capital do Brasil!  Aquele homem franzino de estatura mediana, de cor clara e olhos claros já se projetava como um eficiente jornalista. Enfrentando é claro todas as dificuldades que alguém encontra nas terras doutros. Eficiente e sonhador, o teimoso parnaibano. Do Piauí, quem era mesmo conhecido era repórter Carlos Castelo Branco, o Castelinho que depois se tornaria o maior jornalista político do Brasil.

Em 1953, com apenas 21 anos de idade, José Pinheiro de Carvalho passa a ser um dos jornalistas do Jornal Tribuna da Imprensa, de propriedade do Carlos Lacerda. 

Seguiu com o seu propósito de elevar o nome do seu Estado. Não queria ser apenas um jornalista atuante, sabia que era necessário fazer algo pela sua terra e pela sua gente.  Ele conseguiu convencer os seus pares de comunicação e realizaram a “Operação Piauí “entre 1955-1956, trazendo ao Piauí vários jornalistas do sul e sudeste em um avião da FAB mostrando as riquezas e o potencial do Estado, de Gilbués ao litoral.

 Participou do Cruzeiro Musical 1958 na TV RIO e TV PAULISTA -RECORD. Que tinha como apresentador o jornalista Cesar Ladeira que nessa ocasião o chamou pela primeira de “O MOÇO DO PIAUI”, sendo que essa denominação perdurou por toda a sua vida.


O Moço do Piauí era dono de uma mente brilhante e irrequieta, foi produtor do filme Guru das Sete Cidades, no ano de 1972, onde mais uma vez mostrou as belezas, os cenários e pontos turísticos regionais.  Era um verdadeiro embaixador do Piauí no restante do Brasil.  


 Ao retornar para sua amada Parnaíba, instalou o Lions Club Atalaia.  

 Idealizou e fundou a Academia Parnaibana de Letras, com a ajuda de outros intelectuais a saber:  Alcenor Rodrigues Candeira Filho, João Nonon de Moura Fontes Ibiapina, José de Anchieta Mendes de Oliveira, Maria da Penha Fonte e Silva e Raimundo Fonseca Mendes

 

Sua influência e aceitação popular tornou-se  tão grande que foi  eleito  vice-prefeito da Parnaíba, na chapa encabeçada pelo legendário médico e político Joao Silva Filho. Quando desenvolveu vários trabalhos culturais e assistenciais, sempre ajudando aos mais pobres dos vários bairros da cidade. 

Ele faleceu no dia 28 de março de 1984, no rio de Janeiro, porém o seu corpo foi trazido em enterrado no Cemitério da Igualdade, em Parnaíba.


Assim, depois de fazer a leitura dessa breve crônica, você também saberá quem foi o “Moço do Piauí”.

OBS: Hoje dia 28 de março, relembramos José Pinheiro de Carvalho nos 37 anos do seu falecimento.