segunda-feira, 15 de agosto de 2016

A LITERATURA MARANHENSE ESTÁ DE LUTO

FALECEU EM SÃO LUIS O ESCRITOR JOMAR MORAES
   
Faleceu  na manhã de ontem domingo (14), em São Luis, aos 76 anos, o pesquisador, ensaísta, cronista, crítico e historiador da literatura maranhense, Jomar da Silva Moraes. Segundo informações, ele sofria com problemas renais e, durante a madrugada, uma crise afetou o coração do escritor, que não resistiu. Ele estava internado em  no Hospital São Domingos, um hospital privado da capital.
Seu corpo foi velado na Academia Maranhense de Letras, instituição que presidiu  por 22 anos em 11 mandatos consecutivos, se tornando o presidente que por mais tempo presidiu a Casa no Maranhão. O escritor ocupava a cadeira de número 10. Além de fazer parte da Academia Maranhense de Letras Jomar Moraes era também membro correspondente do Instituto Histórico e Geográfico do Piauí, do Distrito Federal e da Academia Paraibana de Letras e da Academia Paranaense de Letras, além de ser cidadão honorário de São Luís, Alcântara e Buriti Bravo, no Maranhão.
Anos atrás, a convite do dr. Antônio de Pádua Ribeiro dos Santos Presidente da Academia Parnaibana de Letras (APAL) o escritor maranhense visitou Parnaíba ocasião em que proferiu belíssima palestra na APAL e aproveitou a oportunidade para conhecer o Cajueiro de Humberto de Campos  onde colheu cajus e guardou as castanhas como lembrança.
O governo do estado do Maranhão e a Academia Maranhense de Letras emitiram Nota de Pesar lamentando a morte do grande intelectual maranhense.
Jomar Moraes foi sepultado às 9h da manhã de hoje segunda-feira  no cemitério Jardim da Paz, na Estrada de Ribamar, região metropolitana de São Luís.

Um comentário:

  1. Fico deveras trise com a morte do grande Presidente Jomar Moraes. Ele era meu amigo de longo tempo. Foi ele quem um dia me mostrou, do terraço superior da antiga Faculdade de Direito do Maranhão, na Rua do Sol, a inscição que aninda havia em uma parede que dali se podia ver: "Casa Transmontana" - casa onde o imortal Humberto de Campos, em 1901, lavou garrafas para poder sobreviver. Outro fato: Um dia, em uma de nossas conversas, eu disse a ele que na APAL havia, como ainda há, uma dificuldade em se conseguir uma contribuição financeira por parte dos acadêmicos. E ele, com sua experiência de mais de 20 anos como Presidente da AML, ponderou: "Na maranhense isto também é difícil. Só para ilustrar, uma vez o Sarney me disse que não tinha condições para tanto". E aí eu fico a pensar: - Se o pobretão Sarney não tem esta condição, como é que posso exigir pagamento dos membros do sodalício parnaíbano?!

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